segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O género, o relativismo e a nova ordem (reeditado)



Em detrimento da designação de sexo, a prosaica condição biológica diferenciadora do homem e da mulher, vem vingando a “ideologia do género”, fundamentado nos gostos sexuais, um conceito que alguns pretendem plasmado na Constituição da República: onde é consagrada a igualdade entre “homem e mulher”, passaria para igualdade dos (muitos) “géneros”. Eu bem devia ter desconfiado no que isto ia dar, quando nos anos 70 a moda do falsete chegou à música POP. A seguir urge corrigir os milénios de alienação e preconceito, fundindo ou desmultiplicando os obsoletos balneários, camaratas e WCs equivocamente divididos em femininos e masculinos segundo a nova ordem, finalmente liberta do jugo da biologia.



5 comentários:


  1. Concordo. Daqui para a frente, só vozes másculas na Pop e, já agora, em todos os outros géneros musicais. Se alguns contra-tenores ficarem desempregados, azar!
    Mais, que a Biologia reine suprema! Quem não gosta do género a que pertence pelo nascimento que se atire ao Tejo! Meu Deus, o que se pouparia em cirurgias e medicamentos, desde logo hormonas.
    Acabe-se com as alterações de sexo, que só servem para chatear os funcionários do Registo Civil e de bandeira à esquerda radical!
    Há quem não goste? Emigrem para a Holanda,Escandinávia ou para a Califórnia, esses antros de perdição.

    P.S. - Hoje é o Dia Mundial da Ironia, não é?

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  2. Ignorância é sempre má conselheira...
    Depreendo que não saiba a diferença entre sexo e género (que nada tem a ver com gostos sexuais, isso são outros quinhentos) e que também não tenha reparado que os projectos de revisão constitucional que abordam a temática não substituem sexo por género, acrescem sim o género às causas expressmente elencadas de discriminação proibida - é uma outra dimensão de discriminação, que não substitui a que pode ter lugar em função do sexo.

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  3. O falsete nada tem a ver com contra-tenor, Luís!!! :-)))

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  4. Caro João, quem não gosta do falsete na Pop se calhar também não aprecia contra-tenores como Jaroussky e afins, preferindo apenas uma tessitura claramente masculina.
    Daí a minha referência a outros géneros musicais.

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  5. Pretendi ser irónico, caro Luís. Presumo que nos entendemos nesse ponto.

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