Concordo com Freitas do Amaral quando ontem dizia à Ana Lourenço na SIC Notícias compreender o discurso magoado de Cavaco Silva, ao contrário de Mário Soares que o condena. E como é agradável reencontrar estes dois velhos senadores da política lusa em contradição!
De facto o modelo de campanha ad hominem utilizado contra Cavaco, tirando períodos revolucionários da nossa história, não tem tradição na disputa política doméstica, desprestigia a politica, e de pouco me interessa que seja pratica corrente noutras paragens: a "merdização" do debate é autofágico e conspurca tudo à sua volta. De resto a magnanimidade reclamada a Cavaco no discurso de vitória pelos comentadores é hipocrisia pura: todos sabemos que Cavaco Silva ou outro qualquer não é de facto presidente de todos os portugueses. Se não querem saber da minha opinião, perguntem aos abrantes, às câncios e quejandos.
Cavaco comportou-se "à sua altura" de "grande homem". Miserável, a ora. Quanto a Mário Soares e a vinganças, não temo pela minha elefantina memória, pois é um perito naquelas matérias de ajuste de contas. No entanto, há que reconhecer que Soares sabe quando e onde fazê-las...
ResponderEliminarE afinal em quem votou Mário Soares?
ResponderEliminarA vitória de Cavaco é o início da recuperação de Portugal, em que o centro e centro-direita demonstraram pretender afastar as concepções socialistas do poder, em particular demonstrou que uma aliança PSD e MEP com os outros partidos de centro direita pode ganhar eleições, seria até ideal que fosse realizada uma grande coligação do centro e direita democrática, que inclua o PSD; o MEP, o MSS, o PPV, o PPM e o MPT, com intuito de criar uma UPM ou uma União portuguesa.
ResponderEliminarO MSS (Mobile Sales System) é o cimento que falta numa coligação.
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ResponderEliminarNa candidatura de Fernando Nobre. Who else ?
Muito bom. De facto, não é presidente de todos ; o João, estranhamente, esqueceu-se do/da Valupi ( não foi V. que se encontrou com ele/ela?) ,que definiu Cavaco como "um bandalho", coisa que F. Câncio, que eu saiba, nunca fez.
ResponderEliminarTem razão Filipe, simplesmente não me lembrei do Valupi. Ele é o quejandos.
ResponderEliminarAbraço
Outro,
ResponderEliminarCaro João Távora:
ResponderEliminarQuem se absteve e promoveu a abstenção, deveria, por uma questão de dignidade, abster-se de mencionar as presidenciais, já que faz tanta comichão o assunto.