terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Quem não se sente…

 


Concordo com Freitas do Amaral quando ontem dizia à Ana Lourenço na SIC Notícias compreender o discurso magoado de Cavaco Silva, ao contrário de Mário Soares que o condena. E como é agradável reencontrar estes dois velhos senadores da política lusa em contradição!


De facto o modelo de campanha ad hominem utilizado contra Cavaco, tirando períodos revolucionários da nossa história, não tem tradição na disputa política doméstica, desprestigia a politica, e de pouco me interessa que seja pratica corrente noutras paragens: a "merdização" do debate é autofágico e conspurca tudo à sua volta. De resto a magnanimidade reclamada a Cavaco no discurso de vitória pelos comentadores é hipocrisia pura: todos sabemos que Cavaco Silva ou outro qualquer não é de facto presidente de todos os portugueses. Se não querem saber da minha opinião, perguntem aos abrantes, às câncios e quejandos.

9 comentários:

  1. Cavaco comportou-se "à sua altura" de "grande homem". Miserável, a ora. Quanto a Mário Soares e a vinganças, não temo pela minha elefantina memória, pois é um perito naquelas matérias de ajuste de contas. No entanto, há que reconhecer que Soares sabe quando e onde fazê-las...

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  2. E afinal em quem votou Mário Soares?



     

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  3. A vitória de Cavaco é o início da recuperação de Portugal, em que o centro e centro-direita demonstraram pretender afastar as concepções socialistas do poder, em particular demonstrou que uma aliança PSD e MEP com os outros partidos de centro direita pode ganhar eleições, seria até ideal que fosse realizada uma grande coligação do centro e direita democrática, que inclua o PSD; o MEP, o MSS, o PPV, o PPM e o MPT, com intuito de criar uma UPM ou uma União portuguesa.

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  4. O MSS (Mobile Sales System) é o cimento que falta numa coligação.

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  5. Na candidatura de Fernando Nobre. Who else ?

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  6. Muito bom. De facto, não é presidente de todos ;  o João, estranhamente,  esqueceu-se do/da Valupi  ( não foi V. que se encontrou com ele/ela?) ,que  definiu Cavaco como "um bandalho", coisa que F. Câncio, que eu saiba, nunca fez.

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  7. Tem razão Filipe, simplesmente não me lembrei do Valupi. Ele é o quejandos. 


    Abraço

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  8. Caro João Távora:
    Quem se absteve e promoveu a abstenção, deveria, por uma questão de dignidade, abster-se de mencionar as presidenciais, já que faz tanta comichão o assunto.

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