O deplorável espectáculo a que a disputa política pode chegar, alimentada pela democrática indústria dos media está plasmado no debate de ontem entre dois pretendentes ao mais alto magistério da Nação, Cavaco Silva e Defensor de Moura.
O “facto político”, o sound byte, ou a pura calúnia são hoje um rentável manancial de lucro, produtos de consumo massivo, e como é bom de ver, quanto mais rasteiro e desvairado for, mais vende, mais satisfaz a alarvidade da maralha, ávida duma catarse que a resgate por uns momentos da sua sombria existência. Não há reputação que resista a este circo de monstruosidades ao qual alegremente os actores e intermediários da política aderem ao sabor de conveniências do momento, comprometendo a sustentabilidade de qualquer desígnio de longo prazo.
E desenganem-se os que julgam que obtêm dividendos com esta progressiva degradação: o fenómeno não se fica por uma questão de regime, nenhum sistema ou comunidade organizada resiste a esta perversidade. Assim se joga a liberdade dos nossos filhos por nós desbaratada no confronto com o obscurantismo e a decadência que é o destino duma sociedade em completa descrença e dissolução.
Apenas por mera curiosidade, sabiam que esse tal de Moura, encarniçado defensor da demolição do prédio Coutinho, em Viana do Castelo, CHEGOU A MORAR no dito prédio?
ResponderEliminarPor aqui se vê a categoria do sujeito...
Pois é, João, estou de acordo. Mas, apesar da necessidade de "manter as aparências", eles agora pagam por aquilo que estão a comemorar. De facto, a calúnia, a guerrilha do "bota-abaixo" e do "vale-tudo", é um quase exclusivo apanágio da República e dos seus partidário. É isso mesmo que têm feito desde 1870, sem olhar a meios. Não lamento nem uma palavra que atiraram à cara de um certo fulano - fulano é pouco -, até porque tem amigos de duvidosíssima craveira. Não acha esquisito? É que não se trata de um caso isolado, enfim, um ou dois. São às toneladas! O facto de o seu oponente ser quem é, em nada retira a pertinência da coisa, pois o tal fulano sempre quis passar por santo. Creio mesmo que a procissão ainda vai no adro e com a feliz extinção do BPN, muito mais haverá para saber. Vai (?) ser o bom e o bonito. Enfim, "larachas" e "tretas".
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