quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Telejornal

 


Há muito tempo que não assistia a um telejornal generalista e confesso que a coisa hoje me impressionou: para lá da exploração dos incêndios florestais até à exaustão, impera um formato folhetim com três ou quatro temas em episódios sem novidade, originalidade ou densidade, talvez para que o espectador não estranhe quando a telenovela começar a seguir. Tudo se adapta a este formato estupidificante: o assassino em série, a política, o futebol, mesmo que não haja “notícia” que afinal é o menos importante. Dê-se ao povo o que ele quer… consumir. Em termos internacionais, tirando algum escândalo ou tragédia, não se passa nada no Mundo e o fundamental é atiçar comedidamente os instintos da turba sem pensar muito.


Afinal, para as pessoas viverem nesta “redoma mediática”, não vejo por que não se suprimam os chumbos e o que resta do Ensino: nem saber ler é preciso.

7 comentários:

  1. Longo ainda é o caminho vertical que a comunicação social percorrerá. O Quarto poder pode muito bem ser na verdade o primeiro e sem qualquer legitimação. Apenas existe e intocável como a própria "sociedade", que vive tem que gerir a convivência.

    A qualidade e a exigência da CS já determina bastante o nível geral de um povo. Se por exemplo o 'melhor' que temos de informação é um jornal da TVI ou um Prós&Clichés na RTP1, eu cinjo-me à rtp2 e à personalização da web, mas o problema é que a minha Polis vê TV e eu sou membro da Polis...



    O , esse, fica para os solitários, já que até no ensino estão condenados.

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  2. Quem ainda não ficar satisfeito, tem "O dia seguinte", o "Trio de ataque" e outros de que não sei o nome, onde se ficam horas a discutir ninharias do pontapé na bola.

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  3. Quem quiser ficar elucidado com a actualidade politico-social, realmente pensada, reflectida, amadurecida, trilhada, sofrida, que tira muitas horas do trabalho do seu autor, leiam, mas não percam, os posts aspirinicos b de um tal Valupi. Umm ensaísta da MERDA calculada.

    Ou se quiserem, ao vosso dispôr está uma outra autora de renome, de tomo, na área do discurso sentido, porque pensado, e clubístico, que dá por Fernanda Câncio. Ou a colega, também muito esperta, muito original, a que passeia ovelhas com trela de cão, e para se confundir com a natureza ovina, uma tal Ana Matos Pires.

    Tudo miil vezes melhor que um trago de boa zurrapa de classe um charuto comprado na «candonga».

    Hum....Corta - Fitas, tomem atenção à concorrência, já sabem que a bicharia, quando se apanha á solta, não há Estado de Direito que a páre. É só Répúblicas, e estas já vimos do que são capazes.
    Aviso, porém, os corajosos que correm o risco de perder faculdades depois de lerem os «insólitos».

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  4. Euronews... então aqueles 2 minutinhos antes de cada "hora certa" de notícias "No Coments" são uma delícia.

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  5. Já uma vez escrevi sobre este tema, não por ser jornalista, mas por ter vários no meu circulo de amigos e por isso ter longamente conversado sobre a independência e acuidade do "4º poder", por esse motivo lamentavelmente, não acredito nem na independência da nossa imprensa, nem na acuidade que passe para lá da simples noticia de costumes ou de desgraça. A nossa imprensa está enfeudada, maioritariamente ao poder rosa, o resto ao laranja, sobram poucos, que tenham a real capacidade de estar acima do comezinho, mas real, não morder a mão que os alimenta, por isso tanto a informação televisiva, como a radiofónica e a escrita, em regra sofrem de distorção de base quanto ao valor informativo concreto, pois as noticias ou são opinativas ou criticas, mas em qualquer dos casos feridas de facciosismo. Quanto ao plano internacional, quase que podemos dizer que "no pasa nada" fora as referidas catástrofes, tudo o mais são fait divers " e alguns acontecimentos que não podem deixar de ser noticia, coitados daqueles que entre nós não têm acesso a canais informativos estrangeiros e não saibam os idiomas dos mesmos.

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  6. Excelente post.
    Agradeço-lhe por ter dito o que penso.

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  7. Conheci jornalistas e conheço que se borrifam para os «feudos», que me avisaram de certas coisas e testemunharam a meu favor em processo de escutas.

    Na altura, não havia, porém, a ditadura socretina, com chancela jugularina e valupina, que tenho o desprazer de ler, apenas, mais uma vez, para exercer veia do corte devido, ao abrigo de um poder-dever.

    Estado de Direito, só na boca dos comuns hipócritas que mostram as suas caras feias nas TVs que os albergam.

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