quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O futuro é inevitável...

Vejo Marcelo Rebelo de Sousa na TVI e dizer o que se deve fazer quanto aos incêndios, ao ensino, à justiça., à economia e penso que ele, se tivesse querido, tinha fortes possibilidades de hoje ser primeiro-ministro. Em vez de falar, estava a fazer. Penso depois no discurso do Pontal, do palavreado inútil que se seguiu da parte do PS e do PSD. Se tivesse querido, Passos Coelho poderia hoje ser primeiro-ministro, aproveitando a onda que levou à sua eleição para líder do PSD, não aceitando o engodo do “interesse nacional” que o PS usou para em poucos meses mudar o discurso que levou à reeleição há um ano, sem pagar os custos políticos.
Agora, parece que a actual direcção do PSD percebeu que isso do “interesse nacional” pode ser usado em qualquer altura e quer ir para o poder antes que Passos Coelho perca de vez o estado de graça e caia mais nas sondagens. Agora é tarde, ninguém está a ver Cavaco dissolver o parlamento nos próximos 15 dias. Vamos esperar mais um anito.
Até lá, o PSD tem que fingir que precisou deste tempo para reflectir sobre as soluções para os grandes problemas nacionais. No entanto, na época em que estavam na oposição interna, os actuais dirigentes mostravam com sobranceria que sabiam exactamente o que tinha que ser feito... A revisão constitucional servia para essa grande “reflexão”, mas saiu mal. Fazer política com telefonemas para os jornalistas amigos pode servir para destruir, mas dificilmente serve para apresentar propostas sérias, como deveria ser o caso da revisão constitucional. Entretanto, é preciso ir entretendo as “bases” ansiosas por voltar ao poder. No Pontal, só a boa imprensa conseguiu ver mais do que anónimos arregimentados pelo aparelho, que nem sequer se entusiasmaram com o líder vindo de Massamá, como explicitou Mendes Bota, e não de um condomínio fechado, e do grupo de meia-dúzia de fiéis da actual direcção, ornamentado pelo ex-líder Luís Filipe Menezes.
Como é possível que o PSD, onde continua a existir gente de grande qualidade, assista a isto sem reagir, sem sequer surgirem alternativas internas, apenas com uma ou outra voz “desalinhada”, como Morais Sarmento ou Pacheco Pereira, ou com as análises inconsequentes do Prof. Marcelo? A resposta talvez me tenha sido dada por uma amiga de esquerda que me dizia há poucos dias que pela primeira vez  na vida ia votar no PSD, tão farta está dos actuais governantes. Lembrei-me então do discurso de um “jovem” laranja da minha antiga secção, por sinal a mesma de Passos Coelho, que assegurava que “o futuro é inevitável”…

12 comentários:

  1. O futuro já é inevitável desde que começou simplesmente a haver «troca de vez», ie, agora o PSD, depois o PS, depois o PS e depois o PSD...
    É que na verdade são sempre os mesmos que mandam ou descaradmente ou se encontram nos bastidores  a manipular o espectáculo.

    Isto já dura há anos. O abstencionismo justifica-se cada vez mais. Pena é que se faça  uma leitura curta do mesmo e se esqueçam que aquele é um voto. Pessoalmente, não me desloco para votar na mesma m...

     

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  2. Só vejo de facto essa razão para votar no PSD, coisa, de resto, escrita aqui há tempos pela D. Luisa Correia.

    A revisão da CdR revelou-se uma enorme trapalhada em que o PSD dá todos os sinais de não saber o que quer nem para onde vai.

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  3. O post da D. Luisa a que fiz referência intitula-se "Opinião feminina: os pré-avisos fazem-se com tempo…"

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  4. Escolheram bem a fotografia, é a cara do oportunismo. 

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  5. Ai que saudades de Sá Carneiro (saudades mesmo com todos os seus defeitos).
    O que falta a esta gente é ousadia.
    Presumo que têm ideias (já ideais...), mas o calculismo que põem na estratégia é tal e tanto, que só se pode concluir que o objectivo não é servir as ideias, mas antes servirem-se delas para nos convencerem a pô-los no lugar.


     

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  6. Inevitável confusão26 de agosto de 2010 às 15:19

    Ainda ontem pasmei ao ver o dr. Capucho,  entrevistado pela Ana Lourenço, afirmando que não tinha conhecimento do projecto de revisão constitucional do PSD. Não o tinha lido!

    Acredito que ele não faça parte dos órgãos do partido por onde o processo se tem arrastado, mas parecia-me naturalíssimo que o conhecesse, não só por ser um destacado militante, mas por ser Conselheiro de Estado!

    E também julgo que o dr.  Miguel Relvas não faz parte da comissão encarregada do assunto, mas, logo que surgiu a polémica sobre o fim da «justa causa», ele veio, todo apressado, afirmar que o termo «razão atendível» era usado no tempo de Vasco Gonçalves, por isso não seria assim tão mau, o que fez supor que a direcção do partido estaria sintonizada com o projecto e nele empenhada.

    Há dias, apareceu o sr. Calvão da Silva a dizer, segundo julgo ter percebido, que os dois termos (justa causa e razão atendível) faziam parte do projecto (!), e mais, que o presidente do partido podia muito bem deitar o projecto para o lixo, se assim o entendesse.

    Quem não consegue entender nada disto sou eu...

     

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  7. comentário supra é de Educadinha.

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  8. http://www.youtube.com/watch?v=yEFCoL7w-PM (http://www.youtube.com/watch?v=yEFCoL7w-PM)

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  9. Mas o Senhor Dr. Calvão da Silva, ainda mexe?

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  10. Fui ao site supra e gostei muito de ouvir o Mendes Botas a fazer propaganda a favor do PPC. Parecia um pastor evangélico brasileiro, com aquela voz rouca. Não deu para ver se alguém entrou em transe, porque comecei logo a bocejar, por causa do «carregamento».

    Fiquei a saber que «este homem», o PPC, vive em Massamá e não vive em condomínios fechados. Isto para mim é onversa de comuna! Mais rasca, ainda, que a treta xuxa - chupista.

    Sempre ouvi dizer que quem adquiriu casas em Massamá, nos tempos da construção «pato - bravo», as mesmas tinham preços exorbitantes e pelos vistos, actualmente, não há diferença no mercado imobiliário, sendo irrelevante se é Massamá ou o Caraças.
    Férias de luxo?O que são férias de luxo - conceito português ? O português vai em excursão por sete dias para o estrangeiro, todos para o mesmo sítio da moda, é o mais barato, mas mesmo assim caro, e ei-lo a fazer as suas férias de luxo. Note-se, porém, que podem-se fazer férias de luxo em Massamá, pe. ser servido e não fazer nada.
    Claro está que o pastor Botas está a atirar-se ao BESTA - mor do provinciano deslumbrado, que usava fatinhos da Covilhã, descaído nos ombros e ténis cinzentos e agarrava na mãozinha quando era fotografado...com o cabelo em monte e uns dentes à mentiroso a saltarem da bocarra, numa cara imberbe!

    O BESTA - Mor apanha-se onde nunca se viu e come à minha custa, e PORRA, eu nem sequer VOTEI NAQUELE GAJO!

    O Besta - Mor nem deve saber pegar nos talheres e deve usar palito no final das refeições...se o faz, e fica-lhe muito bem tal acto acto, este não se verá, porque dizem as línguas viperinas, que o dito anda meio escondido nos seus milhentos guarda-costas e que antes de entrar em qualquer sítio, manda fazer uma «vistoria» ao sítio. Tipo americano. Compreendo, eu se pudesse atirava-lhe com um vaso de quarto às ventas!!!

    Só que não me interessa onde vive o PPC, porque ele até podia viver na Penha Longa, ou Quinta Patino ou outro sítio de condomínios fechados, e ser um tipo motivador, capaz de solucionar problemas.
    Pode viver numa barraca e ser também um excelente gestor, se for uma barraca organizada.

    Obama não é filho de condomínios fechados e ao que parece, dizem também os entendidos, o tipo está a saldar os Estados Unidos. Socializa tudo e naturalmente, meteu-se no clube do avental. Portanto, mudam os tempos, mudam as vontades.

    Logo, que tem o local de habitação a ver com a inteligência de alguém?! Discurso para pategos e crentes «cépticos».
    PPC, é apenas mais um figurante da mediocridade que está a ser manipulado com contrôle à distância. -os do costume.
    A República Portuguesa devia dar um tempo ao tempo, permitir a aplicação da benzina queiroziana e sobretudo, por questões de saúde, de higiene e salubridade públicas, permitir a muda de políticos, como as fraldas pela substância que têm comum.




     

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  11. Quê?! erguer para lá o PSD por cansaço? mais uma vez? mudar por mudar? por mim mudo a estratégia do circo: os que estão ficam a governar (ou desgovernar). Os que pensam que é só esperar têm que suar, provar merecer. Depois se vê, e é mais fácil fazer as contas.

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