Interessante este estudo apresentado hoje no jornal I sobre o fosso salarial entre funcionários públicos - cerca de setecentos e cinquenta mil portugueses, sem contar com um exército de em regime de outsourcing (recibo verde), funcionários de municípios e empresas públicas - que duplicou nos últimos vinte e cinco anos. Ou seja, enquanto entre 1978 e 1975 os funcionários do Estado mais bem pagos recebiam 3,5 vezes o que ganhavam os mais mal pagos, hoje essa diferença é de 7,45 vezes.
No mesmo artigo verifica-se que esta discrepância atingiu o seu máximo em 1996, 8,38 vezes, tendo as diferenças convergido até ao ano passado quando José Sócrates em campanha eleitoral decidiu aumentar indiscriminadamente a função pública em 2,9 %.
Bem... que um funcionário altamente qualificado ganhe 3.5 vezes o que ganha um contínuo também não me parece grande política...
ResponderEliminarE diz que médicos a pirarem-se para hospitais e clínicas e consultórios privados são mais que as mães, e não é para passarem a ganhar menos.
Sem entrar no fundo da questão, queria apenas observar que um aumento percentual igual em todas as categorias ( por ex. 2,9%) não altera as relações das remunerações dos vários escalões.
ResponderEliminarDiferente seria se tivesse sido estabelecido um aumento igual em valor absoluto ( por ex. 50 euros) para todos os funcionários e agentes.