Não sei se o projecto vai para a frente, mas não será um altar desmontável de 200,000€ para receber o Papa e centenas de milhares de fiéis no Terreiro do Paço, local que se tornará por umas horas no mais belo santuário que ousámos sonhar em Lisboa, que belisca ou compromete o mínimo que seja a obra social da Igreja Católica. Esta comunidade intervém de forma orgânica e decisiva em todo o país, nas casas, bairros, vilas e aldeias, fornecendo refeições, educação e formação, apoiando as pessoas desempregadas, velhos e crianças desprezados.
Convido qualquer dos indignados moralistas a baixarem as defesas e preconceitos, e visitarem comigo três ou quatro instituições de apoio social aqui na grande Lisboa, em que a comunidade cristã actua hora-a-hora sobre a pobreza e miséria mais gritante. O farisaísmo é coisa feia, e dizer mal e falar d’alto é demasiado fácil: vá lá, pratiquem a vossa laica tolerância e deixem-nos a nós católicos fazer a nossa festa com a alegria e a dignidade que a ocasião a nós nos sugere. Nós pagamos.
O que não percebo, João, é por que razão ninguém se escandaliza com os 2 milhões e pico de euros que a Câmara, com os nossos impostos e taxas, vai dar à Fundação Saramago, depois dos 1,6 milhões que já deu. Li, não sei onde, que a mais cega e assanhada intolerância provém hoje do ateismo, e estou vendo que se confirma.
ResponderEliminarNão estando eu vinculada a nenhum templo, lobi ou seita, (parafraseando alguém) sempre que posso, desdobro-me em acções de ajuda a sem-abrigos e comunidades carenciadas, já para não falar no apoio e defesa dos animais.
ResponderEliminarFaz a senhora muito bem: certamente a generosidade não é um exclusivo dos cristãos.
ResponderEliminarCara Luísa: qualquer cenário ou mesa para uma cimeira multilateral organizada pelo governo para receber chefes de estado ou ministros custa uns milhões de euros pagos pagos pelos contribuintes. Podiam-no fazer em cadeirinhas num ginásio, ou à volta duma mesa da portugália? podiam, mas não era a mesma coisa. O resto preconceito e é má fé.
ResponderEliminarPapa com minúscula? Essa não entendo...
ResponderEliminarEm minha opinião, sem qualquer farisaismo ou ateismo ou seja o que for, se em vez dos 40 mil contos se gastasse 1/2 ou 1/3, a visita do Papa ficava a ganhar , sobretudo num momento em que as tragédias recentes aí estão desgraçadamente à vista de todos.
O Papa vem visitar Portugal e o que é que sobressai na honrosa visita são 200.000€ que se vão gastar...
ResponderEliminarQuando cá veio o Fidel Castro quanto é que se gastou ?
Espero pacientemente a resposta dos Frei Tomás que por aqui pregam na sua infinita sapiência e discernimento...
Muito bem!
ResponderEliminarA propósito da visita do Papa, veja-se os "Altos & Baixos" do Público de hoje. Rui Rio surge como "Baixo" por causa do financiamento da Câmara do Porto à construção do palco em que o Papa dará a sua missa na Invicta.
ResponderEliminarNo fim do texto se diz que o dito financiamento "configura não apenas o uso duvidoso do dinheiro público, como compromete os princípios da neutralidade confessional do Estado".
Acho que me vou abster de comentar estas palavras em concreto. Basta-me dizer que, perante o ateísmo de hoje, me dá por vezes pena que ser cristão por princípio em vez de crença seja impossível. Em todo o caso, cada vez é mais claro de que lado me devo colocar.
Muito bem!
ResponderEliminarE aqui vai outro Muito bem!
ResponderEliminarE aqui vai um "muito mal", João, com toda a amizade e consideração que tenho por si. Exactamente porque reconheço e sei que tudo o que diz é verdade (em relação à obra social da Igreja Católica) é que eu condeno este espavento de gastos na recepção ao Papa. Não vou repetir-me, já aqui evoquei as minhas razões. E não entendo as comparações com outros custos públicos - igualmente errados, para mim - no sentido em que espero sempre da Igreja um exemplo, e não o refúgio no álibi de que "os outros também fazem".
ResponderEliminarPeço-lhe a justiça (ou a caridade cristâ) de não me considerar uma "indignada moralista preconceituosa e farisaica" por ter esta opinião...
Um abraço.
O dinheiro que vai ser gasto como já foi referido, não é de nenhuma entidade publica, é privado, todos os comentários sobre o montante ser mais bem aplicado pela Igreja, em obras de caridade são da mais pura hipocrisia, porque o dinheiro não é da Igreja. Além de que esses seres que vociferam no seu ódio anticlerical primário, propositadamente esquecem todo o trabalho médico, educativo, formativo, alimentar e espiritual, realizado pela Igreja em todo o mundo sem alarde, apenas com uma enorme solidariedade e dedicação de uma incrível quantidade de gente, que trabalha para ajudar os necessitados e não para o reconhecimento mediático e prémios televisivos.
ResponderEliminarAos moralistas de pacotilha que condenam a Igreja por usar dinheiro que repito não é dela, para montar um púlpito como nunca antes existiu em Portugal, gostaria de ouvir a opinião sobre o um milhão de euros, esses sim de dinheiro dos contribuintes, que a câmara municipal de Paredes, pretende gastar num mastro de bandeira comemorativo da republica maçónica.
Duzentos mil euros. Isso era o quê, dois meses de ordenado do Rui Pedro Soares?
ResponderEliminarBravo!
ResponderEliminarCompreendo perfeitamente o seu ponto de vista, Ana. Só não sei é se, para uma larga porção de portugueses, a visita do Papa não representará um enorme e não desprezível conforto espiritual; e se o aparato com que é recebido – pago por eles através da sua Igreja – não é a sua forma de lho agradecer. :-)
ResponderEliminarE eu entendo esse argumento, Luísa. Acontece que, para mim e no que toca a espiritualidade, quanto mais despojamento, melhor. É essa a mensagem original, que admiro e respeito. Talvez seja por isso que sempre preferi os templos românicos aos barrocos, e que a catedral de S. Pedro, em Roma (por mais maravilhosas que sejam as obras de arte que tem dentro) sempre me pareceu asfixiante.
ResponderEliminarCada vez mais, Rui Rio se configura como um dos politicos mais decentes em Portugal.
ResponderEliminarCaro João Sousa
ResponderEliminarGanhar 200 000 em dois meses é para "Bois" de 2ª categoria. Os de primeira, como esse e contando com os prémios automáticos de desempenho nem chega a um doudécimo do que ele ganhou num ano.
Privilégios de quem se chama Barroso e Soares e tem um carão cor-de-rosa.
As comparações entre o que se gasta com o altar a erigir e usos absolutamente condenáveis de dinheiros nada adiantam, precisamente por se tratar de coisas não comparáveis.
ResponderEliminarPartilho inteiramente a opinião de Ana Vidal.
ResponderEliminarMuito bem!
200.00€ para ouvir uma pessoa retrógrada e inculta dizer meia dúzia de palavras?
ResponderEliminarÉ estapafúrdio!
Há muitos meses, eu e o amigo NunoFCouto (se ele me dá licença) vimos lançando essa ideia na blogosfera.
ResponderEliminarMas sei que Rio não está interessado. Pelo menos para já. Se Deus quiser, só para já.
Já aqui faltava a linha eu-cá-sou-contra-a-Igreja-e-acho-que-a-Igreja-devia-ser-como-eu.
ResponderEliminarE para achar que Ratzinger é inculto tem de facto que se saber muito muito pouco.
Eu sou é contra imbecilidades.
ResponderEliminarLá por ser ateu, não quer dizer que não respeite as pessoas crentes, cada um acredita no que quer.
Agora sou é, contra esses senhores que são intitulados de padres e papas, e que em nada contribuem para o desenvolvimento social e humano (com algumas excepções), e que se andam a pavonear com fatos bordados a ouro e anéis cheios de ouro, isso é uma falta de respeito para com as pessoas mais necessitadas.
Se me vêm falar das obras de caridade das igrejas, devo de dizer que só são possíveis graças à vossa (crentes) disponibilidade e vontade de ajudar.
Ah, e já agora uma pessoa que diz que o preservativo é uma das causas do aumento de portadores da sida, se não é inculta, então é mesmo estúpida!
Desejo-vos um bom fim-de-semana.