quinta-feira, 4 de março de 2010

Mais do mesmo

 


Consciente de que se encontra muito perto de alcançar o gabinete em S. Bento caído do céu, Pedro Passos Coelho vem adoptando um discurso empastelado, claramente condicionado pelos cinzentos chavões do politicamente correcto e das sôfregas clientelas do regime. Numa postura excessivamente plástica, não se lhe detecta qualquer brilho de sonho ou rasgo de imaginação. De resto, assumidamente “progressista” quanto às questões fracturantes, também nesse campo promete um posicionamento de continuidade. 


Perante o atoleiro de desmoralização e falência económica em que o país de encontra, parece-me que Pedro Passos Coelho é a liderança social democrata que liberta (e divide) mais o espaço à sua direita acabando por favorecer uma estratégia de maior afirmação por parte do CDS, assim queira esse partido reforçar um discurso de ruptura. 

9 comentários:

  1. Perto??? Com duas eleições pelo meio? Ainda vai ter que suar muito...espero que as clientelas sejam francamente boas, pelo menos no apoio logístico financeiro...
    Passos Coelho é um candidato "copy paste" de outros anteriormente vistos...E a mudança preconizada cinge-se apenas à clientela!

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  2. O Petrus P Cuniculus é definitivamente a Guta Moura Guedes da política.

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  3. Oh Sr. D. João, não me diga que não apoia o PPC!!!

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  4. A campanha no PSD não vai lá grande coisa, e não é com alegria que o digo.

    Os três candidatos da primeira divisão têm vindo a agarrar-se aos termos mudança, ruptura, união (ordem alfabética), sem serem capazes de dizer duas frases sem os repetir até à completa exaustão.

    E depois parecem umas crianças. Se um lança uma ideia, por irrelevante que seja, os outros vêm logo demarcar-se dela, fazendo birra.

    Por sinal, uma proposta que suponho é apoiada por PPC e contra a qual Rangel está (A-B deve estar meio cá meio lá, como é costume), parece-me fazer todo o sentido: que os estatutos prevejam uma segunda volta caso nenhum dos candidatos tenha 50% dos votos mais um, isto independentemente de a quem possa de momento convir ou deixar de convir.

    Agora podem chamar-me os nomes que entenderem, que aqui no C-F esta questão não me parece seja vista com o distanciamento que eu, mero eleitor apartidário, tenho.

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  5. João, espanta-me vê-lo atirar a sua razoabilidade às malvas. Para que um dia as ideias das quais partilha venham ao de cima, considera razoável condenar o país a mais 4 anos - no mínimo - de socretismo? Eu sou a favor de soluções radicais quando necessárias mas penso que Paulo Rangel (no mínimo, um "mal menor", para mim ainda uma incógnita) seria mais benéfico aos dois lados da questão.

    Atenção que não estou a falar de interesses políticos mas de interesse numa dada política, não me interprete mal.

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  6. Caro João Gante: parece-me que não o entendi, ou que não me fiz entender, pois eu concordo inteiramente com o que afirma. Pelas razões expostas, só não nutro grande simpatia pela solução PPC.

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  7. A Pergunta será mais : Para que serve um congresso do PSD ?

    A esta hora já todos os militantes têm a indicação do chefe para votar em A, B, ou C, ouvir os candidatos a falar é pura perda de tempo.

    Já há muito que estas eleições são negociadas nas concelhias, basta ver quem é o mandatário para saber que candidato vai ganhar em tal terra...

    Alguém acredita que é o mérito do candidato que o vai levar à liderança ?

    Meus caros amigos, longe vai o tempo em que um D Sebastião qualquer ia fazer a rodagem do Citroen BX à Figueira da Foz e saía de lá Primeiro Ministro...

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  8. Demasiado interpretação minha, porventura, pelo que peço desculpa.

    Pareceu-me que o João Távora considerava que a ascensão de Passos Coelho, ao libertar espaço para o CDS, acabava por ser quase "boa".

    Mas ficou claro que PPC não é sua preferência.

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  9. " maior afirmação por parte do CDS, assim queira esse partido reforçar um discurso de ruptura. ": e como " torço "por isso! Que deixe de ser um partido deste sistema viciado.

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