Bando de abutres suicidas,
asnos canibais,
hienas,
ratazanas,
fuinhas,
traças deslumbradas,
baratas,
sanguessugas inchadas,
varejeiras,
não haver um pé que vos esmague,
um ddt que vos fumegue,
uma chibata que vos fustigue,
um abalo que vos soterre,
um diabo que vos carregue,
um decreto que vos expatrie.
Matam a música,
rasgam o livro,
sujam a água,
ofendem,
conspurcam,
desanimam.
Pobres das vossas mães,
mas sobretudo dos filhos das nossas.
Não haver um buraco que vos sugue,
grande para vos tragar a pequenez,
pequeno para não nos arrastardes convosco para o quinto dos infernos,
vossa ditosa pátria.
Ide pelo ralo, que só então poderemos emergir
lentamente
das ruínas.
por Jorge Lima, via Rui Castro
Lindo! A extrema-direita no seu esplendor.
ResponderEliminarMagnífico, sim!
ResponderEliminarVerdadeiramente sentido.
E muito a propósito!
Maria da Fonte
OI
ResponderEliminarTENHO UM PASSATEMPO A DECORRER.
PASSA POR LÁ. :)
BEIJINHOS
Num país de...
ResponderEliminarNegócios apadrinhados
por interesses tenebrosos,
tentáculos emaranhados
entre monturos escabrosos.
Desta tremenda devassidão
da política lusitana
brota a abjecta podridão
de gentalha tão pobretana.
O descrédito galopante
da nossa portugalidade,
é deveras preocupante
a actual realidade.
Da normal anormalidade
para ficar surpreendido
emerge a fatalidade
do nosso regime perdido…
«Nossa portugalidade»...salvo seja...da portugalidade deles, bem diferente da minha que não se compadece com a ladroagem institucionalizada com a benção da Justiça e outras áreas da gestão ordinária actual deste país.
ResponderEliminarEducadinha
Sr. artista Picaço:
ResponderEliminarSe por acaso o poema se chamasse «Os Vampiros», declamado ou cantado por José Afonso, seria um hino à democracia, não era?
Há rótulos que ainda não aprendi a pôr, assim automáticamente. E espero manter o meu espírito suficientemente liberto para nunca assim proceder.