Vêmo-lo em sandálias havaianas e camisolas de alças pelos corredores dos ministérios e das empresas de capital público, a coçar os sovacos, a fazer apostas sobre o tempo que levará a derrubar este, o custo de comprar aquele, a necessidade de controlar o outro. Ouvimo-lo em concursos de arrotos, a empurrar os amigos e aos risinhos como num balneário de adolescentes depois de mais uma conquista, de preferência na comunicação social. Já vimos demais.
Cristina Ferreira de Almeida aqui na integra
Agora era preciso era vê-lo pelas costas.
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ResponderEliminar"Vivi muitas situações com o pais à beira do abismo, é a primeira vez que o vivo à beira da vergonha." - M. J. Avillez, SIC
Ontem ouvi a Maria João Avillez dizer que sentia vergonha. É o que eu sinto. Sinto-me publicamente envergonhado e pessoalmente ofendido, implicado. nesta chuva de coisas sujas e torpes. Sinto-o sobretudo quando me pergunto porque é que há tantas pessoas que parecem não querer saber – e depois me pergunto se o que eu faço é assim tão diferente. Se esta não é também uma forma de alheamento. É pouco dizer : decidiram votar no homem, agora olha . E é errado,Não basta dizer que este país é assim mesmo, que as pessoas não ligam, que estão apáticas, como diz Mario Carvalho. no Público. Essa crítica, ela própria, deveria ser também motivo de vergonha. Portugal não pode continuar a ser o alibi dos portugueses. E nós, todos nós, o PS que encheu a fonte luminosa em nome da liberdade de informação, o PSD de Sá Carneiro, patriotas republicanos e monárquicos, maoistas do Benfica e hayekianos do Porto, temos de deixar de ser, por omissão, o grande alibi do chefe máximo.
Vigília contra Sócrates
Sim sim...e também tem todo o aspecto que tira macacos do nariz quando o nosso chauffeur, aquele que todos pagamos, o conduz ao sítio onde não trabalha...e apenas faz telefonemas para marcar reuniões de brainstorming ...para solucionar casos de «fala jornlistica»... em jeito de vozearia varina...
ResponderEliminarEducadinha
Bom, quanto ao comentário de Cristina Ferreira de Almeida, um homem chamado José Sócrates Pinto de Sousa que prefere profissional (?) e politicamente ser conhecido por José Socratas a, por exemplo, P. de Sousa, não pode deixar de, com certeza, palitar-se diante de toda agente.
ResponderEliminarÉ grave, protocolarmente, mas poderia ser sanável emquanto governante - se eficiente. Que já demonstrou que não é.
Sócrates já entrou em plano inclinado. É uma questão de meses... Simplesmente, quem nos garante que o seu sucessor não é pior? Mesmo que saiba estar à mesa e seja um engenheiro dos genuínos?
Deitar abaixo o Governo PS só se justifica se houver uma alternativa credível. De outro modo, perde o País e a Direita, definitivamente (ou a Esquerda...) cristalizam no estatuto de Oposição.
As eleições para a AR que se aproximam são importantes de mais para que o PSD ainda se entretenha em miudezas internas.
Tem toda a razão senhor Ega.
ResponderEliminarE de onde poderá vir essa alternativa?
E que pouco, ou nada se vislumbra.
Motorista por motorista...e são logo dois, para se revezarem, mais dos dias a jogar à bisca, na garagem, ao menos que seja por um Primeiro como deve ser! E de preferência sem aquele fatinho castanho...eu sei que é Armani, mas o que é que quer, já não se aguenta!
Cumprimentos,
Marquesa de Carabás
Eu sinto vergonha há muito tempo!
ResponderEliminarDesde o dia em que vi o meu país, que foi o berço da Europa, e navegou todos os Mares, e descobriu todos os Oceanos, ser humilhado, menosprezado, esquecido.
Sinto vergonha por mim, mas sinto vergonha, principalmente pelos nossos antepassados, que deram a vida por um Novo Mundo, e que passados Cinco Séculos, são espezinhados por medíocres, corruptos e cobardes.
Por gente vil e mesquinha, que não vale a Terra que pisa.
Que NUNCA, mas NUNCA, deveriam ter tido o direito de nascer em Portugal!
María da Fonte