domingo, 14 de fevereiro de 2010

As coisas são como são...

Mas os políticos para quem toda a vida pessoal foi ocupada em transformar a vida própria em vida pública não têm largueza de sensibilidade, nem escape, nem compensações. O seu rosto é o verdadeiro espelho da alma; não aprenderam a dissimular mais do que lhes ensinam os técnicos de comunicação e a intuição que vem dos combates dentro do aparelho.

3 comentários:

  1. O engraçado é que aquele para quem as conversas hoje são privadas, são os mesmo que em 95 usaram e abusaram do Independente e afins contra o Fernando Nogueira, Arlindo Cunha e demais, mesmo sabendo que era tudo falso, é uma questão de perspectiva...

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  2. As coisas já não são como eram!

    Esse é que é o drama.
    Porque enquanto as manobras políticas se mantiveram no espaço restrito, e partilhado entre a Comunicação Oficial e os Governos, tudo correu no melhor dos Mundos, porque nunca se soube o que pensava ou o que sentia, o Português comum, à margem de esquemas de intrigas e de partilhas mútuamente consentidas.

    O problema surge, quando se implanta a comunicação via internet, à margem das estruturas de poder, e finalmente cada um de nós, retira a mordaça e diz o que pensa.

    Maria da Fonte

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  3. Cara amiga,

    As coisas já não são, de facto, como eram. Mas essa ideia de que na internet se pode tirar a mordaça, e que a internet está à margem das estrutruras do poder, isso não é bem assim.
    Fiz um comentário mais abaixo exactamente sobre este tema da internet, do cidadão comum, do cidadão menos comum, de quem está por detrás de um nick ou pseudónimo, dos poderes...
    A Internet, é no fundo, uma via verde. E, todos passamos por diversas vias verdes, a todo o momento, na nossa vida quotidiana, sem sequer nos apercebermos disso.
    A única diferença é que a internet, é uma via verde muito completa, com muita informação.
    Evidente, que quem não deve, não tem que temer. Mas, parece-me que é só isso.



    Cumprimentos,



    Marquesa de Carabás

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