terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Alguém se lembra?

Caso das escutas, caso António Preto, optimismo contra pessimismo..., enfim, já não me lembro daquilo que os analistas consideraram que determinou o voto dos portugueses nas últimas legislativas. Há apenas cinco meses. Será que alguém se lembra? Mas não deixo de me perguntar o que pensam agora aqueles que por causa destes "casos" determinaram o seu sentido de voto, ou de abstenção, deixando que Sócrates nos conduzisse ao descalabro actual.

7 comentários:

  1. É Carnaval, ninguém leva a mal16 de fevereiro de 2010 às 13:00

    E eu não deixo de me perguntar porque é que o PSD precisa de um novo líder, se a actual atingiu todos os objectivos a que se propôs.

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  2. O único erro que se pode imputar a Manuela Ferreira Leite foi o de ter ido à Madeira depois de ter falado -e bem- da "asfixia democrática". De resto foi penalizada por ser uma pessoa de carácter e ter dito aos portugueses aquilo que eles não estavam para ouvir. O seu oponente, pelo contrário, viciou as eleições- veja-se sobre isso os comentários do FNV no "Mar Salgado"

    É impressionante também o modo eficiente e discreto como a esquerda e aqueles que se movem na esfera do governo estão a fazer rolar a candidatura de Pedro Passos Coelho. Ontem no Arrastão de Daniel Oliveira era-lhe tirado o chapéu por se ter 'oposto' a Alberto João Jardim. João Marcelino no DN também o congratulava por não se ter mantido no aparelho e ter feito vida no "mundo universitário" (?) e empresarial (Ângelo Correia) .
    Last but not least, do caso da sua empresa em Sintra, a Foment Invest, nem pio.

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  3. Prognósticos, só no fim do jogo16 de fevereiro de 2010 às 14:18

    Nos dias que correm, tudo passa e a memória é curta, mas não me parece que a inclusão de Preto tenha favorecido o PSD.

    E a ida a tribunal qualquer dia aí estará, mesmo que não dê em nada, como é costume em Portugal.

    Já agora, gostei de ver que o dr. Passos-Coelho não se agacha perante aquele soba da Madeira, figura repugnante aos olhos de qualquer pessoa com um módico de independência.

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  4. So depois da lei aprovada é que o Socretino de Direita abriu a boca!!!?? demonstra muito bem a natureza do bicho...e a coragem lol palhaço!

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  5. Não sendo eu PSD nem fã de Passos-Coelho (acho Rangel mais capaz), palhaço é um termo que se aplica muito bem ao da Madeira, que por alguma coisa espingardou e disparatou ordinariamente, como é seu timbre.

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  6. Os que deram a vitória (não todos) ao PS eventualmente agora poderão "torcer a orelha", mas a esmagadora maioria dos eleitores (em geral), não consegue entender as verdadeiras razões de conduta ética na politica, subjacentes a esta crise de subversão dos métodos e invasão das várias esferas do estado pelo poder politico. Aquilo que a maioria dos eleitores entende é o folclore politico e circo mediático agregado a todo este processo, sem dai retirar grandes esclarecimentos sobre os eleitos, excepto uma cada vez maior desconfiança dos motivos dos mesmos, para quererem ser alcandorados a posições de poder ou a caminho dele.
    Como muito bem disse Medina Carreira o importante é saber o que pensa a rua, pois a mim parece-me que a rua cada vez tem mais rancor e desprezo pela classe politica do que em algum tempo desde a primeira republica, alguém deveria tirar as devidas ilações enquanto é tempo.

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  7. Caro Duarte,

    Eu abstive-me e já o faço há algum tempo. A abstenção para mim significa o desprezo a que votei e voto a classe «pulhítica»portuguesa. Chamo-lhes habitual e dolosamente proliticos e porliticos.

    Não voto, porque não acredito, porque não acredito que votar num mal menor reponha a verdade da nossa realidade e das nossas necessidades.

    Para mim a abstenção teve e tem esse sentido - é por isso um voto. De desprezo, não de desinteresse, na expectativa de que os que como eu pensam se unam e actuem no sentido de mudança radical.

    Como fazer para reverter a situação? Não sei, confessadamente não sei, mas entre votar por votar e não votar porque não acredito neles, prefiro não mentir. Não voto, não me desperdiço em quem não aceito sequer como minimamente capaz. Isto vale para todos os partidos do Arco do Poder. As diferenças entre eles esboroam-se cada vez mais, sobreveio-lhes o vício do poder, a viciação dos gostos, e todos se encobrem, mudando à vez, opondo-se à vez, mas tudo sempre na mesma perspectiva - mandamos, determinamos, opomo-nos...mas juntamo-nos na mediocridade. A uns dá jeito ser oposição, porque é mais fácil criticar, outros nunca querem ganhar, contentam-se com um assento parlamentar e disso fazem a sua profissão. Por isso,lhes chamo proliticos.
    Falham debates de importância de tomo, «arregimentam-se » numa lei de assiduidade para os deputerdas que é de bradar aos céus, simplesmente exercem o direito ao gozo institucionalizado.

    Escondem escândalos, misturam-se com o bas fond da incompetência sorridente e folclórica, cometem crimes, são indiciados e ...«prescritos». Por isso, lhes chamo porlíticos.

    Os «pulhíticos» portugueses fazem-me lembrar os festivais da canção portugueses...é sempre a mesma coisa...eles cantam, cantam, sabem pegar no microfone, mas não alegram. Não têm garra e deitam foguetes quando um incompetente como Constâncio é chamado para afundar mais uma embarcação...talvez aqui não consiga, porque «lá fora» efectivamente a inteligência e os propósitos são outros, nem sempre alcnçaveis pelos nossos inteligerdas.

    Educadinha

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