quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Serviço público

A revolução francesa revisitada por Rui Albuquerque: um bichinho fatal na genética portuguesa?

53 comentários:

  1. «O antigo Presidente da República Mário Soares recusou hoje comentar a candidatura de Manuel Alegre às presidenciais por considerar "inconveniente entrar nessa discussão".

    "Neste ponto, estou de acordo com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, de que é muito cedo falar disso, é inconveniente entrar nessa discussão porque isso distrai-nos do essencial", afirmou Mário Soares aos jornalistas.»

    (Negócios online)

    Soares de acordo com um mero economista firme e hirto que não tem conversa nem mundo? Que mais nos irá contecer?

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  2. Uma bela "eztoria", esqueceu-se de referir que Robespierre foi assassinado sem julgamento ou serem cumpridas as mais elementares regras do processo penal, que foram permitidas a todos o criminosos de França, entre eles Luis XVI.
    Para que o povo não soubesse que ele tinha sido condenado à morte, executaram-no de noite e ás escondidas.
    Que Seyes e os seus secazes culparam Robespierre dos crimes por estes cometidos.
    E que no fundo Robespierre , antigo monárquico e partidário da Monarquia Constitucional, até conhecer a traição de Luís XVI, defendia a França dos interesses dos engenheiros do Directório e do Consolado...
    Mas pronto isso são só pequenos pormenores ....

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  3. Obrigado pela referência, caro João.

    Quanto ao comentário do Respublica, gostava que me esclarecesse a que horas da noite foi assassinado o Robespierre. Sózinho, olhe que não foi. À noite, também não consta. Quanto às regras do "processo penal", talvez o comentador desconheça a lei de 22 Prairial. Talvez desconheça o processo de Danton e de Desmoulins. Ou o de Herbért e dos "raivosos" que marcharam com ele para a guilhotina. Ou o miserável processo de Maria Antonieta. Ou o papel nauseabundo do procurador Fouqier-Tinville. E o envolvimento do Incorruptível em tudo isto. Nada que uns bons livros de História não resolvam.

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  4. Aí vamos nós, caro Rés:

    Então Robespierre foi sempre um fiel respeitador dos direitos humanos, desde logo do direito à vida, e escrupuloso das normas penais e do processo penal?!
    S. Robespierre, já agora?

    Robespierre, Rés, personifica o Terror. Fartou-se de matar. Só parou de matar quando o mataram. Teve de ser, a guerra é assim.

    Mas não há dúvida que a Rev. Francesa tem semelhanças com a Rev. Repúblicana portuguesa e elas estão bem patentes no texto de R. Albuquerque.

    Desde logo o «soldado Merda» - aquele que assolou as ruas lisboetas na 1ª República, integrou a Brigada do Reumático na 2ª e, finalmente, virou à Esquerda no 25/A e por pouco não nos tornava uma possessão sovietica.
    O monte de esterco em que caiu Hanriot deve o mesmo de que Portugal ainda não se levantou.
    E a acta do final do texto é o documento com que os Pilatos desta República lavam sempre as mãos: não tinham percebido que o sujeito era mau, quando descobriram, afinal, que ele era péssimo.

    Mas há um aspecto em que se deve reconhecer mérito à Rev. Francesa: é que lá as cabeças rolavam mesmo. Caiam no balde definitivamente.
    Aqui não: de vez em quando cai uma, mas volta a colar-se pouco tempo depois, por regra em qualquer rendosa sinecura.

    Meu amigo: vou já refrescar a memória com umas leituras para discutir consigo Robespierre.

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  5. Caro amigo sabe bem que Robespierre se tornou o bode expiatório dos do avental, acusavam-no de todos os factos para escaparem eles das suas culpas. Não tenho dúvida que Luís XVI era culpado, que muitos dos refractários também, apenas se executou a lei, lembre-se estávamos em pleno positivismo legalista ou francês, o tal de que se diz mal em Metodonomologia ...
    Sabe quem auxiliou à destituição da Convensão, o Napoleão, Le Roy...
    http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k41115b
    http://dialnet.unirioja.es/servlet/libro?codigo=240682

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  6. Pois é Senhor Doutor, mas Maria Antonieta e Luis XVI e tantos outros foram julgados e condenados por tribunais, enquanto que Robespierre foi preso e executado à traição...
    Será que Danton não conspirou contra o governo do seu país em Tempo de Guerra? Não será isso traição, que justificava a aplicação da lei do tempo?
    No processo de Maria Antonieta se calhar teria sido desnecessário as acusações de incesto, mas não podemos esquecer a depravação moral da corte francesa, que por exemplo causaram escândalo de John Adams.

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  7. E antes que venham em defesa do Luís XVI, passo a explicar a principal razão em que traiu o seu país, é que ele era o último defensor da sua pátria e da Constituição de 1791:
    "A Assembleia Nacional Constituinte confia a Constituição à fidelidade do Corpo Legislativo. do Rei e dos Tribunais, à vigilância sos pais de família, mulheres e mães, ao amor dos jovens cidadãose à coragem de todos os Franceses" (mensagem final da Constituição Francesa de 1791, tradução constante em na obra do Prof. Doutor José Carlos VIEIRA DE ABDRADE, Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976)

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  8. Amigo Rés:
    Pois aí é que a porca torce o rabo...
    Se Deus quiser havemos de viver umas décadas a discutir - V. sustentando que Robespierre não usava avental e eu a dizer que foi ele que lhe fez o recorte e o design...
    Robespierre, além de símbolo do Terror é o ícone do jacobinismo. Da Maçonaria.
    Luis XVI não seria um Rei famoso. Luis XIV ( o Rei Sol!). Aquele, se calhar, era mais brando. Aceitou a Convenção, tentou fazer a ponte..., cortaram-lha a cabeça. Não era má pessoa. Do que se lê actualmente, Mª Antonieta era mais do desagrado do povo.
    Mas, como bem sabe, uma revolução necessita de revoltosos. E estes angariam-se à custa de bodes expiatórios, polarizando e materializando a ira da turba-multa.
    (Veja V. o exemplo de Nicolau II e de toda a sua Família, crianças incluidas).

    Num ponto, acordo consigo totalmente: Napoleão. Um Pombal posto no Trono. Pior: vindo não se sabe de onde, cesarista, tirano, demagogo. Um Hitler dos sécs. XVIII/XIX. Também se tramou na maluqueira de conquistar a Rússia.
    E olhe: altaneiro; coroado por si próprio, porque o Papa estava abaixo dele.

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  9. Caro amigo:
    V. enuncia a lei e formula a conclusão.
    Esqueceu-se foi de narrar os factos que fundamentam esta última.

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  10. Quanto a Napoleão digo-lhe há-de arder no inferno para toda a eternidade por ter prendido o Papa, fez algo que nem Carlos V usou, e não se esqueça que este pilhou Roma... Mas Luís XVI foi um péssimo rei, foi prendido após trocar correspondência e planos com os inimigos de França, mas não vale a pena discutirmos mais o assunto...
    A maioria dos reis bons de França era pior que os nossos maus reis, aquela família de valoires era o exemplo da pura depravação moral, por isso é que a Revolução era também moral.

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  11. Factos:
    1. Massacre do Campo de Marte;
    2. Fuga de Varrenes;
    3. Declaração de Pillnitz
    O Rei estava conluido com os inimigos de França (Austria e Prússia)

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  12. Está bem, Rés. Mas, independentemente da cronologia dos factos, diga-me: trata-se de atentados contra a Pátria ou contra a Revolução?
    V. arrisca ser juiz? Se for, toma partido.

    Penso eu, o Rei agiu e tentou agir para salvar A sua França e a Coroa. Não para que mal algum adviesse a França.

    Penso que o correcto é concluir: para afirmar a República, os girondinos/jacobinos tinham de matar os Reis.
    Tal qual, como disse acima, os bolcheviques mataram a Familia toda do Czar.

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  13. Prezado Réspublica,

    Anda a ler os livros errados.

    Olhe que o Luís XVI não foi preso por andar a "trocar correspondência e planos com os inimigos da França". Presumindo que você se refere ao episódio do armário de ferro das Tulherias ocorrido em Novembro de 92, e de cuja autenticidade muitos historiadores duvidam, ele só aconteceu para reforçar a acusação em "julgamento" contra o Rei que estava já efectivamente preso há muito tempo. Ao ponto, como você citou, de nem lhe ter sido permitido sair do para Varennes em Junho de 91. Que grande Rei e de que grande soberania ele dispunha!

    Ademais, poderá não ter sido um grande Rei (presumo que, se calhar, Luís XIV o impressiona mais), mas, pelo menos, convocou os Estados Gerais (o que não sucedia, em França, desde 1614) e poupou a França a vários banhos de sangue (o episódio do Campo de Marte é da responsabilidade total de La Fayette, como sabe). Morreu com dignidade - ao invés de Robespierre, que guinchou no cadafalso como um porco na matança - e pediu sempre a todos que não vingassem a sua morte.

    Quanto às vítimas que cita e refere terem sido julgadas por "tribunais", elas não foram "julgadas" mas massacradas por uma excrescência chamada "Tribunal Revolucionário", onde os direitos de defesa dos acusados eram praticamente inexistentes. E, por falar em Danton (há-de, já agora, dizer-me com quem ele conspirou contra o governo do seu país, como se, de resto, fosse crime "conspirar" contra um governo. Terá sido com Dumouriez?...) conhece, porventura, a história do seu julgamento? Sabe da alteração legislativa imposta à Convenção por Saint-Just para o não deixar falar em "tribunal", nem apresentar testemunhas de defesa? Conhece a pressão feita sobre Fouqier-Tinville - de resto, um pulha do pior - para engolir a nova "lei" e impedir Danton de falar?

    Por último, já que a acusação ordinária de incesto a Maria Antonieta parece lhe ter despertado alguns bons instintos, sabe como os revolucionários trataram dos seus filhos e em que circunstâncias morreu Luís Carlos, com dez anos de idade? O senhor, por acaso, tem filhos?

    Cumprimentos,

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  14. Avança-se pois pela revolução com o Senhor Maximillien François Marie Isidore a abrir as hostilidades.
    Senhor Ega e Senhor Réspublica no comando das tropas.
    Para mim o modestissimo papel de vivandaise e quiça o de porta estandarte para a carissima Maria da Fonte, agora que deixa de vez os claustros ,sucumbindo, seguramente, ao apelo da revolução que se avizinha.

    É com grande satisfação que vejo ser de novo possível conversar-se, num ambiente calmo e civilizado, desta feita à sombra do iluminismo e de Rousseau.Efectivamente, não é possível dissociar-se Robespierre e a revolução, das ideias iluministas, daquele que foi igualmente o percursor do romantismo.E se quisermos ser mais precisos: o pai das ideias liberais, anarquistas, marxistas.

    São os pensamentos que comandam as acções. Se bem que neste caso especifico da revolução, as acções se apropriaram também dos pensamentos...

    Cumprimentos,

    Marquesa de Carabás













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  15. Sra. Marquesa, minha Sra.

    Eu nada sei de Filosofia. Nunca li Marx, nem Bergson, nem mesmo Rousseau.
    De dialéctica e evolucionismo - nada!
    Mas, na minha ignorância, creio que o problema, apesar de tudo é simples.
    Históricamente, acho que tenho umas luzes sobre o «Iluminismo». «Despotista».

    São ideias que mudaram o mundo. Criaram a dita Idade Contemporânea.

    Foram tempos bárbaros em que se matou desmedidamente... em nome da democracia.

    Já lá vão esses tempos.

    Hoje, corridos os séculos, talvez se possa fazer justiça histórica.
    Que, para mim, é a seguinte: Rousseau era utópico, Robespierre era sanguinário. Luis XVI foi a vitima; Napoleão o ganhador e a Europa inteira a perdedora.

    Isto marca o sucesso da burguesia - classe de interesses plutocráticos. E marca também a (in)felicidade dos nossos dias.

    Daí a chamarem-me um ignaro integralista, vai um passo, eu sei.
    Se tal ocorrer, farei uso de mais argumentos.

    Sempre seu admirador, Sra. Marquesa,
    J. da Ega.

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  16. Não sendo nem de longe nem de perto admirador do ancien régime, tenho porém uma antipatia profunda para com a revolução e os seus actores Danton, Marat, Robespierre, Saint-Just, Fouquier-Tinville, entre outros. Nos comentários acima já o caro Ega, a Senhora Marquesa e o senhor Rui, esgrimiram argumentos e citaram factos suficientes para demonstrar, que um conjunto de ideais abstractamente justos e correctos, podem na prática descambar em coisas como o comité de salut public e o directoire exécutif, isto para não alongar assunto sobre o odioso período conhecido como la terrour que culmina nos seus últimos dois meses ainda pior como la grand terrour.
    Lamento caro Réspublica mas quanto a este capitulo da história, arquive-se em definitivo.

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  17. Repare a Nação deve estar antes do reime político que a sustentar, nenhum cidadão deve pegar em armas ou auxiliar por qualquer meio os inimigos dessa Nação, que foi o que Luis XVI fez, sabe bem que até à fuga de Varrenes Robespierre apoiava o rei.

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  18. Sra. Marquesa, minha Senhora:

    Respondi-lhe ontem. o comentário «entupiu». Apenas manifestava a minha ignorância em Filosofia. Decerto equiparada và de Robespierre.
    E sem perceber por que via se chegava do Iluminismo ao Romantismo.
    Respeitosos cumprimentos, Sra. Marquesa.
    J. da Ega

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  19. Uma coisa estranha é defender Danton , o principal responsável pela execução de Luis XVI e de todo o processo.
    O Delfin não deveria ter sido objecto de qualquer sanção como é obvio, uma criança não tem culpa dos erros do pai e da mãe.
    Robespierre só "guinchou" porque arrancaram o pano que envolvia a ferida, seja como for tinha mais dignidade que quaisquer nobres e clérigos depravados de França, é que no fundo foi com a Revolução que a moral Cristã retornou a França, é que como sabe a corte francesa era o exemplo da devassidão moral, veja o Caso do Colar, a aquisição dos pavilhões de Versalhes, o povo passa fome para que a rainha compre vestidos...
    Mas para não ficar com má impressão minha até lhe digo, não considero que Luís XVI fosse sequer o rei legítimo de França, o trono foi usurpado por Henrique de Navarra e a partir daí todos os reis que lhe sucederam eram ilegítimos.
    Tal como o são em Inglaterra após Guilherme de Orange.

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  20. De facto amiga Marquesa foi a obra de Rousseau que determinou toda a acção de Robespierre, veja-se o caso da Festa do Ente Supremo (Deus) tão odiada pela Montanha eteia...

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  21. A fuga... ninguém tem a obrigação de se deixar apanhar como um patinho. De Gaulle foi o chefe militar da França Livre a partir de Inglaterra, é claro.

    O pedido de auxilio aos austríacos tem de ser integrado no contexto histórico e temporal. Maria Antonieta era austríaca, as alianças de então serviam para isso mesmo.
    Com que autoridade a Revolução falava em nome da Nação?

    É do maior facciosismo considerar Luis XVI um traidor à Pátria. É claro que a Revolução assim o condenou. Mas a Revolução condenou milhares de «traidores», embebedou-se do sangue de franceses. E morreu cirrótica.

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  22. «Uma coisa estranha é defender Danton »

    Onde leu você a minha defesa do papel de Danton na Revolução? Coisa diferente é repudiar o seujulgamento» e a armadilha miserável que Robespierre e os seus urdiram contra ele.

    «tinha mais dignidade que quaisquer nobres e clérigos depravados de França»

    Ai, ai esse puritanismo moral e virtuoso já se não usa, caro Réspublica...

    Quanto às circunstâncias em que guinchou Robespierre no cadafalso, alegra-me constatar que já sabe que o homem não foi guilhotinado de noite, às escondidas. Estamos a fazer progressos...

    Cumprimentos,

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  23. Carissimo J. da Ega,

    Tudo certo. Mas tocou na tecla, para a qual eu queria chamar a atenção: históricamente, sei que tem, muitas ideias sobre o que foi o Iluminismo. Ou o que foi, na práctica, a utilização de algumas das traves mestras do Iluminismo. Mas o pensamento, precede sempre a acção.Mesmo que posteriormente, a acção se imponha através do pensamento, ou de alguns pensamentos.
    por isso, além da história factual, podemos ir mais longe através da "teoria da história", da "história das mentalidades", sem entrar ainda no terreno filosófico tout court.
    Recomendo-lhe por exemplo Fernand Braudel, num título ,a propósito do tema " A Identidade da França".
    Ou um outro livro,apaixonante, de Jacque Barzun,uma análise de 1500 até à actualidade,da história, através dos movimentos culturais, estéticos e do pensamento.
    Assim, poupa-se ao trabalho de ler o Contrato social.(uffff!!!)

    É evidente que todas estas visões particulares sobre a história, se complementam com a análise factual. Mas não deixam de ser uma ajuda prestimosa e, no caso de não se poder, como não se pode, ler tudo, um valoroso contributo para a análise mais aprofundada, dos factos.

    Cumprimentos,



    Marquesa de Carabás


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  24. Carissimo Sr. J. da Ega,

    O seu comentário já "desentupiu".
    O senhor J. da Ega tem que dar tempo a estes senhores de almoçar, jantar, etc...e eles são só 6, para fazer frente a V/Exa, ao senhor Réspublica... (só para o senhor Réspublica exigia-se uma frente de batalha ao nível pelo menos das linhas napoleónicas :) )
    Acabei de lhe responder e com isso lançar algumas achas para a discussão. No caso, para chamar a atenção sobre a análise da história não só através dos factos per si, mas dos pensamentos que os precederam e das visões e análises que se sucederam.

    Cumprimentos,

    Marquesa de Carabás

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  25. Carissimos Senhor Ega e Senhor Réspublica,

    Rousseau pode ser considerado o percursor do romantismo ( mais concretamente do pré-romantismo) através de dois pontos de vista: da sua visão particular da natureza contraposta à sociedade, por assim dizer ,e da consequente posterior projecção dessa visão no panorama estético. Igualmente o pode ser considerado, através de um livro, de sua autoria chamado "Júlia ou a nova Heloísa".

    Cumprimentos,


    Marquesa de Carabás

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  26. A nação é o Povo, logo a Revolução representava o Povo, logo a Nação, o rei é apenas o líder da Nação, não a Nação.

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  27. Para mim Rousseau, de quem li apenas as obras políticas é ideólogo da democracia moderna e o precursor do positivismo jurídico, do qual sou seguidor...

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  28. A moral é intemporal, deve ser defendida, sob pena de caminharmos alegremente para o Portugal em que estamos, com casamentos homossexuais, abortos, etc... Até S. João Paulo II reconheceu o papel da Revolução da evolução e salvação da Santa Igreja.

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  29. Amigo Ega o Gen. De Gaulle não fugiu, estabeleceu o Governo Legítimo de França, do qual era Ministro da Defesa Nacional, no único território Europeu que escapou ao nazismo, até conseguir uma base territorial onde estabelecer o Governo de França, já parece os usurpadores de Vichy.
    Pediu auxílio ao inímigo, olhe foi tão culpado como Petain!
    Quais milhares amigo Ega?

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  30. Eu via-o mais como um jusnaturalista acérrimo.
    Daqueles a quem S. Tomás de Aquino tiraria o chapéu.

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  31. «A Revolução representava o Povo»?
    Quem lhe disse? A Revolução, ela própria?

    A Revolução Russa representava o povo russo?
    E a cubana o povo cubano?

    As revoluções são sempre feitas por minorias ditas «iluminadas».

    Quando conseguem enganar o povo, e triunfam, transformam-se em ditaduras. Ou seja, podem contar, por vezes, com o apoio do povo, mas depois - quando o povo dá pelo logro, normamlmente já é demasiado tarde.
    Isto é um ensinamento da História.

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  32. Sra. Marquesa:

    A História das Mentalidades é, neste contexto, importantissima.
    Através dela poderemos melhor perceber o crescimento da importância da classe burguesa e o momento em que se sentiu com força para enfrentar as instituições.
    Rousseau foi isso mesmo - um burguês. Bem intencionado? Ingénuo? Sonhador? Talvez de tudo um pouco (ou muito). Será por isso que a Sra. Marquesa lhe chama «pré-romântico», com certeza.

    Vou de viagem, Sra. Marquesa.
    Aveite os meus cumprimentos
    J. da Ega

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  33. Ora amigo Ega, se o Pinto Bronze (no seu caso o Castanheira Neves) o ouvem retiram-lhe a nota de Introdução, retroactivamente, então o jusnaturalismo não foi o precursor do positivismo exegético ou legalista, saído da codificação!

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  34. Quem representava a França, o governo saído da Revolução!

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  35. V. tem razão: não fugiu. retirou. Luis XVI também não pensava dizer adeus a França para sempre. Tratava-se de travar a Revolução.

    O amigo já leu, com certeze, relatos fidedignos das muitas mortes diárias na guilhotina de Paris em pleno Terror. É tudo uma questão de somar. Veja lá o cômputo final.

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  36. Quem legitimou esse Governo? A própria Revolução? Iso é uma petição de principio...

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  37. Como distingue o positivismo da jusnaturalismo? Onde é que no seu entender entra o legislador, a vontade humana?

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  38. Ui, ui, ui, ui, ui, ui, ui. Tanta coisa por lavar. A História está encardida, não há detergente que limpe os factos do passado. Mas há vitaminas para que quem os analise, o faça com mínimo de discernimento científico.

    Le duc de l`eau javel

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  39. Para se falar de MORAL, tem que se perceber o que é a MORAL. Há os que se dizem moralistas, porque gostam de moralizar, mas na verdade são uns moralerdas que vendem o rabo por cinco tostões, abrigados na ilusão do que lhes parece ser factos ou que pelo menos nestes acreditam. Enganam-se sempre nas equipas.

    Educadnha

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  40. A Revolução representava o Povo?!

    Mas só me faltava ouvir isso!
    Mas qual Povo Rés?
    Só se for o Magrebino!
    Mas desde quando é que a Jacobinada defendia o Povo?
    O tal Povo, apesar de Magrebino, não foi tido nem achado neste filme.

    A Revolução Francesa foi um Extermínio.
    Foi o Extermínio de uma família!
    A bolchevique idem!

    Só que como os criminosos eram insaciáveis, resolveram exterminar a raça inteira!

    Aliás se pensar bem, a Família até era a mesma!
    E a raça também.

    Por pouco, não foi um Genocídio total, como o do Povo Arménio, pelos Turcos, e o do Povo Egípcio, que desapareceu da face da Terra!

    Se pensar melhor, ainda descobre de onde vem esse termo: JACOBINO.

    Maria da Fonte

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  41. Rés

    A Marquesa levantou a questão fundamental!
    A Identidade da França!

    Porque é que acha que o MR Bruni, anda tão preocupado em deslindar a Genética do Povo Francês?

    Pare lá um pouco para pensar!
    Desligue essa malfadada marselhesa.
    E comece por vêr, quem é quem nesta História.
    Quem lucrou.
    E quem perdeu.

    O Caro Ega já disse quem perdeu.
    Toda a Europa!

    Maria da Fonte

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  42. Cara Maria o povo são os cidadãos de França que saíram para a rua e tomaram a Bastilha, o da revolta da padeira, do padeiro e do moço da padaria!!!
    A família que governava em França era ilegítima, foi contra o povo e a sua tradição Católica, instituiu uma corte Valoir depravada, quem deveria governar a França era os de Guise...

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  43. Amiga Maria, deixo a genética consigo, ainda ando a tentar perceber o tal gêne que fala....

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  44. Caros amigos para arrumar de vez a questão vamos todos ler http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=4217
    depois fazemos um comentário ao livro, se não andamos para aqui meses à volta do mesmo...

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  45. Só o amigo para me fazer falar da Metodologia, minha cadeira de Curso...
    O jusnaturalismo surge com o pensamento Iluminista, centrado nos direitos naturais, logo qualquer acção do poder público teria que respeitar os direitos individuais e de liberdade naturais das pessoas (Rousseau), mebora na perpectiva mais racionalista de Kant releve a distinção entre moral e direito, no centro da coercividade.
    O postivismo (ou postitivismos) centram-se na norma escrita, reduzem (correctamente) o direito à lei, embora Kelsen defenda que o costume também é direito, mas sem a coercividade da lei.
    A diferença está obviamente se o direito é a lei positiva e apenas ela (positivismos) ou algo pré-legislativo como algo natural à pessoa humana (jusnaturalismo).
    Embora o neo-positivismo pretenda que na lei se respeitem certos elementos naturais e inalianáveis de todos os seres humanos, mas não como direitos naturais, mas reflexões de um direito justo.

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  46. O meu amigo disse tudo o que eu esperava ouvir dizer e marcou muito bem a diferença entre Direitos Natural e Positivo. Por isso percebe a minha admiração quanto vi destacando o D.to Positivo e esquecendo um pouco o normativo essencial à condição humana.
    Já agora: o Direito Consuetudinário não será para ficar de fora. Nale vale a pena ir a Kelsen para que o costume seja fonde de Direito.

    Aliás, soube há pouco, Andorra será o último Estado (?) europeu que se rege exclusivamente pelo D.to Consuetudinário.

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  47. Concordo caro Rés!
    O assunto dá pano para muitas mangas.

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  48. Ora o costume, dava um verdadeiro tratado, sabe qual o grande instituto jurídico português e espanhol onde ainda tem grande relevância, os baldios e demais bens comunais!
    Sabe que sou normativista, logo destaco sempre o direito (positivo).
    Quanto a Andorra, já não é tão assim, desde 2004 (penso), já têm constituição escrita, embora como positivação das normas políticas consuetudinárias, é o verdadeiro exemplo do que Kelsen escreveu na teoria Pura do Direito.

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  49. Caro Rés,

    Sem qualquer sobranceria, esse livro que indicou é muito básico e não conta mais do que a história da carochinha da RF, Se quiser que lhe indique uma bibliografia razoável, diga, embora vá ter que dar umas voltas pelos alfarrabistas.

    Saudações,

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  50. Caro Rés

    De acordo, mas sugiro que se volte a esta questão.
    A História precisa de facto de uma boa limpesa, para vêrmos o que se esconde por baixo do bolor e da ferrugem.

    Quanto aos dois Genes Ancestrais dos Portugueses, eu creio que sei de onde vêm.
    O meu problema é o Gene que não temos. O do Paleolítico Africano.
    Esse é que me parece ter conduzido a humanidade um comportamento violento através dos Tempos.

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  51. Caro Rui,
    Con permesso,

    Anche io sono d´acordo com voi.

    Educadinha

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  52. Amiga Maria, já pensou que a resposta a essa questão se encontra na Bíblia, o Antigo Testamento diz como o homem foi criado é só ler...

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  53. Acredito que sim, então indique a bibliografia!

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