(...) A mistura que este patrício de esquerda (Manuel Alegre) pressupõe, entre a esquerda radical e a direita tradicionalista, nada tem de contra-natura. É mesmo a mais natural de todas, ao juntar todos aqueles que resistiram sempre contra a possibilidade de as massas acederem à prosperidade ou ao poder sem a intermediação dos seus superiores sociais (à direita) ou intelectuais (à esquerda). Têm um inimigo em comum: a modernidade, assente na democracia representativa e na economia de mercado. É esta comunhão na rejeição que explica o fascínio da esquerda de 1960 pela figura do aristocrata arruinado (veja-se o Barranco de Cegos de Alves Redol ou o Delfim de Cardoso Pires). (...)
Já que o Alegre é o candidato do BE, o PS deveria apoiar a candidatura de Joana Amaral Dias a Belém, não precisa de procurar mais.
ResponderEliminarE o camarada Paulo Campos, que tem o nº do telelé da moça, já lho devia ter comunicado.
Também achei ridículo que o pateta Alegre, no discurso de Portimão, tivesse vindo reclamar-se de "cosmopolita" (sic).
ResponderEliminarÉ mesmo não se enxergar.
O Eterno provincianismo ridículo e podre, de mão no peito e faca escondida, dos que comandaram Portugal, depois do assassinato de Dom João II.
ResponderEliminarMaria da Fonte