Não conheço o género, não sei a quem se dirige ou a quem se refere o António Leite Matos neste seu azedo trecho "à João Gonçalves" (enganou-me bem!). Confesso que não costumo encontrar ninguém de “perna cruzada” nas igrejas que frequento, a não ser algum dos meus filhos uns segundos antes de levar um safanão para se por em ordem e com atenção.
De resto pergunto-me se, para embirrarmos uns com os outros, já não bastam as escolhas e convicções políticas mais ou menos profundas com que acicatamos uns aos outros. Nesse contexto qual será a importância real dos tiques e vernizes com que costumamos revestir a nossa precária condição?
Tempos perigosos houve neste país de revolucionários, em que era prudente disfarçar um nome sonante e era precavida uma pose “vulgar”. Hoje não é tanto assim, mas em vez disso vigora uma incómoda tendência de uniformização estética, simplista e segmentada por idades ou "públicos alvos". Esse igualitarismo que serve as oligarquias, de pouco serve as pessoas: a desconcertante diversidade, a história, a complexidade esconde-se no interior do individuo e jamais deveria constituir uma ameaça para ninguém. Isto, caríssimo António é o que descobrimos para lá dos livros e dos gabinetes, para além das nossas convenientes muralhas e complexos sociais. De resto já o disse aqui uma vez: parece-me que os preconceitos só nos impedem de ver mais longe, de sermos mais livres. A verdadeira erudição nunca é preconceituosa.
Nota: também não percebo o que faz uma fotografia de Sofia Loren de vestido de festa a ilustrar o post (o que confirma que o problema só pode ser meu).
o texto não é do João Gonçalves
ResponderEliminarEu diria que os complexos sociais criam os preconceitos. Na base de tudo a inveja, principalmente quando as pessoas se apercebem que há coisas que o dinheiro não consegue mesmo comprar.
ResponderEliminarO resultado é, mesmo agindo com toda a naturalidade, estar-se sujeito a, digamos assim, alguma incompreensão ou conclusões precipitadas...
É a velha história do monárquico=nobre...
João: o ALM "enganou-te bem" espero que no bom sentido, i. e., porque escreve bem. Eh eh. Abraço.
ResponderEliminarFiz confusão... e nem sabe sabe o João da missa a metade! :-)
ResponderEliminarAbraço!
Depois, há sempre o ridiculo:
ResponderEliminarA senhora, muito bem posta nos seus saltos altos, cumprimentando toda a «gente conhecida»
Traz o menino Salvador consigo
_ oh Salvador, o menino já cumprimentou a tia...?»
E a missa decorre. Longa. Salvador está inquieto.
A páginas tantas, Salvador- irrequieto . entra na asneira. E a madame, sua mãe:
- Salvador, não sejas badalhoco!
Antes, um momentâneo disturbio abdominal do menino, levara-a a dizer:
- Salvador, ao menos peça «com l'cença»,
Moral da históri: os circunstantes estavam desejosos que a missa acabasse...