Numa ingrata postura de "responsabilidade", o PSD e o CDS estão como gatos em telhado de zinco quente na questão da viabilização do Orçamento de Estado. Nenhum dos dois quer ser o SPD de Sócrates (que para mal dos nossos pecados nunca será a nossa Merkel), ter esse ónus para exibir num imprevisível julgamento eleitoral que pode tornar-se realidade a qualquer momento. Os sociais democratas levam vantagem na gestão do dilema, pois a direcção a apresentar-se a votos nunca será a mesma que a que hoje negoceia com o governo. Às vezes é preciso repetir e sublinhar as evidencias: seja qual for o orçamento negociado, não comportará os cortes nas despesas indispensáveis para a economia do país manter o nariz à tona do pântano nos anos que se avizinham. Essa é que é a decisiva irresponsabilidade cuja cumplicidade infelizmente nenhum dos dois partidos escapa.
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Ainda um destes dias o licenciado ao Domingo, em plena AR, se mostrou muito contentinho com o acordo obtido com os sindicatos dos professores, acordo esse que abdicou de variados finca-pés da anterior ministra do mesmo Sócrates (que provocou aliás inutilmente o caos nas escolas no ano lectivo passado) mas que será tão favorável para a classe que os outros funcionários públicos já vieram declarar que querem os mesmos direitos de progressão, ou seja, mais despesa.
ResponderEliminarQue bonito bloco central que dali vai sair.
ResponderEliminarDeixem cair o orçamento, e esperar a reacção do "animal feroz".
ResponderEliminarSabendo perfeitamente que esta cumplicidade, que lesa os interesses de Portugal, os vai mantêr definitivamente na sombra do PS, pergunta-se:
ResponderEliminarA quem interessa verdadeiramente a ausência de um, partido independente de direita?