quinta-feira, 1 de outubro de 2009

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(...) Nos regimes monárquicos constitucionais como os do Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Noruega, Luxemburgo, Espanha, Holanda, Bélgica, Japão, Austrália, Canadá, nunca o Chefe do Estado foi acusado de partidarismo, ou se levantaram suspeitas de que serviços secretos andavam a armar-se em espiões partidários.


É preciso irmos às repúblicas dos EUA (Nixon), França (Chirac) ou ao Portugal de hoje, - já sem falar na Itália ou na Grácia por uma simples questão de decoro, - para confirmarmos, mais uma vez, que a natureza da própria República acaba sempre, mais tarde ou mais cedo, neste espectáculo lamentável a que estamos a assistir.


Nas Monarquias constitucionais contemporâneas, o Chefe do Estado - a Coroa - é o garante do suprapartidarismo do Poder Judicial, das Forças Armadas e da Independência Nacional.


Em República as "secretas" andam quase sempre ao deus dará. Umas vezes só nas mãos do Chefe do Estado, outras sob a alçada do Governo da altura.... por entre os "mixericos" partidários de quem irá ser o próximo Presidente...


Mas alguém tinha dúvidas que iam começar mal as comemorações do tal "centenário" da república?


 


Luís Filipe Coimbra 31 da Armada

9 comentários:

  1. Obviamente o problema resolve-se tornando o PR uma figura meramente decorativa, como nas monarquias constitucionais.

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  2. Claro, à Grácia nem por uma questão de decoro se deve ir.

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  3. Eu sou especialmente fã do Dirty Harry. E da Carolina do Mónaco. Portam-se realmente.

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  4. JHB,

    gasta uma pessoa tanto dinheiro numa formação escolar e académica e acaba a usar termos de café como "função meramente decorativa".

    mas, de facto, quem pensa que isto de ser Chefe de Estado é como nos filmes americanos em que o Harrison Ford, Presidente dos EUA, salva o dia e o seu boing presidencial...

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  5. Se não nos deixarmos agrilhoar pelas palavras; se soubermos distinguir as questões formais das questões substanciais, é evidente que muitas "repúblicas" são hoje verdadeiras monarquias e muitas "monarquias" são hoje verdadeiras repúblicas. Já os mediavelistas distiguiam certas monarquias como "respublica gobernanda per regem".

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  6. Mixericos? Será mixuruca que ele quis dizer?

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  7. Ainda bem que somos sulistas e uma república. Eu cá estou muito contente com isso. Com uma república posso ter sempre a esperança de ter um presidente novo em breve. Com uma monarquia teria de aguentar o rei, e o filho dele, e o neto... um pesadelo sem fim.

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  8. Caro Manuel Pinto de Rezende,

    Pelos vistos você têm uma visão mais nobre do Chefe de Estado. Talvez combater os mouros em África seja mais o seu estilo de representacão preferido.


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