sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Santana Lopes: o antídoto da esperança


Carregado de razão está Pacheco Pereira ao clamar contra a escolha no PSD de Pedro Santana Lopes para candidato à Camara Municipal de Lisboa. Com mais ou menos justiça, mais ou menos inabilidade, Santana Lopes foi a face visível dos mais patéticos momentos da política nacional dos últimos trinta anos. Tendencialmente apreciado pelo jornalismo estabelecido, suspeito que também o é secretamente pelos adversários à esquerda, na expectativa dum caminho fácil rumo aos seus objectivos.


Com a Câmara Municipal de Lisboa em profunda crise, da qual nenhum dos partidos tem as mãos limpas, as eleições que se avizinham apresentam-se como uma oportunidade clara para uma desforra à direita. Assim, sendo estas uma das mais importantes eleições do regime, as candidaturas à presidência da CML deveriam ser levadas a sério pelos partidos da oposição, com escolhas de primeira linha, descomprometidas e de cadastro limpo. Com  autoridade para reclamar uma vida nova na gestão da capital do país. Se é que isso ainda é possível.

3 comentários:

  1. Independentemente da razão que lhe possa assistir, PP pecou por prematuro. Tanto quanto sei, o nome do candidato do PSD ainda não foi oficialmente anunciado. Para cúmulo, desancou PSL na Quadratura do Círculo, programa em que um dos comentadores é o principal oponente do PSD. Como estratégia suicida não está nada mal.

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  2. Pergunto-me como é que um partido no estado em que está o PSD ainda equaciona sequer a candidatura de Santana Lopes. É o definitivo tiro no pé, de bandeja para achacota nacional. Não percebo, juro.

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