Foi arrogante e indigna ontem a recusa do parlamento em prestar um singelo voto de pesar em memória dum Chefe de Estado constitucional assassinado há um século num brutal acto de terrorismo. São hipócritas, estes que apregoam uma aversão selectiva à violência como arma política. O que significará quando cem anos volvidos da tragédia impera ainda um discurso tão mesquinho e rancoroso em vez duma sagaz atitude de conciliação? Oxalá nunca lhes estoire na cara o fado contido deste pobre povo à procura do seu destino. É que a Historia ainda não acabou.
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Tem toda a razão. Não é preciso ser-se monárquico para concordar com isto!
ResponderEliminarCaro João,
ResponderEliminarEu não sou monárquico, mas não entendo a existência desta república tal como está. O processo republicano foi vergonhoso e a primeira república algo que os mas fervorosos republicanos devem repudiar, ou então não acreditam no que defendem. Claro que a história que se conta na escolha tem um carácter diferente, em tons mais coloridos.
O senhor ou os jornalistas do seu blogue que estão dentro destas coisas políticas podiam tentar explicar para que é que serve o presidente da república num regime como o nosso...
Virgilio
Muito bem dito! Mas vivemos numa sociedade hemiplégica, que só utiliza uma parte da sua consciência.
ResponderEliminarSó apetece citar ito: "A paciência dos povos é a manjedoura dos tiranos" (E. Marchi)
É a tradicional superioridade moral, intolerante e esquizofrênica da esquerda portuguesa!
ResponderEliminar-Mais vergonhoso ainda que recusar um voto de pesar, existir uma tal associação promotora do livre pensamento que organiza romagem a tumulos de assassinos. (percebe-se o que entendem por livre pensamento). Mais grave ainda, uma entidade oficial, a C.M.Castro Verde, promover homenagem ao assassino Alfredo Costa. (ver pag. oficial da C.M.)
ResponderEliminarA História escreve-se com e no tempo, e como esse não pára... Sou republicano sem saber porquê (como a maioria de nós, julgo eu), mas o que está dito e escrito está muito bem dito e igualmente escrito.
ResponderEliminarEu por mim, usava as tripas dele para enforcar o papa, como diz o velho provérbio.
ResponderEliminarnão é arrogante nem indigna nem nada disso: é apenas Falta de Nível, ou seja é apenas o nível da gajada que lá está.
ResponderEliminarPois, apenas confirma o que toda a gente sabe. É que alguns que por lá andam, são os órfãos do Buíça e do Costa. Digo alguns, porque a disciplina partidária (conta bancária dixit), leva-os a votar de olhos baixos e envergonhados. É a natureza do regime. É que repúblicas, há-as na Europa e dão pelo nome de Monarquias Constitucionais.
ResponderEliminardesculpe lá, mas não entendo, um voto de pesar? mas porquê? e que tal um voto de pesar por todos aqueles que morreram pela pátria?
ResponderEliminarsinceramente não entendo porque um voto de pesar, por um rei anafado e gordo que vivia á grande e á "francesa " enquanto o seu povo miserável passava fome...faz-me lembrar a Maria antonieta, que consta dizia: O Povo tem fome quer pão? coma Brioches..
Francamente,este voto de pesar, seria completamente ridiculo, a meu ver e não tem porque...
Voto de pesar por um Rei despesista que era um pau mandado do Ditador João Franco?
ResponderEliminarCondeno todo e qualquer homicídio, mas voto de pesar, institucional, está fora de questão.
Sr. Nuno Castelo-Branco:
Em relação ao que disse, não se trata de um problema de natureza do regime. É antes um problema de falta de dignidade de quem tal pratica. Seja qual for a forma do regime!
Vários foram os presidentes, durante a 1ª República, assassinados. Não me consta q aos mesmos tenha sido feita qualquer homenagem pelo nosso parlamento. Este texto parece-me totalmente descabido, sobretudo tendo em consideração os artigos tão laudatórios para com Carlos I como derrogatórios para com Buíça e Costa q, por estes dias, Têm inundado a comunicação social.
ResponderEliminarFrederico Lancastre
Despesista, pois sim... Tente gerir uma lista civil que em 1906 recebe exactamente a mesma soma que era atribuída ao Chefe de Estado em... 1822! Adorava ver o Cavaco governar-se com o orçamento que o Carmona tinha em 1928...
ResponderEliminarQuanto a presidentes assassinados, que eu saiba, só existiu um: o Sidónio.