Não podia estar mais em desacordo com esta opção de andar a tentar manipular preços através de impostos.
Num mundo ideal, para mim, havia só um imposto e igual para tudo, um IVA igual para todas as transações, cuja taxa deveria estar em linha com as necessidades de financiamento do Estado, que é para isso que servem os impostos.
A mim parece-me razoável que não se taxem os factores de produção (trabalho e capital) e que a taxação seja feita com base na criação de valor gerada em cada transação, de forma o mais neutra possível, sem pôr o Estado a escolher o que devo comer, onde devo gastar os meus recursos, a quem devo comprar e vender bens ou serviços e todas essas opções que transformam o pagamento de impostos no campo ideal para a esperteza saloia, o que leva a uma estrutura de fiscalização cada vez mais pesada.
As políticas públicas devem ser definidas autonomamente e não deve ser usada a política fiscal para as executar (pontualmente, o Estado pode permitir que os contribuintes consignem uma parte dos seus impostos a quem o Estado ache que presta serviços de interesse colectivo dificeis de monetarizar no mercado, mas estaríamos sempre a falar na margem da colecta de impostos).
Há várias razões que me levam a ter esta utopia como orientação, a primeira das quais é que o sistema de preços é um transmissor de informação tremendamente eficiente e é um bocado estúpido distorcer sistemas de informação eficientes, tendo como objectivo levar as pessoas a reagir a sistemas de informação em que não confiam, por não serem eficientes.
O risco energético é real, e os operadores económicos e as pessoas devem saber que é assim.
Quem toma decisões erradas, confiando que não há risco energético e se houver algum problema o Estado vem a correr socorrer os aflitos, pode até ter uma rede criada e gerida pelo Estado para que a falha no trapézio não provoque a morte do artista, mas não pode partir do princípio de que o Estado vai garantir que o número do trapézio vai correr sempre bem.
A rede serve para que o trapezista não morra enquanto vai aprendendo, serve para que trapezista, em falhando, decida se quer mudar de vida ou falhar melhor, mas não substitui o que o trapezista faz, nem quando ele acerta, nem quando falha, essa é uma responsabilidade do trapezista (que até pode atingir um nível de excelência tal que lhe permita prescindir da rede para atrair mais público com o dramatismo de arriscar a vida em cada salto sem rede)
Há um aumento de preço dos combustíveis porque há uma perturbação de mercado?
Paciência, prefiro ter operadores económicos que aprendem a conviver com esse risco, a ter operadores económicos que esperam que haja sistematicamente uma privatização dos lucros e uma socialização dos prejuízos.
E as pessoas que já estão com a corda na garganta e vão ter dificuldades concretas com o aumento dos preços?
Pois, para isso serve a rede que o Estado cria e financia com os impostos, para socorrer os que verdadeiramente precisam para quem a filantropia (antigamente dir-se-ia a caridade, e talvez seja bom reabilitar a ideia de caridade, que a esquerda tem combatido incessantemente) não tem resposta.
Agrada-me que os preços subam?
Claro que não, mas agrada-me ainda menos que ao não deixarmos o sistema de preços definir uma alocação eficiente de recursos que nos beneficia a todos, estejamos a promover um sistema ineficiente de alocação de recursos que nos torna a todos mais pobres, menos inteligentes no uso dos recursos e menos solidários.
ResponderEliminarNum mundo ideal, para mim, havia só um imposto e igual para tudo
Em particular, igual para o gasóleo e para a gasolina.
No nosso país não ideal, o Governo favorece altamente o gasóleo sobre a gasolina.
Por motivos insondáveis, ninguém fala desta distorção fiscal nem ninguém mostra qualquer vontade de acabar com ela.
está tudo ''numa boa''. até importaram 1, 6 milhões de imigrantes.
ResponderEliminara guerra acaba, os imigrantes ficam.
ResponderEliminarimportaram 1, 6 milhões de imigrantes
Não "importaram". Ninguém pagou nada para que eles viessem. Eles vieram a suas próprias expensas. Diga lá se não é bom, haver indivíduos que querem tanto vir trabalhar para cá que até estão dispostos a pagar a viagem do bolso deles!
Esses 1,6 milhões estão quase todos a trabalhar, ou a viver a expensas de quem trabalha. Portanto, não há problema nenhum em que tenham vindo para cá. Trabalham, ganham dinheiro, isso é bom para eles e bom para nós.
Concordo
ResponderEliminarApenas IVA. Quem consome, paga por isso.
A gasolina aumenta, devido ao cenário internacional. Há que viver com isso.
Os preços são manipulados pelos produtores e comercializadores de combustível, a gasolina já esteve mais barata com os petróleo mais caro, e não foi por causa dos impostos.
ResponderEliminarÉ rídiculo pensar que o mercado sózinho gera preços justos para tudo, como se não existissem monopólios nem cartéis.
ResponderEliminarA unica afirmação comprovada com evidências é de que os preços estão altos devido a alta tributação
ResponderEliminarO resto é propaganda marxista alimentada pela comunicação social legacy.
Conselho: menos Observador, mais blogues. Só fica s ganhar
Quanto portugueses recusam o seu Glovo porque os entregadores são todos imigras? Deviam boicotar essas empresas, ao invés de culparem governos....
ResponderEliminarEm princípio concordo que o Estado deixe o Mercado funcionar e se abstenha de interferir, excepto em caso de Perturbação Grave (guerras, revolucoes. etc..
ResponderEliminarPenso também que deveria ser (se calhar já é) estabelecido um Quadro de Níveis, prédifinindo a partir de que Nível se justificaria a Intervenção do Estado, e que Intervenção seria essa em cada Nível.
Se este tipo de coisas for pensado em tempos de calmaria, tanto melhor, pois estaremos melhor preparados quando a Borrasca vier.
E as Borrasca mais tarde ou mais cedo chegam sempre
Deve ser isso que explica o enorme salto da China, agora á beirinha de passar a primeira economia do mundo.
ResponderEliminar"
ResponderEliminar
ResponderEliminar"...havia só um imposto e igual para tudo, um IVA igual para todas as transações,...". Exacto, quem compra um Ferrarizito ou quem compra o seu capaz de compras é tributado na proporção do que comprou.
Alguns países usam variantes da "flat tax" com sucesso. Por cá as vantagens seriam significativas para o cidadão pois a complexidade do sistema tributário, todo ele e inclusivé a máquina estatal, permitem iniquidades a repôr por tributação distorcida. Claro que os donos da bola (PS e PSD) nunca irão abdicarar da sua melhor ferramente de poder.
Quem parte e reparte....
Já esteve mais à beirinha disso...
ResponderEliminarSim, pode acontecer, mas de maneira geral é o inverso, é o Estado que ao mínimo problema, sobe os impostos, como pode fazê-lo coercivamente, não precisa de estender a mão.
ResponderEliminarExacto
ResponderEliminarO mercado privado não vive de mão estendida nem tenta extorquir coercivamente. Troca de capital por serviços, puro e simples. No Estado pagas, querendo ou não, e recebes o que te dão, não que queres.
Mas não devemos esquecer, que os desvios, disfunções, empenos, malformações, etc., do Sistema dão Trabalho e Emprego a muita gente.
ResponderEliminarÉ um pouco como no Jornalismo, na Justiça e Forças Policiais; todos passam a vida a maldizer, perseguir e a tentar eliminar a Criminalidade e os Criminosos, sendo que no dia em que tal fosse possível, os seus Empregos e Profissões seriam inviáveis, por desnecessários
Nem à beira, quanto mais à beirinha ... Além disso, está em pleno colapso populacional, nestas duas décadas do séc XXI, já perdeu o equivalente a uma Europa ...
ResponderEliminarhá os que se ''importam'' e os que ''não se importam''
ResponderEliminarEntão e os apoios para salvar empresas esperando preservar empregos que depois de serem atribuídos a empresas caem mesmo?
ResponderEliminarE depois nem empregos nem retorno dinheiro que já deve ter encontrado um ou vários bolsos para residir.
Quem não concorda comigo é comunista. Ah pois é!
ResponderEliminarSe bem percebi devemos viver de esmolas, dada pelos fortes aos mais fracos e não da justa retribuição do serviço ou trabalho, prestados pelos fortes aos mais fracos.
ResponderEliminarPercebeu mal. Devemos viver da justa remuneração do trabalho.
ResponderEliminarA discussão apenas interessa nos casos, que se espera que sejam esmagadoramente minoritários, em que a justa remuneração do trabalho não cobre as necessidades das pessoas.
Concorda-se com opiniões, não com factos
ResponderEliminar