O barbeiro a que costumo ir tem porta para uma rua muito movimentada, sem qualquer estacionamento.
Daí eu ter reparado num carro parado em plena faixa de rodagem, aparentemente à espera de um cliente do barbeiro, há já bastante tempo.
Como calhou ir ao barbeiro muito pouco tempo depois, perguntei a que se devia aquilo e o barbeiro, uma pessoa do mais discreto que há, explicou-me que António Guterres cortava ali o cabelo há muitos anos.
Arquivei a informação de que íamos ao mesmo barbeiro na pasta das informações inúteis e nunca mais pensei no assunto, até hoje.
Enquanto ia para o barbeiro, não me saía da cabeça a hipótese altamente improvável de dar de caras com Guterres, dando-me a oportunidade para lhe agradecer as constantes declarações que tem feito nestes dias a vincar que os acontecimentos do Irão não nasceram do vácuo.
Como seria de esperar, não aconteceu.
ResponderEliminarEu diria que o que é inaceitável é que o carro fique parado na faixa de rodagem à espera de Guterres e que nenhum polícia o multe por tal contravenção.
Num Estado de Direito o automóvel estaria à espera alhures, adequadamente estacionado num local permitido, e somente iria recolher Guterres quando este estivesse pronto e o chamasse.
Mas em Portugal é pedir de mais que pessoas importantes acatem a lei.
Como é que sabe que não foi isso que aconteceu?
ResponderEliminarSe introduzirmos um pingo de dúvida cartesiana na questão como saber que não era a faixa de rodagem, estacionada por debaixo do carro ??
ResponderEliminarJá o caso do Irão. É óbvio que os acontecimentos não nasceram do vácuo, Guterres não poderia fugir a isso.
Tem-se é de admitir que se a coisa escalar muito, pode nascer daí um grande, mas mesmo grande vácuo.
Barbeiros e Bloggers têm sempre razão.
ResponderEliminarPor falar em Irão.
ResponderEliminarSe as mulheres Iranianas resolvem escolher esta altura para tirar o véu lá se vão os Ayatollas para o sítio de onde saíram
Tal como o canário na mina, o odor a água benta tê-lo-ia denunciado!
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