sábado, 10 de janeiro de 2026

"O que é que interessa o que diz este vendedor de eucaliptos?"

O título do post é o comentário de alguém que não gostou de qualquer coisa que escrevi sobre Cotrim.


Tenho sido claro no que penso em relação a estas eleições (não para escolher o melhor programa político, mas para escolher a pessoa que melhor convive com os programas políticos que forem escolhidos em eleições legislativas, quaisquer que eles sejam) e não é segredo a minha distância em relação às opções políticas (não às ideológicas, às políticas) de Cotrim, mas nem escrevo muito sobre o assunto.


O que tenho achado curioso é o tipo de reacções que tenho visto por parte de apoiantes de Cotrim, pelas quais ele é, na realidade, pouco responsável, enfim, tem feito uma campanha que parece estar a ser eficaz, o que inclui estimular este tipo de delírios no espaço público.


Nos tempos de crescimento do Chega eram os apoiantes do Chega que invadiam qualquer espaço público a dizer "eu voto Chega" e coisas que tais, tal era o seu entusiasmo pelo mundo novo que aí vinha com o aparecimento do Chega.


Com o tempo a realidade impos-se e, naturalmente, a generalidade dos apoiantes do Chega perceberam que, por um lado, o Chega é um partido como os outros, por outro lado, estar sempre a repetir frases típicas de prosélitos, não era a melhor maneira de aumentar a votação do Chega.


Mas serviu na parte inicial para romper o cerco comunicacional a que o Chega e os apoiantes do Chega estavam votados, para além do aspecto libertador que representava alguém dizer orgulhosamente que votava no Chega.


Nestas eleições, em que esta base mais ou menos consolidada do Chega está razoavelmente tranquila, este proselitismo transferiu-se para a candidatura de Cotrim, como se uma parte relevante dos seus apoiantes mais entusiamados estivessem convencidos (e se calhar estão, com alguma razão, não faço a mínima ideia e não confio nem um bocadinho em sondagens para ter opinião sobre isto ou aquilo) que o liberalismo vai a ter a sua desforra histórica ao eleger um presidente que, ao arrepio da constituição, vai aplicar um programa político que cabe ao governo e à assembleia da república aplicar e definir.


"Vendedor de eucaliptos" é uma caracterização divertida, mas não é essa a questão central, é mesmo o facto de haver liberais tão raivosamente contra pontos de vista diferentes que escolhem o que lhes parece um insulto grande, para responder a uma mera opinião que, como o próprio diz, não interessa a ninguém.

10 comentários:

  1. Liberais ??


     Por favor !!


    Não há liberais coisissima nenhuma.


    Há um modismo. Um arremedo. Uma mania. 


    Só isso !!


    Traduzido em votos; vou ali e já volto.

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  2. 18, à noitinha, a coisa arrefece...
    Juromenha

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  3. antes deste lisboeta aparecer só conhecia cotim.
    nasceu nos Anjos mas não parece ser anjinho.
    seja quem for eleito PR os habitantes do país não mudam de perspectivas quanto ao futuro.
    se Trump comprasse isto até encontrava ''petróleo no Beato''.

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  4. Sou membro da IL e devo dizer que se alguém o tentou insultar nem merece o ar que respira. Não conheço fanáticos na IL, posso estar enganado porque não conheço toda a gente, mas não conheço. Voto Cotrim, sem problemas e espero que se alguém o tentou insultar lhe apresente um pedido de desculpas.

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  5. Liberal assumido
    Presumido Equilateral 
    e anti Estatal
    Subiu no Partido e na vida
    Trepou Trepou Trepou
    até ao Espaço Sideral 
    e ninguém notou 
    ou deu por tal

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  6. Voto mole em cabeça dura



    engulam o sapo 


    está no papo 

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  7. Eleições á vista 
    Olha a lista

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  8. Assertiva e relevante análise 

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  9. O "cerco comunicacional" a que foi e em grande medida continua a ser,  submetido o Chega, foi o maior favor alguma vez feito a um Partido no pós Abril 74.


    Tal deve-se ao desempenho absoluta e brilhantemente bacoco dos partidos da extrema Esquerda mais idiota e tonta da Europa, e seus apêndices e penduricalhos na Comunicação Social.


    Eu cá se fosse os outros partidos, apresentava queixa formal ao Tribunal Constitucional, pois a coisa já dura há tanto tempo que dificilmente é acidental e bem vistas as coisas, só pode ser rotulada como tratamento de favor.

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