Antes de começar a escrever, gostaria de chamar a atenção para o post anterior a este, do João Távora, ide lê-lo, se não o fizeram já, que é muito mais interessante que este que vai ficar mais visível até ao próximo post do blog.
Imaginemos que alguém tem uma ideia para o país, por exemplo, alcatifá-lo (uma proposta de Manuel João Vieira em anteriores candidaturas à presidência da república, que não sei se mantém).
O mais natural é que se envolva na política para executar essa ideia (alcatifar o país ou torná-lo moderno e liberal estão quase ao mesmo nível), procurando ter ou influenciar o poder executivo, aquele que verdadeiramente pode pôr em prática o que se pretende para o país.
Percebo que Manuel João Vieira só apresente as suas ideias em candidaturas presidenciais (ou em performances artísticas) porque não está para correr o duro caminho das pedras para o poder executivo que, em Portugal, implica fazer um partido, ganhar votos e influência e, com isso, conseguir executar, no todo ou em parte, o programa político que se defende.
Não assim Cotrim.
Cotrim juntou-se a um partido, ganhou votos, ganhou um lugar de deputado, ganhou um grupo parlamentar e, quando tinha tudo para, com responsabilidade e persistência, influenciar o poder executivo, desistiu e dedicou-se a outras tarefas (no caso, "o doce e fácil reino do blá blá blá" europeu).
Agora, sem que se perceba por que razão, resolveu aparecer nas eleições presidenciais reciclando o programa político que abandonou em devido tempo, tentando convencer os eleitores de que o que não lhe interessou o suficiente para aturar as complicações da gestão de um partido, ganhando relativamente pouco dinheiro para as dores de cabeça que daí advêm, afinal está ao alcance do poder de um presidente da república sem poderes executivos.
A vocês, não sei, mas a mim não me convence que tudo isto seja sério.
Plenamente de acordo.
ResponderEliminarInfelizmente é o único candidato com um discurso mobilizador, carisma e energia. Tem a idade do Almirante, que parece avô dele. Um ano mais velho do que Seguro, que parece ter sido atacado por uma qualquer paralisia.
Não sei em quem votar.
E penso que se sobrevivemos a Marcelo haveremos de sobreviver a qualquer um.
Mas pior é sempre possível.
Cotrim quer o lombo, o resto que fique para os outros. Pelos vistos também assim foi na vida empresarial.
ResponderEliminarNão passa de um "pintas" a dar licões de moral aos outros esquecendo-se de as tomar para si próprio.
Eu explico, a IL precisava de alguém com carisma para a candidatura, é crucial o palco da campanha para difundir o liberalismo. Cotrim é o mais qualificado para tal, não vejo nenhum problema nisso, nem em ter ido para eurodeputado, há novos quadros a emergir, o futuro é risonho. Mas convenhamos, melhor que o Cotrim para a Presidência, a IL não tem.
ResponderEliminarO Almirante Gouveia e Melo é o único com Formação á altura do Cargo.
ResponderEliminarNão aprendeu nos Compadrios de Corredor nem se formou na Intriga Partidária.
Tem múltiplas provas dadas de Capacidade e Competência, de ser a larguíssima distância de todos os outros, o melhor qualificado e capaz, para o Alto Cargo a que se propõe.
Gouveia e Melo será o próximo Presidente da República.
Com este parentisis "
ResponderEliminarEu acho que fica muito mal a Cotrim (e à IL) abandonar o mandato de eurodeputado passado apenas um ano sobre a eleição. Se já se tivessem passado 3 ou 4 anos eu aceitava, agora um ano, parece que andam a gozar com os eleitores.
ResponderEliminarTotalmente de acordo.
ResponderEliminarAliás penso isso acerca de qualquer candidato que, tendo sido eleito para um determinado mandato, resolve trocá-lo por outra coisa qualquer. Chama-se a isto defraudar quem nele votou.
São vários os candidatos a esta eleição que se encontram nessa situação.
o Mondego metia água. em Coimbra chama-se BAZÓFIAS.
ResponderEliminarCreio que ninguém acredita que Ventura possa ganhar na segunda volta, nem ele. A sua candidatura serve assim para dar-lhe visibilidade, primeiro a ele, pessoalmente, depois ao seu partido. O que, tanto quanto me parece, são exactamente os motivos de Cotrim de Figueiredo, só que não deve passar à segunda volta.
ResponderEliminarPor isso não percebo porque Ventura é tão criticado e Cotrim tão aclamado. Este post, parece-me uma excepção, realça a saída da liderança para ir para melhor, ao contrário de Carlos Guimarães Pinto que não percebo porque saiu mas não foi para ir para Bruxelas.
Não é gozar. É aproveitar o que a vidinha dá
ResponderEliminar>
ResponderEliminarAnda a fazer sessões espíritas com o VPV
ResponderEliminarConcordo com a análise
ResponderEliminarPortugal liberal só nos filmes
Pessoalmente, já tentei libertar vários funcionários públicos altamente liberais das amarras do patrão Estado, mas os cv que lhes peço nunca me chegam. Maldito marxismo.
Se Cotrim fosse consequentemente, deixava de receber o ordenado pago pelo Estado, e ia ganhar o seu na Iniciativa Privada.
ResponderEliminarSe está o quisesse, está bem de ver.
Eu concordo parcialmente com o seu post, e sendo certo que fiquei desiludida quando o Cotrim abandonou a liderança, tendo a evitar criticar a vida e as escolhas dos outros. Cada um sabe da sua vida.
ResponderEliminarNa eleição para a presidência da república tenho por costume votar na pessoa que penso representar melhor o país e os meus valores. Vou votar no Cotrim, sem qualquer dúvida. Penso que o Seguro não seria mau para presidente. Espero que não ganhe o Almirante Vaidoso, ou Picareta Falante versão meia-dose (acho que o Ventura não tem hipótese).
Mas enfim, quem aguentou tantos anos de Marcelo aquenta qualquer coisa…
Exactamente. Acho que o Cotrim (tal como o Ventura) não pensa conseguir ganhar a eleição. O objectivo passará por dar visibilidade e prestígio à IL.
ResponderEliminarA diferença entre Cotrim e Ventura é que se o Cotrim ganhasse o seu partido não terminaria…
Não estou a discutir a vida de Cotrim, para a qual me estou completamente nas tintas, mas a credibilidade de dizer que vai, na presidência da república, aplicar um programa que depende do poder executivo e pelo qual se desinteressou quando podia procurar aplicá-lo.
ResponderEliminarPode ter a certeza que defraudar quem votou é a última coisa que os preocupa.
ResponderEliminarEm cheio.
ResponderEliminarÉ isso precisamente e dito com exemplar clareza.
Tudo isto é triste, tudo isto é fado.
ResponderEliminarExecutar uma campanha de vacinação, aparecer todos os domingos na televisão a servir de relais, ou ser uma personagem imaculada do campo socialista (leia-se, não fazer parte da tralha socrática) parecem-me ser méritos manifestamente escassos para a função.
Interrogo-me se a introdução de um sorteio (Lotaria Presidencial) não geraria melhor representação da lusa pátria...
Assim sendo, e para cumprir o dever eleitoral, apoio o Candidato Vieira, caricatura do país_a_que_chegamos.
Um Ferrari para português e vinho canalizado.
A bem da nação
Eu não disse que os proecupa, apenas estou a salientar que é um aspecto que eu valorizo (pela negativa)
ResponderEliminarO seu texto toca uma questão interessante;
ResponderEliminar-Duas situações com muitos pontos em comum, provocam reações diferenciadas - fortes críticas no caso de André Ventura, complacência com Cotrim.
Parece-me que a coisa anda á roda das hipóteses, muito poucas no caso de Cotrim, bastante mais no caso de André Ventura.
O medo vem de á vigésima quinta hora, André Ventura sair-se com alguma que faça a diferença.
Gato escaldado . . .
Mas o Cotrim de Figueiredo não passou grande parte da vida profissional em funções públicas, ou seja, pagas pelo Estado.
ResponderEliminarSe for assim também quero ser Liberal.
Note que a Vacinação foi uma Operação á Escala Nacional, executada em tempo Record, e praticamente, sem incidentes.
ResponderEliminarIsto por oposição á caótica Fase anterior, onde as coisas ameaçaram a certa altura, descambar para a anarquia e descontrolo absolutos, com efeitos potenciais terríveis, a nível reputacional para as Instituições.
O Mérito de ter tido mão na Situação, cabe por inteiro ao Almirante Gouveia e Melo e á Equipa por ele escolhida.
O Desempenho foi impecável e o resultado brilhante.
Para além de uma Carreira que o levou ao topo da hierarquia da Força Naval, O Almirante Gouveia e Melo provou saber enfrentar uma crise e estar á altura da situação.
Os outros Candidatos não se podem gabar do mesmo.
Este País é ajudado há quase novecentos anos por uma "Mão Oculta" que o tem guiado nos caminhos difíceis, amparado nos momentos de fraqueza e ajudado quando tudo parece perdido.
ResponderEliminarMas Pacheco Pereira ? Mesmo transbordando gravitas, Portugal não aguentava.
Pois... https://www.youtube.com/watch?v=hZBnHG-Aknc
ResponderEliminarPreocupante é nem todos os candidatos terem sido convidados para estes debates
ResponderEliminarVentura não tem hipóteses ?!
ResponderEliminarO eleitorado de André Ventura tem-se revelado bastante fiel.
Para além disso a tendência do voto "Ventura" tem sido ascendente, praticamente desde o início.
Dito de outra forma;
-Minimizar André Ventura, parece ser uma mania de gente fina.
-Mas bastante suicidária.
Tem toda a razão.
ResponderEliminarEm matéria de debates, parece da mais elementar justiça, garantir uma igualdade simétrica e rigorosa a todos Candidatos.
Pelo menos nas Rádios e TVs Públicas.
É uma questão de rectidão intelectual.
A Esquerda para ser consequente não deve comprar produtos a empresas/capitalistas?
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=wKDdLWAdcbM
Parece que depois de Cotrim ter sido comparado a um Ventura envergonhado, os seus apoiantes se empenham em demonstrar que o envergonhado está a mais.
ResponderEliminarOu talvez sejam certos avençados que insistam numa espécie de cardeal de conclave, que do BES à TAP serviu de «garganta funda». Nada mudar, e a avença é certa. Perdão, a decadência é certa.
ResponderEliminarEm concreto, concreto, quais são os seus argumentos sobre o que escrevi. É que mandar-me para algum lado ou fazer comentários crípticos sobre avenças não são argumentos, são infantilidades
ResponderEliminarGosto muito do que escreve, sobre muitos aspectos da vida portuguesa. Mas apoiar o cardeal de conclave, injuriando os adversários (tácticas próprias da preparação de conclaves), realmente não é uma infantilidade. É o pior da vida adulta.
ResponderEliminarComecei a seguir o que escreve a partir do covid, como uma voz lúcida e corajosa. Que fazia falta. Mas agora pergunto-me, como mero leitor, se tantos dos temas que trata (com aparente lucidez) não o fará a partir da posição do garganta funda...? E atenção que não é um insulto, mas sim uma questão.
Da notícia do Expresso, sobre o debate: «
ResponderEliminarClaro que a esquerda se tivesse um pingo de coerência, abstinha-se de comprar produtos Capitalistas.
ResponderEliminarA esquerda devia comprar, exclusivamente em cooperativas de esquerda, associações Moreiras&Mortáguas e Lava Mais Branco Tavares.
Mas como a actrizinha confessou ao Bispo:
- Não sei porque o pecado é tão bom
Escreveu o Henrique Pereira dos Santos: «
ResponderEliminarEscusa de se esforçar tanto, sobre o meu voto nas presidenciais a única coisa concreta que eu escrevi, até agora, é que em princípio voto em Seguro.
ResponderEliminarAh, é verdade! Pois, seguramente que sim...
ResponderEliminarO Miguel Morgado, ontem, na SIC, lá pagou a portagem do grande partido. Neste caso o PSD. Para salvar o dr. Mendes, inventou candidaturas que já acabaram. E assim um bom comentador, daqueles que nos segundas leituras dos acontecimentos, fechou a janela para podermos continuar a respirar o bafio. O Cotrim de Figueiredo abre as janelas com urbanidade, e fala com todos. Ou preferem o estilo André Ventura, que abre as janelas ao pontapé? Já chega de bafio O dr. Mendes é um resquício daqueles advogados de província que permitiram tudo, incluindo uma constituição socialista, porque o que contava era domar os votos de cada paróquia (estilo século XIX, de fidalgos passaram a doutores), e receber dinheirinho da Europa, Acabou. E adiar é continuar a fazer mal aos portugueses, e a fazer com que estes procurem outras paragens.
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