quinta-feira, 11 de setembro de 2025

A política TikTok

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Como é que é possível, sessenta deputados da Nação, influenciados por um vídeo TikTok produzido pelo seu líder (e depois apagado), oporem-se a uma viagem presidencial à Alemanha à Festa dos Cidadãos, “Bürgerfest”, por pensarem que se tratava de um festival de hambúrgueres? Segundo a nota do Palácio de Belém, a "Bürgerfest", em português Festa dos Cidadãos, “realiza-se anualmente nos jardins da residência oficial do Presidente Federal, para honrar o trabalho voluntário e promover o envolvimento cívico dos cidadãos”. Não havia nenhum deputado capaz de evitar este boçal disparate, talvez com a ajuda da Inteligência Artificial, à falta de outra?


É este o sentido crítico e conhecimento técnico destes nossos representantes que todos os dias com estardalhaço reclamam competência e ética no exercício dos poderes públicos? Não consigo evitar uma enorme vergonha alheia. É o preço do poder popular, dos critérios de escolha dos eleitores, bem sei. Quantos destes incapazes se preparam para conquistar lugares de responsabilidade nos órgãos autárquicos do país?


É a natureza humana à rédea solta, que em instituições fracas adquire demasiado protagonismo. O mundo está perigoso, é o que eu vos digo.

20 comentários:

  1. Na cabeça dele, Marcelo estava em Berlim não numa Festa dos Cidadãos, mas a sambar num rodízio de hambúrgueres à Despacito, com a Merkel a virar bifes e o Scholz a pôr cheddar nas cabeças. Ventura tem a capacidade linguística de um molho de ketchup e a elasticidade mental de uma fatia de queijo processado.
    Se um dia nos disser que vai ao Bundestag, já sabemos: vai jurar que é uma cadeia de frangos assados.

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  2. Esqueçamos o post de André Ventura e pensemos tão-somente no facto objetivo: o CHEGA opôs-se à ida do Presidente à Alemanha. Ora, todos os partidos têm o direito (constitucional) de se oporem à saída do Presidente do país. Não têm que apresentar justificações, boas nem más, para isso: opõem-se, e prontos.
    O CHEGA opôs-se a que o Presidente fosse vistar a Alemanha agora. Não há drama nenhum por isso. As razões, boas ou más, pelas quais se opôs são irrelevantes.

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  3. A razão é irrelevante... Quanto ao Chega já tinha pecebido

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  4. Vejam lá, não se oponham à ida do Marcelo à "Festa de Outubro", também é na Alemanha.

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  5. O CHEGA opõe-se porque sim, como uma criança de cinco anos a dizer "não quero sopa". Só faltou bater com o pé no chão e meter beicinho.
    O problema não é o Presidente ir à Alemanha; o problema é o CHEGA continuar em Portugal.

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  6. Concordo 
    Se fosse o festival da chouriça e do tinto do Dão era evento presidencial, agora ir a comezainas estranjas, com o dinheiro dos tax payers lusos, não. 

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  7. Com "fait-divers" ou sem "fait-divers", o governo continua sem implementar, rapidamente e em força, reformas estruturais a começar pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos seguindo-se outras reformas estruturais.
    De qualquer maneira, a pressão financeira irá continuar a orientar o "cernelhamento" intensamente suave no sentido correcto.
    Em França também é a mesma coisa: O governo francês ia "cernelhar" de modo intensamente suave com cortes nalguns feriados e pouco mais quando caiu.
    Tudo muito intensamente suave.

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  8. O erro é do projecto de resolução numero 273 da A.R. que fala da deslocação do PR à Alemanha e que escreve Burgerfest, e não Bürgerfest, que escrito com trema no u é que significa cidadão.

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  9. Ah, então Ventura não errou. Quem errou foi o Parlamento: confundiu cidadãos com hambúrgueres. Ventura só fez o que sabe — mastigar disparates e arrotá‑los como se fossem certezas.

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  10. Pergunto-lhe onde é que tem estado desde Abril de 1974.
    Na lua? Ainda não tinha nascido?
    A mediocridade grassa desde então e, só agora, a propósito de um comentário infeliz, aparece no terreiro para denunciar a miséria

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  11. Ora bem se as razões são irrelevantes para aceitar a decisão de um partido sobre questões de interesse nacional isso quer dizer que a democracia está mesmo em risco, se esse partido ganhar as eleições,  visto os seus apoiantes não precisarem de avaliar as  razões para a acção politica desse partido, já que basta o chefe mandar e o partido ordenar.
    Onde é que já vimos isto?...

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  12. Os deputados do Chega nem leem as resoluções que votam, pelo que não passam de um bando de preguiçosos. 


    O Chega é um partido ridículo que apenas acertou numa bandeira: a imigração descontrolada. Tudo o resto são tiros nos pés de um partido que a nível económico é tão socialista como a esquerda. 

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  13. Isto é como o sarampo. A sociedade está doente, o país está doente. É normal que apareçam borbulhas

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  14. E os deputados do chega que fazem tão lindas figuras não estam a expensas dos contribuintes?

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  15. De acordo, finalmente um comentário acertado e sensato sobre este assunto.

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  16. E o Ventura que foi à tomada de posse do Presidente Trump não anda a expensas dos contribuintes? Qual a vantagem para Portugal, foram as tarifas?...

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  17. Temos o privilégio de viver nestes tempos dourados, tempos da cultura e da satisfação das populações: Tempos de Hamburgers!
    Que sorte a nossa ...

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  18. Não seja idiota. Se foi, foi a expensas próprias, A AR não paga esse tipo de viagens aos deputados. Não acha que se o Ventura fosse a expensas da AR já não tinham caído em cima dele??

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  19. Com papas, bolos e hamburgeres enganaram a malta durante 50 anos. Agora é tarde. É lidar.

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