Uma das coisas chatas das intervenções nas televisões, sobretudo em alturas de crises nos fogos, são as secas que se apanham à espera de entrar em antena.
Ontem, por acaso, a coisa até correu bem na SIC, e não tive de esperar muito, mas esperei o suficiente para entretanto ouvir André Ventura a falar sobre fogos, com propostas verdadeiramente revolucionárias e inovadoras, que me motivam a fazer este post.
Como penso que quase toda a gente concordará, grande parte do génio político de André Ventura consiste em ter dez soluções milagrosamente simples para cada problema complexo.
Foi exactamente o que ouvi ser explicado por André Ventura, naquela sua maneira de falar sempre zangado com o mundo inteiro que tarda em lhe reconhecer o génio, o Governo está a gerir muito mal a questão dos fogos e tem de garantir que vai fazer legislação para não deixar os incendiários em paz.

O que me fascinou foi o carácter inovador desta ideia de que para gerir o fogo, o fundamental é produzir legislação, uma coisa que nunca tinha ocorrido a ninguém, como se vê neste boneco retirado da tese de doutoramento do Tiago Oliveira.
Esse gráfico é com dados para Portugal?
ResponderEliminarSim, fonte absolutamente segura
ResponderEliminarPresumi que sim, claro. Mas dado que a legenda não é explícita, perguntei. Imagino que não seja muito diferente de país para país. Aposto que no Estado da Califórnia encontramos a mesma correlação.
ResponderEliminarÉ uma hipótese interessante, mas nunca pensei nela, vou tentar saber se há alguma informação sobre isso (mas sim, do ponto de vista da gestão dos interesses políticos, faz sentido).
ResponderEliminarVentura é doutorado em Direito, portanto é natural que pense que tudo se resolve com legislação...
ResponderEliminarNão se resolve com legislação mas sim com prisão para esses criminosos.
ResponderEliminarQuantos mais presos menos incêndios é só experimentar, mas para variar os governantes gostam muito dos criminosos.
1970 abandono definitivo do mundo rural.
ResponderEliminarJosé Tiago Fonseca de Oliveira, Prof. de Matemática e autor do 1º censo populacional de Angola.
De nada vale legislaçao se ela não for aplicada
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ResponderEliminarQuando um político não sabe o que fazer, ou não pretende mudança substancial, produz lei. E por atacado!
ResponderEliminarQuando andava no liceu um dos trabalhos de férias era ir limpar a mata.
ResponderEliminarQuantos ainda fazem isto?
André, já ouvimos, não vale a pena repetir
ResponderEliminarVentura é um estatista. Um estatista sabe zero sobre tudo, excepto na arte do esbulho do contribuinte.
ResponderEliminarPrecisamos de um DOGE.
Já não bastava a apresentação de um gráfico sem indicação da fonte, tão pouco da realidade a que se refere (planeta, continente, país, região …), agora temos a respectiva interpretação do autor do post a creditar a competência do Ventura. Preto no branco, como se já não soubéssemos.
ResponderEliminarTese de doutoramento de Tiago Oliveira, mas se acha complicado encontrar a tese de doutoramento do Tiago Oliveira, é natural que ache complicado perceber o que quer dizer o gráfico e o que diz o post
ResponderEliminarEm 2010 a produção de legislação funcionou na redução da área ardida.
ResponderEliminarNo início de 2000 existe clara correlação entre ausência de legislação e elevada área ardida
Governo recusa-se a despedir FP.
ResponderEliminarNão há doge que resista
Acabar com observatórios e institutos, começando pelos que (não) gerem a floresta.
Um artigo seu com soluções para resolver o problema?
ResponderEliminarJá agora o Ventura quer um governo sombra, não se quer candidatar?
Post sim, post não, falo da proposta de pagar 100 euros por hectare a quem tiver terrenos com menos de 50cm de mato, e vem este senhor perguntar se alguma vez fiz algum artigo com propostas.
ResponderEliminarEle há cada maduro.
Pensava que era contra subsidiodependencia.
ResponderEliminarPor que não deixar o mercado privado operar sem intervenção estatal?
Sigo o seu blog e é a primeira vez que leio isso de subsidiar com 100 euros o corte de mato.
ResponderEliminarAcho que o dinheiro é melhor empregue em prevenção, tal como a policia e a gnr fazem prevenção nas estradas, acho que deveria de haver prevenção por parte dar várias entidades que combatem os fogos para não terem que os ir apagar depois...
E já agora deu ontem na TV que os criminosos que não querem presos já usam drones para atear fogos, o dinheiro era igualmente bem empregue na compra de drones para fazer o oposto, de prevenir e apanhar incendiários.
Imagino que o boneco se refere ao polo norte, O que diz o post é básico, primário se preferir: simples propaganda, rançosa.
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