quinta-feira, 31 de julho de 2025

Quantos são? Quantos são?

Uma das coisas chatas das intervenções nas televisões, sobretudo em alturas de crises nos fogos, são as secas que se apanham à espera de entrar em antena.


Ontem, por acaso, a coisa até correu bem na SIC, e não tive de esperar muito, mas esperei o suficiente para entretanto ouvir André Ventura a falar sobre fogos, com propostas verdadeiramente revolucionárias e inovadoras, que me motivam a fazer este post.


Como penso que quase toda a gente concordará, grande parte do génio político de André Ventura consiste em ter dez soluções milagrosamente simples para cada problema complexo.


Foi exactamente o que ouvi ser explicado por André Ventura, naquela sua maneira de falar sempre zangado com o mundo inteiro que tarda em lhe reconhecer o génio, o Governo está a gerir muito mal a questão dos fogos e tem de garantir que vai fazer legislação para não deixar os incendiários em paz.


fogo e legis.jpg


O que me fascinou foi o carácter inovador desta ideia de que para gerir o fogo, o fundamental é produzir legislação, uma coisa que nunca tinha ocorrido a ninguém, como se vê neste boneco retirado da tese de doutoramento do Tiago Oliveira.

23 comentários:

  1. Luís Aguiar-Conraria31 de julho de 2025 às 08:52

    Esse gráfico é com dados para Portugal?

    ResponderEliminar
  2. Luís Aguiar-Conraria31 de julho de 2025 às 09:14

    Presumi que sim, claro. Mas dado que a legenda não é explícita, perguntei. Imagino que não seja muito diferente de país para país. Aposto que no Estado da Califórnia encontramos a mesma correlação.

    ResponderEliminar
  3. É uma hipótese interessante, mas nunca pensei nela, vou tentar saber se há alguma informação sobre isso (mas sim, do ponto de vista da gestão dos interesses políticos, faz sentido).

    ResponderEliminar
  4. Ventura é doutorado em Direito, portanto é natural que pense que tudo se resolve com legislação...

    ResponderEliminar
  5. Não se resolve com legislação mas sim com prisão para esses criminosos.
    Quantos mais presos menos incêndios é só experimentar, mas para variar os governantes gostam muito dos criminosos.

    ResponderEliminar
  6. 1970 abandono definitivo do mundo rural.
    José Tiago Fonseca de Oliveira, Prof. de Matemática e autor do 1º censo populacional de Angola.

    ResponderEliminar
  7. De nada vale legislaçao se ela não for aplicada

    ResponderEliminar
  8. Quando um político não sabe o que fazer, ou não pretende mudança substancial, produz lei. E por atacado!

    ResponderEliminar
  9. Quando andava no liceu um dos trabalhos de férias era ir limpar a mata.
    Quantos ainda fazem isto?

    ResponderEliminar
  10. Ventura é um estatista. Um estatista sabe zero sobre tudo, excepto na arte do esbulho do contribuinte. 
    Precisamos de um DOGE.

    ResponderEliminar
  11. Já não bastava a apresentação de um gráfico sem indicação da fonte, tão pouco da realidade a que se refere (planeta, continente, país, região …), agora temos a respectiva interpretação do autor do post  a creditar a competência do Ventura. Preto no branco, como se já não soubéssemos. 

    ResponderEliminar
  12. Tese de doutoramento de Tiago Oliveira, mas se acha complicado encontrar a tese de doutoramento do Tiago Oliveira, é natural que ache complicado perceber o que quer dizer o gráfico e o que diz o post

    ResponderEliminar
  13. Em 2010 a produção de legislação funcionou na redução da área ardida. 
    No início de 2000 existe clara correlação entre ausência de legislação e elevada área ardida

    ResponderEliminar
  14. Governo recusa-se a despedir FP. 
    Não há doge que resista 
    Acabar com observatórios e institutos, começando pelos que (não) gerem a floresta.

    ResponderEliminar
  15. Um artigo seu com soluções para resolver o problema?


    Já agora o Ventura quer um governo sombra, não se quer candidatar?

    ResponderEliminar
  16. Post sim, post não, falo da proposta de pagar 100 euros por hectare a quem tiver terrenos com menos de 50cm de mato, e vem este senhor perguntar se alguma vez fiz algum artigo com propostas.
    Ele há cada maduro.

    ResponderEliminar
  17. Pensava que era contra subsidiodependencia.
    Por que não deixar o mercado privado operar sem intervenção estatal?

    ResponderEliminar
  18. Sigo o seu blog e é a primeira vez que leio isso de subsidiar com 100 euros o corte de mato.
    Acho que o dinheiro é melhor empregue em prevenção, tal como a policia e a gnr fazem prevenção nas estradas, acho que deveria de haver prevenção por parte dar várias entidades que combatem os fogos para não terem que os ir apagar depois...
    E já agora deu ontem na TV que os criminosos que não querem presos já usam drones para atear fogos, o dinheiro era igualmente bem empregue na compra de drones para fazer o oposto, de prevenir e apanhar incendiários.

    ResponderEliminar
  19. Imagino que o boneco se refere ao polo norte, O que diz o post é básico, primário se preferir: simples propaganda, rançosa. 

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...