sexta-feira, 18 de julho de 2025

A permanente ameaça das trevas

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Foi com bastante inquietação que acompanhei as notícias da violência em Torres-Pacheco, perto de Múrcia. Reconheço o potencial de contágio que possuem estes fenómenos, em comunidades amedrontadas com as gentes estranhas que em poucos anos invadiram as suas praças e ruas. É difícil nestas circunstâncias assegurar a racionalidade e a compreensão do comum dos mortais. A nossa Europa, estéril, envelhecida e descristianizada está cada vez mais assustada, e a irracionalidade ameaça dominar as hostes.


Este panorama há muito que era previsível. É consequência dos riscos ingenuamente (ou será que não?) assumidos com o multiculturalismo, somados à profunda crise da natalidade e ao desvanecimento da identidade colectiva, assuntos os quais aqui abordei por várias vezes. Estamos mesmo metidos num grande sarilho, com a nossa economia profundamente dependente de imigrantes e uma população em envelhecimento acelerado. Aqui chegados, não me arrisco a subscrever qualquer solução milagrosa, que peca sempre por ingénua ou mal-intencionada. Será certamente pouco, mas parece-me bem, e já peca por atrasada, a sinalização para o exterior de que isto por cá “não é da Joana”, que as portas criminosamente escancaradas se estão a fechar, para se abrir um guichet para avaliação dos critérios de entrada de imigrantes. Não nos esqueçamos que dependemos deles nos nossos lares de idosos, nos hospitais, na hotelaria e turismo, na construção civil (sim, o sector que constrói casas) etc, etc,.


O que me parece mesmo inútil, ou até mesmo imprudente, é um discurso que alimente o medo e acicate as pessoas, umas contra as outras. A racionalidade e a moderação ao longo da história poderia ter evitado muitas tragédias atrozes. O ser humano atemorizado e devidamente instigado por oportunistas, em multidão é capaz das maiores barbaridades. A história mostra-nos isso à saciedade. O sentimentalismo, a revolta, a zanga, nunca foram bons conselheiros, sempre foram instrumentos de agendas revolucionárias, sempre desastrosas, como bem sabemos.


Estou pessimista. Não vislumbro saídas para o imbróglio desta Europa em fim de ciclo. Vejo apenas, à esquerda e à direita, insaciáveis matilhas necrófilas a espumar de raiva. Adorava estar enganado…

5 comentários:

  1. Talvez perguntar aos Finlandeses  qual a solução encontrada para lidar com uma situação que ameaçava descontrolar-se ( foi há uns sete anos , se a memória não me falha).
    Nem me atrevo a sugerir consultas a vizinhos, mais ou menos próximos, dos "lapões" onde estes problemas são desconhecidos    -    talvez , vá-se lá saber , porque são imunes  a modismos , a terrorismos semânticos e, sobretudo, possuírem , "atrasados" como são, uma fortíssima identidade nacional ( também conhecido por patriotismo...).
    Juromenha

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  2. Quanto a mim, acho que o problema está nos Islamitas importados, quando há atentados ou intifadas é sempre em nome de Allah, eles odeiam-nos. Esses e o Hindus que têm problemas semelhantes.


    Como os paises árabes são governados com grande influência religiosa, eles unem-se em volta dela e justificam todos os desvarios, nós somos os infieis a exterminar.


    Brasileiros, Angolanos, Cabo-verdianos, São tomenses, são benvindos, os outros é despachar daqui para fora.

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  3. Multiculturalismo nunca foi problema por aí além nos países ditos "colonizadores". Por razões óbvias foi mais nas potências continentais.
    No caso português,  recebemos ondas de africanos, brasileiros, moldavos, ucranianos, chineses e indianos, nunca ninguém se chateou. E em Lisboa nunca faltaram turbantes, nem autocarros repletos de imigras 
    O que mudou?
    Quanto ao papel relevante na economia,  aqui vou ser de direita. Ou será de esquerda? Para trabalho a roçar o escravo, acho bem que fiquem na terra deles. Precisamos deles para guiar os tuktuk e, entregar os glovos? Pois, acho que a nossa "economia" vive bem sem isso.

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  4. Fala-se de mais e age-se de menos.
    A culpa é dos jornalistas, como se a opinião televisiva de um esquerdalho qualquer mudasse o que fosse 
    A imigração em massa deu jeito a muitos que de socialistas têm pouco. Semprectrabalhavam mais e por menos.
    O Estado faliu. E não foi só cá. 

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