Em muitas discussões, e seguramente nas que existem sobre Gaza, é frequente ouvirem-se argumentos de autoridade como o que dá título a este post.
Basta ir ler a sequência de informações sobre o famoso bombardeamento do hospital Al Ahli Arab Hospital, em Outubro de 2023, para ser perceber que não, a BBC não é nada insuspeita, tal como a generalidade da imprensa, e muito menos os orgãos da ONU e as pessoas que a ONU tem escolhido (sabe-se lá com que razões) para funções específicas, como a conspiracionista Francesca Albanese, que tem a lata de dizer que são mortas crianças a tiro, por divertimento, em Gaza, pelo exército israelita, sem ter a menor base factual para fundamentar esta popular teoria de conspiração.
O que hoje sabemos sobre esse suposto bombardeamento é relativamente seguro, tratou-se de um erro no disparo de um rocket da Jihad Islâmica (nada de extraordinário, 10% dos rockets que se pretendia despejar sobre Israel, às centenas, caíam em Gaza) que terá matado menos de 80 pessoas.
No entanto, nos primeiros dias depois deste desastre, como se pode ver na insuspeita BBC, a propaganda lançada pelo Hamas (seria um bombardeamento intencional de Israel, que teria morto pelo menos 500 pessoas) foi tratado como informação séria, incluindo pelo Senhor Secretário Geral da ONU que veio a correr condenar o bombardeamento de hospitais.
Não há evidência de Israel bombardear hospitais sem pré aviso e evacuação, não há qualquer lógica militar ou estratégica para Israel bombardear um hospital em pleno funcionamento, cheio de refugiados, e há um longo historial de manipulação do Hamas que atribui imediatamente a Israel todas as consequências que possam pesar negativamente na opinião pública que resultem de acções do Hamas e seus aliados.
Ainda assim, a insuspeita BBC, trata, durante dias, em pé de igualdade, a informação não verificável do Hamas e a informação verificável de outras fontes, incluindo, naturalmente, do governo e exército israelita.
A BBC é melhor que muita da imprensa porque, ainda assim, também inclui a informação do governo israelita, tem o cuidado de referir as fontes do que diz e não faz piruetas argumentativas como o Observador que, um dia destes, dizia que os números que estava a citar eram do Hamas (depois de tantos protestos, lá começam a deixar-se de fingir que o ministério da saúde ou a defesa civil de Gaza são coisas diferentes do Hamas), mas validados pela ONU. Validados pela ONU? Como? Com base em que instrumentos? Repetir acriticamente os números do Hamas como faz a ONU não altera a natureza dos números do Hamas, que se inserem na longa história bem documentada de manipulação da informação do Hamas.
Não existem fontes insuspeitas, neste ou em qualquer outro assunto.
Um exemplo comezinho do jornal da SIC de ontem, que entrevista a famosa família de Famalicão sobre as alterações à disciplina de cidadania, referindo que os pais são da Opus Dei, uma informação pouco relevante, cinco minutos depois de terem entrevistado Joana Bordalo e Sá, como quase todos os dias, a propósito de questões de saúde, sem nunca referirem que a senhora foi candidata da CDU a umas coisas, informação bem mais relevante para permitir aos leitores interpretar o que a senhora diz sobre qualquer ministro da saúde que esteja em funções.
O que há é informação verificável e informação de treta.
Agora o que está na moda é a fome em Gaza, que coincide com o interesse estratégico do Hamas em retomar o controlo sobre a distribuição da ajuda humanitária (o interesse estratégico para o Hamas é de tal magnitude, que é uma das exigências centrais do Hamas nas conversações sobre um eventual cessar fogo).
Lá está o Público, pressuroso, a dar voz à UNICEF (é preciso vir com a artilharia pesada para a discussão sobre gaza, e crianças a morrer à fome é do melhor que há para ganhar o apoio da opinião pública), não com informação verificável, mas com uma entrevista telefónica em que um senhor vice-presidente da UNICEF aparece a dizer que se estima que estejam a morrer 28 crianças à fome em Gaza, por dia e, até agora, já morreram à fome umas oitenta.
Que tudo isso coincida com o interesse estratégico do Hamas retomar o controlo sobre a ajuda humanitária, que está rapidamente a perder dado o relativo sucesso da Gaza Humanitarian Foundation, que está a conseguir distribuir mais de um milhão de refeições por dia (ontem terão sido 2,2 milhões de refeições distribuídas, isto é, tantas quantos os habitantes de Gaza), será irrelevante para tanto idiota útil (sabiam que podem acompanhar os relatórios operacionais da GHF aqui? Não sabiam, pois não? É que a generalidade da imprensa prefere citar fontes secundárias a, sequer, dar aos seus leitores os instrumentos para aceder a fontes primárias de informação e fazer o seu juízo, de forma autónoma).
Obrigado por mais um texto esclarecedor
ResponderEliminarhttps://www.dailywire.com/news/study-shows-how-u-s-and-european-media-parrot-hamas-propaganda-present-it-as-truth
https://www.dailywire.com/news/shocking-video-shows-hamas-terrorists-gorging-themselves-while-gaza-starves
https://jcpa.org/lies-damn-lies-and-un-washed-hamas-propaganda-statistics/
Mais propaganda anti Israel não, obrigado
Maravilha! Imaginemos a tragédia que seria se em Portugal um hospital fosse bombardeado COM pré-aviso e evacuação! Ninguém morria... mas o hospital ficava destruído. Não fazia mal nenhum, pois não? Nem haveria mortes como consequência indireta...
ResponderEliminarMaravilha, maravilha era só ter comentadores com pelo menos a quarta classe completa, para ver se ao menos conseguiam interpretar um texto simples.
ResponderEliminarDe acordo com o que escreveu, nada a acrescentar. Sobre a dirigente da FNAM, que parece ter assinatura na SIC, estranho nunca ouvirem o que tem o sindicato independente dos médicos a dizer, sobre os mesmos temas. Terá sido extinto ? Coisa igualmente curiosa, a não merecer, aparentemente, reportagens, nos hospitais do Norte, quase sem excepção, parece não haver problemas com as diversas urgências. Não seria útil tentar perceber porquê ?
ResponderEliminarCumprimentos
Definitavente, este Anónimo tem tantas penas ...
ResponderEliminarO Avante ainda servia para embrulhar as castanhas, o Observador tem a mesma carga ideológica mas nem essa utilidade tem.
ResponderEliminarUma mol de propagandistas a tentarem doutrinar o povão. Observador e seus escribas, longe.
O SIM também vai aparecendo, embora menos que a FNAM, especialmente desde que o antigo dirigente saiu do cargo.
ResponderEliminarMalhor que qualquer fonte é o jornalismo feito in loco, para que se possa aferir a verdade.
ResponderEliminarObviamente que agenda pro Palestina e pro Hamas está em alta e a fiabilidade das noticias é o que é.
No entanto, apesar de fonte primária, seria bom verificar, se possivel, os relatórios operacionais da GHF.
A estratégia de comunicação e manioulação da opinião publica funciona para os dois lados.
Mais um aSnónimo que se deixa convencer pela propaganda de esquerda.
ResponderEliminarViaje pela Internet, veja fontes credíveis.
Douglas Murray, jornalista isento, esteve LÁ, não ouviu dizer nem viu do sofá.
Quanto às NU, têm os dias contados. Os EUA sustentam essa entidade inútil, vão deixar de o fazer em breve, o mundo ficará melhor. Há uma corrente americana nessa direcção (ben shapiro, grupos liberais), pois não faz sentido manter artificialmente uma instituição anti americana, anti semita e no fundo, anti Ocidente.
ResponderEliminarO pior é que se calhar, não só tem a 4ª classe, mas até tem curso "superior", tal como os "jornalistas" que temos. Diz mais sobre o estado da nossa "educação", do que todas as estatísticas que nos atiram à cara - e não é de agora...
ResponderEliminarDizer que as partes de um conflito são fontes suspeitas sobre esse conflito não é o mesmo que dizer que são iguais.
ResponderEliminarNão me lembro já da última vez que o SIM apareceu a comentar, na SIC, com o mesmo destaque da nova comentadora da FNAM...
ResponderEliminarO que menos parece importar é que há pessoas a morrer à fome.
ResponderEliminarMas pode ser entendido como tal
ResponderEliminarUma fonte é suspeita, sendo uma organização, posdo dizer(?), terrorista; a outra é um governo democrático, que nada tem a ganhar em adulterar informação, até porque está sujeito a escrutínio popular e político.
Para formarmos uma opinião minimamente credível, temos de tomar como sérios e fiáveis os dados de Israel, tal como o hps, e bem, faz.
Desinformação interessada, eis tudo.
ResponderEliminarQuanto ao que diz a onu ...é ter em mente o patético trambolho que faz de "secretário geral" daquilo...
O boneco do ventríloquo , na mais benigna das interpretações...
Juromenha
Há, com certeza.
ResponderEliminarSão cerca de 25 mil pessoas por dia, das quais umas dez mil serão crianças.
Por ordem de magnitude de morte por fome Haiti, Sudão, Mali, Sudão do Sul, Territórios palestinianos ocupados, Somália, Kenya, Zimbabwe, Etiópia, Namíbia, Burkina Faso, Zambia, Lesotho e Niger.
Já vi videos de crianças mortas com os pais aos berros e de repente o miudo morto coça o nariz. Pah, a propaganda é lixada, cai quem quer.
ResponderEliminarUma coisa tenho a certeza, não tenho pena nenhuma dum povo que em 7 de Outubro de 2023 fizeram uma festança, em Gaza, no Libano, no Irão, parecia São João no Porto.
Celebravem o quê? A morte!!! Agora parece que perderam a vontade de celebrar.
Ao Hamas não importa.
ResponderEliminarIsrael está a cumprir serviço humanitário.
Factual
A ONU tem os dias contados
ResponderEliminarQuem patrocina a festa deixou de ter vontade de sustentar gandulos que ainda os tratam mal
Aí sim, vai haver muita fominha.
Se há pessoas a morrer á fome é por culpa da aliança ONU com Hamas e os jornalistas. Há muita comida em Gaza não distribuída sobre isto os jornalistas não falam pois são activistas.
ResponderEliminarO parte importante do jornalismo activista é nunca colocarem informação de Israel ou verificarem qualquer informação do outro lado. E como nem colocam informação Israelita nem a precisam de verificar essa claro.
ResponderEliminarhttps://x.com/cogatonline/status/1947724466106339704
22 Julho 2025
Verdade, Mentira não sabemos. Mas o que sabemos com certeza é que os jornalistas só colocam a informação do Hamas como verdade.
Ou seja não fazem jornalismo, fazem activismo.
"Insuspeita BBC".
ResponderEliminarA BBC é uma organização activista.
E, por acaso Portugal é um país governado por terroristas, fundamentalistas, que colocam armas debaixo dos hospitais (muitos nem hospitais são)? Qual foi o aviso prévio que o Hamas fez aos 1200 que matou em 7 de Outubro? Porque razão não entrega os reféns e acaba com o conflito, em vez de deixar morrer gente? As respostas são óbvias, o que não é óbvia é a razão de existir quem defenda terroristas, ponha palas nos olhos, ignore as evidências e continue a propalar a cartilha esquerdalha anté-semita!! Ou se calhar é....
ResponderEliminarOs americanos celebraram a morte de bin Laden. Merecem morrer todos à fome?
ResponderEliminarAo nível do Observador (antro em que não se aproveita um), Público, CNN (a nacional e a amaricana), SiC e RTP.
ResponderEliminarDifere de Observador, Público, RtP e Sic?
ResponderEliminarNão sabemos?
ResponderEliminarhttps://youtu.be/KYWiG9jEa9s?si=Bon0Eh0rw1k4XQeg
ResponderEliminarOmer Bartov, mais um...
Celebraram uma operação militar que levou à eliminação de um terrorista e assassino em massa.
ResponderEliminarNão seja aSnónimo
Obrigado pelo artigo, informativo, e pela coragem. Hoje em dia, poucos se atrevem a falar contra a corrente. Luto com isso junto de amigos meus, gente que até é madura, que viveu a transicção do 25A (supostamente, para uma era de liberdade de pensamento) mas que ainda não conseguiu libertar a sua própria mente, de forma a pensar e agir autonomamente. Aqui convém realçar que a esquerda, coadjuvada pelo 4º poder (uma militância disfarçada de jornalismo - um dia será caso de estudo), está a ganhar a guerra da coacção - toda e qualquer manifestação opinativa contra a "onda" é taxada de fascista, racista e demais termos terminados em "ista". A tal ponto que se instalou em muita gente a timidez em falar abertamente e livremente, tal como antes do 25A!!!
ResponderEliminarUm exercício simples: frequentemente aparece publicado e vociferado nas TV's que o conflito já provocou 50000 mortos. Mortos civis, note-se. Como toda a gente sabe, a fonte da ""informação"" é o Hamas, que o tal ""jornalismo"" regurgita incessantemente - o exercício consiste em apurar quantos terroristas do Hamas morreram em combate; dado que os 50000 são tomados como sendo factuais, então, dirá a lógica, que será ainda mais fácil apurar com rigor quantas foram as baixas no Hamas; força com a pesquisa, e boa sorte!
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