sexta-feira, 27 de junho de 2025

Faz lembrar a troika

Com o tremendismo habitual nos partidos que vivem em realidades paralelas, como o LIVRE, um deputado não achou melhor que dizer que um programa de governo que prevê diminuir impostos e aumentar despesa fazia lembrar a troica, na sequência, aliás, da afirmação de que o programa do governo cheirava a troica, feita pelo campeão das realidades paralelas, o PCP.


Há já algum tempo, mesmo muito tempo, eu tinha feito uma coisa com este boneco:


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Na altura em que usei este boneco, fiz uma resposta ao argumento, delirante, de que teria sido o tribunal constitucional a evitar a espiral recessiva, ao ter impedido Passos Coelho de fazer cortes de ordenados nos funcionários públicos.


O que o boneco demonstra é que há uma diminuição muito grande nas despesa com pessoal, que é revertida em função da decisão do tribunal constitucional, que obriga à substituição dessa diminuição na despesa por um aumento de receita, através do aumento brutal dos impostos.


Ou seja, a decisão do tribunal constitucional não alterava o efeito recessivo do ajustamento financeiro a que o Estado foi obrigado a recorrer depois da loucura socrática (isto é, do PS), apenas lhe alterava a natureza, protegendo os funcionários públicos, com prejuízo da generalidade da sociedade.


Claro que nada disto entra na conversa da esquerda sobre a troica, esquerda essa que insiste que o programa de ajustamento foi uma coisa decidida por Passos Coelho e pela direita, que terá um prazer sádico em chatear os votantes, e um prazer masoquista em perder eleições (tudo coisas muito lógicas), da qual fomos todos salvos pela genialidade da dupla Costa/ Centeno, que tratou de aumentar a despesa corrente, diminuir o investimento público e transferir, aumentando, carga fiscal de impostos directos para impostos indirectos, onde se nota menos.


Ou seja, quem deu continuidade ao programa da troica (embora de uma forma estúpida), foi Costa, não a direita que insiste em baixar impostos e reduzir despesa.


Por que razão uma tolice destas continua a ser papagueada com à vontade pelo PC, pelo LIVRE e outros lunáticos, incluindo as suas extensões nas redacções dos jornais?


Porque, como diz aqui o filho do camarada Pimentel, a propósito de outro assunto, "trata-se também de uma militância, falsária".


Eu diria mais, retiraria a vírgula e diria que a esquerda está viciada na militância falsária.

8 comentários:

  1. Coelho,monhas,montetretas,observador,Ps,AD,Cds,IL,Livre,pcp,pan,portas,moedas,BE,carneiros,bofia,corta fitas,radios,tvs,povoleu reles,parolada,UE,onu,etc...tudo xuxaria do pior.

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  2. Ora muito bem visto.
    Estamos lotados de impostos e todos eles ELEVADISSIMOS.
    Mesmo com os comunas dos espanhóis a governar, em Espanha o mesmo carro custa cerca de 6000€ euros a menos, o gás metade do valor, impostos sobre trabalho são no geral muito mais baixos, impostos sobre alimentos ou é zero ou é uma taxa baixa.


    Aqui é só roubar seja-se "rico" ou pobre, eu admiro-me muito como é que muitos se desenrascam com ordenados miseráveis e mesmo assim conseguem juntar para ter algumas coisa digamos em condições... 

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  3. O que menos importa é o que o Livre diz.
    O que é importante é que o atual governo, Montenegro / Sarmento, faça melhor que Costa / Centeno.
    Os prenuncios não são bons, esqueceram-se do que diziam quando estava lá o Costa.
    Diziam que a riqueza tinha de ser criada e depois distribuída. Fizeram o contrário.
    Apontavam o crescimento económico como fraco, não se vilsumbra que venha a ser melhor, até agora não foi.
    Diziam que o crescimento baseado no consumo interno não era o correto, mas agora estão a baixar o IRS à pressa para ver se o consumo interno safa a economia da redução de crescimento que todos preveem, menos o governo.
    Safa-se para já a politica de imigração, porque no resto foi atirado dinheiro para cima dos problemas. algo que criticavam, e os mesmos subsistem.
    Enfim, aguardemos por melhores dias.

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  4. Hps tem toda a razão 


    Qualquer programa que não assente na extinção de observatórios e institutos, despedimento de FP e permissão que os privados ajam em igualdade nas áreas da saúde e educação está a condenar o país ao fracasso.
    Ou seja, a  Esquerda QUER que o país falhe.

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  5. Porque a realidade nunca foi a descrita pela esquerda, se tivesse sido, a PAF teria perdido eleições por causa do seu gosto sádico pelo sofrimento das pessoas.

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  6. As pessoas estão dispostas a sofrer no breve, se isso tiver repercussões benéficas no futuro. As pessoas têm noção de que há para lá de amanhã. 

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  7. A Esquerda não sabe analisar o que seja, na economia, sociedade ou História, sem preconceitos ideológicos. Incapaz da análise isenta e factual.
    É o que a separa da Direita.

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