O Bloco de Esquerda está desesperadamente a tentar recuperar algum do eleitorado que fugiu para o PS e para o Livre.
Como sempre foi um partido especialmente focado na juventude, tiveram uma ideia brilhante para aumentar o número de deputados: foram chamar uns dinossauros para entreter a criançada.
O dinossauro principal não se fez rogado, quando uma criança lhe perguntou: "Estava com saudades do parlamento, ou é um pequeno sacrifício que faz?" (atenção, embora o post seja a reinar, esta pergunta é verdadeira, feita por uma jornalista do Público, aliás, tudo o que estiver entre aspas é de uma entrevista ao dinossauro excelentíssimo), ele entra na brincadeira sem hesitação.
"É uma resposta a uma emergência ... Nós temos um fascista na Casa Branca. ... Temos discursos canalhas como o de Marke Rutte ou de outros, a dizer que daqui a três anos podemos estar em guerra".
Resumindo, quer o dinaussauro excelentíssimo, quer os dirigentes do Bloco ("A Mariana bateu-me à porta dizendo isto mesmo") estão fortemente empenhados em responder à emergência criada pela eleição de Trump e pelo reforço do pilar europeu da Nato, razão pela qual decidiram dar uma resposta fortíssima e excepcionalmente bem conseguida a este contexto: candidatar Francisco Louçã por Braga.
E têm razão, mais nenhum partido seria capaz deste arrojo e desta coragem para responder à altura das circunstâncias.
Como já aqui havia escrito, o papão Trump (ou o homem do saco Elon) ia fazer os esquerdistas saírem da toca em força. O povão já esqueceu o papão Passos, convém agitar novos fantasmas.
ResponderEliminarO medo desta gente não é Trump, porque sabem que Portugal é insignificante, mas sim que apareça um Trump em Portugal, auxiliado por um empresário de sucesso como Musk, e que implemente no país um DOGE, defenda a liberdade de expressão e livre o país das amarras socialistas. Uma verdadeira economia de mercado, Estado mínimo, correr com FP e acabar com observatórios, institutos e afins, baixar impostos e dar espaço para saúde e educação privada sem concorrência desleal das entidades estatais subsidiadas pelos impostos.
Ao candidatar Francisco Louçã por Braga, o Bloco de Esquerda mostra claramente que a sua preocupação principal é ganhar um deputado por esse distrito - com o qual Francisco Louçã pouco ou nada tem a ver.
ResponderEliminarO conselheiro anacleto ( premonição queirosiana resultante do cocktail Matias + Meirinho + Eusébiosinho, em partes desiguais...) continua sem ter o sentido do ridículo...
ResponderEliminarE faz aquilo parte de uma coisa que dá pelo nome de "Conselho de Estado"...
País das Maravilhas, na verdade, como referia o Grande Ausente...
Juromenha
O HPS é uma analista e peras, para além das alterações climáticas, politicamente falando, vamos no bom caminho. Assistir ontem *a entrevista de Paulo Raimundo na RTP 1 a defender as posições de Trump sobre a guerra da Ucrânia é o chamado fim da esquerda.
ResponderEliminarE depois ficaremos todos (muito) bem.
aviso aos comunistas trotessequistas do BE:
ResponderEliminaro judeu bolchevista
Há uma já longa tradição nos partidos de meterem candidatos em distritos com os quais têm pouca ou nenhuma relação. Penso que isto nem devia ser permitido, ou seja, defendo que em cada distrito só deveriam poder ser candidatos os eleitores desse distrito (e que o fossem há pelo menos 5 anos, para evitar esquemas manhosos).
ResponderEliminarAo longo dos anos vi diversos comentadores referirem-se a FL como sendo o "bispo Louçã". Quando soube que ele era candidato por Braga, que é uma arquidiocese, pensei "foi promovido a arcebispo"
ResponderEliminarNão vejo necessidade dessas proibições, os eleitores estão lá para escolher o que entenderem, incluindo ou não esse critério de representação.
ResponderEliminarOs eleitores não escolhem os eleitos, uma vez que as listas de candidatos são definidas nos gabinetes dos partidos (tendo em conta, entre outros aspectos, quem é colocado nos lugares elegíveis).
ResponderEliminarOs eleitores poderão "escolher o que entenderem" no dia em que tivermos listas abertas, semelhantes às que já existem noutros países europeus. Em listas abertas, votas não apenas no partido mas também no candidato, e são eleitos os candidatos com mais votos (que não são necessariamente os que aparecem em primeiro lugar nas listas).
De acordo, mas então o que temos de fazer é alterar as regras eleitorais para reforçar essa ligação entre eleitor e candidato, o que não se resolve proibindo que se candidate quem quer que seja
ResponderEliminarClaro que sim, teria de se alterar a lei eleitoral (não vai acontecer).
ResponderEliminarAliás até vou mais longe, penso que se devia acabar com os círculos eleitorais que não servem para nada, uma vez que os deputados representam todo o país e não os círculos pelos quais foram eleitos (também não vai acontecer).
ResponderEliminarEu também estou proibido de votar numa freguesia / concelho que não o meu.
Sendo as listas distritais, e representando os senhores deputados o seu distrito, seria normal que lá tivessem residência (nem que fosse fictícia, para efeito de despesas de deslocação)