sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Uma proposta decente

Trump propôs que se olhasse para o futuro económico da faixa de Gaza o que, na sua opinião, implica dar aos palestinianos a oportunidade de fazer a sua vida noutro lado qualquer do mundo.


Pode-se discutir a praticalidade desta ideia, partindo da sua mais que óbvia dificuldade: a existência de sítios para onde as pessoas que queiram sair de Gaza possam ir.


Convenhamos que a praticalidade desta ideia não é menor que a praticalidade das ideias alternativas em que a comunidade internacional tem gasto milhões, há décadas, sem resultados concretos que permitam a cada um dos palestinianos viver a sua vida em paz e sossego.


O que está em causa não é a deportação forçada de pessoas, o que está em causa é dar oportunidade para que muitos palestinianos possam escolher outra vida, noutro local (li algures que, antes da guerra, 45% dos habitantes de Gaza gostariam de emigrar, se pudessem, mas não verifiquei esta informação, se a uso é porque me parece intuitiva a ideia de que muitos pais preferem ter filhos vivos a honrarem a memória de heróis).


Para ser ter uma ideia, os palestinianos em Gaza serão cerca de dois milhões e qualquer coisa, e os palestinianos em Israel são cerca de um milhão e qualquer coisa, ou seja, 50% da população de Gaza, demonstrando que é possível, mesmo num território minúsculo como o de Israel, integrar (com problemas, sim, mas integrar) milhares de palestinianos.


Se aos palestinianos de Gaza for dada a liberdade de emigrar, não para serem postos em campos de refugiados, mas para viverem vidas normais onde quiserem (incluindo Gaza, no caso dos que querem ficar, que serão muitos, com certeza), é bem possível que a se abram, em Gaza, oportunidades de desenvolvimento que, por sua vez, abram oportunidades para a diminuição das tensões.


Ao contrário do que se vai lendo por aí, a proposta de Trump (esqueçamos os arrebiques com que Trump gosta de enfeitar o que diz) é uma proposta decente e razoável, embora com imensas dificuldades práticas (mesmo tendo em atenção que Canadá e Austrália já manifestaram disponibilidade para acolher palestinianos nos seus países).


Se alguém tiver dúvidas, abram inscrições para emigração.


Ou perguntem às mães de Gaza.

25 comentários:

  1. a  Jordânia desde o tempo do anterior Rei que tem mais Palestinianos do que Jordanos

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  2. Por falar em  milhões gastos em nome do bem e do progresso:


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  3. Subscrevo




    Trump irá criar uma Riviera no Médio Oriente, onde pessoas de todo o mundo poderão viver confortavelmente e em paz. Os Palestinianos dificilmente irão regressar, o próprio Trump já disse que eles não querem voltar a um local que só lhes trouxe miséria e provações.

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  4. O Líbano em tempos era a Suíça do médio oriente. Veja-se no que se tornou.


    Com aquelas mentalidades (perpetuação geracional dos ódios e das diferenças) só fazendo reset para que algo funcione. Coisa que não parece possível.

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  5. O HPS é uma lufada de ar fresco no que respeita à administração Trump. Como foi também na loucura da COVID. Parabéns por isso.
     Em conversa familiar, após o ataque a Israel, disse que a única forma de, eventualmente, resolver o conflito, seria evacuar a faixa de Gaza de palestinianos. Disse também que o problema era que, na política actual, não se podia fazer isso (que se fez em grande escala depois da Segunda Guerra Mundial).

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  6. Gostaria de deixar claro que não defendi uma evacuação da faixa de Gaza, mas apenas a possibilidade de, quem quiser, se ir embora

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  7. Eu apenas elogiei o facto de o HPS não mostrar indícios do Trump Derangement Syndrome. O que, nos dias que correm, é raro. Não sei qual é a solução para Gaza. Provavelmente ninguém sabe. E também 
    não gosto absolutamente nada da ideia de limpeza étnica (aqui no sentido de movimentar populações). Mas há provavelmente problemas para os quais esta pode ser a única solução. E é preciso poder discutir estes assuntos.

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  8. Os reconhecíveis fanáticos anti-america não vêm méritos numa (potencial) solução de esta ordem, para os palestinianos, que a desejem, como uma pragmática tentativa de alguma fugaz Paz para aquela região.
    Será que o comum gazeano adora o prolongar do trágico regime imposto pelo Hamaz?.Sem ajuda externa o que é o poder do Hamaz?.
     
    Pelos vistos haverá quem prefira que a comunidade internacional continue a manter semelhante regime político, vai para meio século, naquela diminuta região. Região em que as populações nativas sempre foram incapazes de criar uma sua autonomia, em todos os sentidos. Ultimamente e por erros da administração do Hamaz que sobrevive graças às infindáveis esmolas que afinal usou para armamento e em túneis militares. Ainda por cima dá-se ao luxo de moder a mão que a armou/alimentou, como por exemplo o fizeram Israel e os EUA.    
    Claro que esta insustentável situação presistiu porque a assaz desacreditada ONU transformou-se num areópago em votam as decisões "elites" de países dos quais os seus cidadãos fogem.
    Curiosamente muito boa gente viveu, e vive muito bem, a expensas de essa ONU e à custa da miséria alheia, apesar de saber perfeitamente que manter aquela situação em Gaza e ultimamente uma gestão do Hamaz, era, e será sempre, um infidável beco sem saída para o comum dos palestinianos que se calhar em vez de túneis e resgates prefeririam apenas uma cana de pesca.

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  9. Há uma pequena falha no plano
    Os 2 milhões de palestinianos saem (e acredito que muitos queiram), mas para algum lado irão. Egipto não os quer, Líbano e Jordânia idem, Síria tem os seus próprios problemas. Poderão sempre ir para a Europa... pois.

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  10. De acordo com o texto e corroboro que a proposta é razoável .
    Só não é razoável para aquela mídia financiada pela USAID dos 6200 jornalistas, 707 orgãos de comunicação e 279 organizações da sociedade civil(vulgo ONG's) que apoiavam o " jornalismo independente". E estamos a falar da USAID, supostamente com fins humanitários, que se "dedicava" a financiar operações da CIA, a derrubar governos hostis(Bolsonaro e outros) e influenciar eleições .
    Agora que a "mama" acabou porque o presidente Trump lhes fechou a torneira, vemos o tamanho do vespeiro. E vemos as vespas atarantadas e furiosas.
    Mas era tudo teorias da conspiração. O problema é que este escandalo da USAID de proporções bíblicas transformou as teorias em...realidade.

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  11. Se bem me lembro, Beirute era uma Las Vegas do médio-oriente, mulheres sem lenços, laicidade, isto penso que foi nos anos 50, 60, 70 até... um dia em que não sei o que aconteceu.

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  12. Sem dúvida que isso é um problema.
    Vamos ver… 

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  13. Portugal é uma boa alternativa para os receber. Talvez entre 500 mil a um milhão? 

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  14. Portugal será uma boa opção para os receber. Talvez entre 500 mil a um milhão? 

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  15. não faz sentido nenhum . o mais lógico era todo israelita cuja família não estivesse estabelecida em israel antes de 1948 ser recambiado para p país de origem , como o trump quer fazer aos  "imigrantes" :  ou o musk arranjar maneira de os mandar para Marte , para colonizarem à vontadinha e entre eles. não há para lá marcianos que eles possam vigarizar , explorar e martirizar , certo?

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  16. Confesso que não percebi em que medida isso beneficia uma família palestiniana, que pelos vistos, para si, é uma questão irrelevante (nem discutindo a exequibilidade do que propõe, evidentemente).
    Do seu ponto de vista, os judeus que vieram o Iémen, do Irão, do Egipto, do Líbano, da Síria, etc., depois de 1948, deveriam ser recambiados para esses sítios, que isso iria diminuir as tensões nessa região do globo, certo?
    O desprezo pela vida concreta dos dois milhões de reféns que o Hamas mantém em Gaza é arrepiante.

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  17. Não, o meu respeito é total, de aí achar que exportar quem  pôs  o povo palestino nessas condições para Marte seja o ideal. 

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  18. Se tivesse o mínimo dos mínimos dos respeitos pelos dois milhões de reféns do Hamas não se punha com comentários lamentáveis como os que está a fazer

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  19. O Hamas teve origem na Irmandade Muçulmana, de triste memória no Egipto.(*)
    Além do também forte desejo de vingança, duas teses enformaram a reação militar israelita. Numa acreditava-se que era imprescindível destruir totalmente o Hamas, para que a solução dois estados, fosse finalmente aceite por palestinianos, já sujeitos a uma direcção política moderada. Noutra, acreditava-se que havia que pressionar militarmente, até que a própria população se revoltasse contra a ditadura do Hamas. Como já evidente falharam ambas. Nem Israel conseguiu destruir o Hamas nem a população se revoltou.
    O que chamei a segunda falha, consolidou a recusa de todos oa países da zona estarem dispostos a aceitar refugiados de Gaza. Ninguém quer refugiados radicalizados  e desejosos de retaliação e que poderão provocar novas retaliações de Israel, muito mais agora , em que o apoio decidido de Trump, substitui o apoio titubeante de Biden.
    Ainda não se sabe o que prometeu Trump e a quem para a presente trégua mas a revoltante troca de inocentes raptadas por criminosos condenados, a desumana desproporção das trocas - quando se trocam quatro mulheres militares israelitas por 200 palestinianos, é o próprio Hamas que apregoa ao mundo que uma israelita vale 50 palestinianos - e os libertados, são recebidos em festa pela população palestiniana enquanto operacionaus disparam para o ar e proclamam vit+orria, podemos estar certos de que nem Trump conseguirá a sua Riviera nem Gaza conhecerá paz.
    Não pode correr bem mas ainda poderá piorar e muito.
    (*) A Irmandade Muçulmana, também deu origem ao partido de Erdogan mas aí a laicidade do Estado e o ainda sensível sentimento pró-europeu não levaram a uma radicalização imediata, embora a tendência seja claramente a mudança de rumo.

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  20. lamentável é a sua defesa duma proposta imoral e indecente. só merece respostas à monty python.
    e cuidem-se , quem esquece as lições da história está condenado a repeti-la.
    tem lido comentários ? leia . aquela coisa está a crescer  exponencialmente e se acham que não se pode repetir , esqueçam. são 7.5 biliões de humanos , não são fortunas  que os irão travar se quiserem assar alguém. ou enviá-los para Marte.

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  21. Nem por uma vez diz qualquer coisa de útil sobre os dois milhões de reféns que o Hamas mantém em Gaza, o que penso que demonstra o seu interesse pela vida dessas pessoas.

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  22. os dois milhões de reféns do hamas não existiriam sem os não sei quantos milhões de asquenazes  falsos semitas israelenses, a minha solução é total : mandem para marte os provocadores da situação , pelos quais eu não tenho mesmo qualquer interesse.  e os dois milhões de palestinianos ficam livres do hamas e a humanidade inteira , de passo , também beneficia , sendo que os mandados para marte beneficiam também , já não têm de gramar gentios  , lá sozinhos , na paz do senhor seu deus , mamon.
    todos ganham. os palestinianos , os asquenazes , a humanidade. gosto de ver a malta feliz.

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  23. A ignorância dos seus comentários só tem paralelo na falta de respeito pelas vítimas das circunstâncias, sejam elas judias ou os dois milhões de reféns que o Hamas mantém em Gaza.
    Este seu comentário, absolutamente lamentável, nem deveria ter resposta, mas aqui vai.
    Por estes dias foi confirmada a morte do refém mais velho (85 anos) do ataque de 7 de Outubro (felizmente para ele, morreu mesmo a 7 de Outubro, não foi sujeito às sevícias e tortura a que estão ou estiveram sujeitos os outros reféns, durante mais de um ano).
    Pois bem, qual era a origem do senhor Shlomo Mantzur?
    Era um sobrevivente de um massacre anti judeu de 1941, no Iraque, onde hoje não existem judeus (os que foram sobrevivendo, mal tiveram oportunidade, refugiaram-se em Israel, como a família deste senhor).
    A sua falta de respeito pela história dos milhares do judeus do Médio Oriente (incluindo na Palestina, a zona onde foi criado Israel tinha 55% da sua terra na mão de judeus, o mito de que Israel foi feito com judeus de fora do médio oriente é um mito conveniente, mas largamente falso, foi feito também com judeus perseguidos noutros lados do mundo, mas muitos, mesmo muitos, viviam na Palestina e noutras regiões do médio oriente) é lamentável, lamentável.

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