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Preocupa-me o progressivo desaparecimento das referências cristãs no Natal pelas nossas paragens. Afonso Costa, cúmplice no assassinato do rei, exulta na sua campa, ou suspeito que não, porque não é possível alegria a quem arde no fogo eterno da Geena. Mas a minha preocupação não é tanto a questão da envangelização, mas a da viabilidade a longo prazo deste condomínio em que se vai transformando Portugal. Uma nação, requer uma alma, sabiam?
A pouco mais de um mês da grande festa do nascimento de Jesus Cristo, inspiração fundacional da nossa Pátria e do nosso continente, o que se vislumbra no espaço publico aqui e no resto da Europa, na comunicação social, nas montras e nas nossas ruas, é o império de uma simbologia pagã, o simples, mas irresistível apelo ao consumo e ao prazer niilista. A ausência da iconografia cristã no espaço público salta-nos aos olhos, grita-nos aos ouvidos. Daqui a pouco tempo ninguém reparará.
A diluição, a fraqueza da simbologia e referências que deveriam ser o denominador comum de um povo constitui um factor de decadência. Defendem os materialistas que a lei é o que basta para garantir esse chão comum, mas eu duvido. O que nos garante os mínimos de urbanidade, o cimento que liga as vizinhanças, as freguesias, as cidades, constituídas á volta de uma língua e de uma história? O que estamos a fazer á nossa língua e à nossa História? E o problema não são os imigrantes, somos nós próprios, que, entretidos nos pequenos interesses imediatos desistimos de um sonho comum. Os imigrantes, perante o vazio que encontram no lugar dos nossos símbolos, cuidarão de o povoar com as suas narrativas inspiradoras, na luta por uma vida com sentido.
Talvez eu esteja enganado, mas suspeito que o iluminismo racionalista concebeu a mecânica para uma monstruosidade inviável a médio prazo. Prescindimos da espiritualidade que sustenta a empatia e confiança entre os vizinhos. Encerrados em quartos, isolados e desconfiados, o condomínio não inspira ninguém a enfrentar ameaças ou aceitar riscos. Isolados e estéreis, satisfazemo-nos com o Marcelo e a Selecção, para levantarmos o sobrolho no intervalo do entretenimento.
Na imagem: "O Milagre de Ourique" por Domingos Sequeira (1793)
não sou crente, mas tem razão.
ResponderEliminarrecordo
Esta notícia é de 2009:
ResponderEliminarhttps://www.publico.pt/2009/12/08/jornal/ja-ha-20-mil-estandartes-do-menino-jesus-a-janela-para-contrariar-moda-do-pai-natal-18372341
Continua actual, normalmente, o presépio e a colocação do estandarte só ocorre em Dezembro, hoje é dia 22 de Novembro.
Há um grande denominador comum: comprar, comer, beber e um bocadinho mais.
ResponderEliminarDifícil mesmo é uma reunião familiar: o Zé que leva a Maria, sua actual mulher, a terceira, mais os dois filhos dos casamentos anteriores, a mana Roberta, que vai com o seu actual companheiro e leva com ela a filha do casal e os pimpolhos das anteriores relações dele, mais o mano Pedro, que leva o actual namorado; no ano anterior foi outro.
Com uma troupe destas o melhor mesmo é não fazer festa. Pelo menos evitam as dietas de Janeiro e os sustos no cartão de crédito.
ResponderEliminarQuereria o João Távora que as autarquias decorassem as cidades com presépios e imagens do menino Jesus?
Mas o Estado, em Portugal, é laico! As autarquias não podem fazer tal coisa.
Os particulares podem. O João Távora pode, por exemplo, montar um presépio no seu jardim (se o tiver) à vista de todos. Qualquer pessoa pode, livremente, exprimir publicamente a sua religiosidade.
ResponderEliminar"Talvez eu esteja enganado"... infelizmente não está; tem toda a razão.
Sem (pelo menos) Língua, Cultura/História e Religião comum não há nação ou povo que resista...
Vi hoje um destes estandartes numa rua entre a Praça de Espanha e a Mesquita, nem de propósito.
ResponderEliminarObviamente o problema é muito maior do que o progressivo desaparecimento das referências cristãs no Natal nas nossas paragens.
ResponderEliminarEste fenómeno estendeu-se a todo o Ocidente e a todo o ano.
Quando se vota no comunismo/socialismo/esquerdismo as consequências mais cedo ou mais tarde irão aparecer.
O ataque neo-Marxista continua, quanto tempo até cá chegar? Começará na Gulbenkien? será a Torre do Tombo quando PNS, a Alexandra e a Mortágua estiverem no Governo? o que se passa nas bibliotecas municipais?
ResponderEliminarNottingham University has assigned Geoffrey Chaucer’s “The Canterbury Tales” a content notice for its “expressions of Christian faith.”
(...)
Citing Nottingham University’s statement on the new warnings, Thorne told The Fix, “Even those students who are practicing Christians will find aspects of the late-medieval worldview they will encounter in Chaucer and others alienating and strange.”
https://www.thecollegefix.com/scholars-blast-nottingham-u-for-content-warning-on-the-canterbury-tales-due-to-christian-themes/
E então? Mesmo depois do 25 A, e durante muitos anos, as autarquias, das mais variadas cores, fizeram precisamente isso. E o Estado não deixou de ser laico.
ResponderEliminarSó lhe faltam mesmo as penas ...
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ResponderEliminarPara se perceber o que é jornalismo em Portugal, onde estão as notícias sobre Democracia Totalitária em França?
ResponderEliminarhttps://europeanconservative.com/articles/news/french-tv-channel-fined-for-calling-abortion-the-worlds-leading-cause-of-death/
https://x.com/N_TardyJoubert/status/1859216095506211003
As rãs liberais cozem suavemente, em perfeito silêncio ...
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ResponderEliminarBom post, com boas ideias.
Mas, muito honestamsnte V.Exa é um dos contribuintes para o actual estado da Nação.Os seus posts de pseudo tradicionalismo que ilumina o futuro, não são mais do que contributos da direita pseudo-moderna, da direita liberal dita "desempoierada", que compreende as ânsias do discurso progressista.
A sua prosa, em 99% dos casos, náo é mais do que o praticado pela pior esquerdalha trasvertida "em bons homens de senso", em pretensos "bons homens de família".
Reveja o que diz. Reflicta. Paute a sua actuação pelo que sente ser bom, e não pela moda "bem pensante".
V.Exa. tem ideias e um bom capital acumulado de conhecimento histórico. Aproveite-o na sua melhor forma, tal como fez nste post.
Deixe de querer ser querido e mimoco. Atalhe a realidade, com uma boa explicação.
Obrigado