A propósito do fim da comissão de serviço de Lucília Gago, por estes dias, não foi um nem dois jornalistas que, procurando resumir o seu desempenho à frente do Ministério Público, falaram no parágrafo que provocou a queda do governo de António Costa.
O que provocou a queda do governo de António Costa foi António Costa, não foi nenhum parágrafo escrito por terceiros.
Se dúvidas houvesse na altura, bastaria o percurso posterior de António Costa para demonstrar o que já então me parecia evidente: António Costa tinha perfeita consciência do grau de degradação institucional que o rodeava e estava apenas à procura de um pretexto, qualquer que fosse, para justificar a forma como tencionava tratar da sua vidinha.
Como sempre, António Costa procurava não fechar umas portas para abrir outras, o que ele estava a fazer, como sempre fez, foi ir abrindo portas, sem nunca deixar de ter muitas outras abertas porque o futuro é uma coisa muito incerta.
Até havia vários precedentes na sua carreira, por exemplo, a forma como abandonou o governo de Sócrates, sabendo que a probabilidade de dar asneira era muito grande, que o fez estar nesse governo apenas o tempo necessário para escolher a melhor forma de se distanciar, sem nunca demonstrar que essa era uma preocupação central para ele (o discurso de defesa de Sócrates no último congresso do PS que elegeu Sócrates, com uma votação norte-coreana, já depois de chamada a troica, é notável como demonstração do cinismo que caracteriza António Costa, que sempre esteve fartinho de saber quem era Sócrates e como funcionava).
A carreira de António Costa, na forma como ocorreu, só é possível num ambiente mediático como o que existe em Portugal, com todas as redacções dos jornais dominadas pela esquerda woke, enfronhadas na intriguice que assenta nas fontes anónimas e na leitura de "entrelinhas" feitas por jornalistas que não sabem que cada leitor escolhe as entrelinhas que quiser, não havendo utilidade nenhuma em qualquer jornalista se entreter a explicar ao povo ignaro quais são as entrelinhas de qualquer discurso.
Mithá Ribeiro, ontem, no Observador, escreveu uns parágrafos muito lúcidos e expressivos sobre um dos problemas centrais do jornalismo actual:
"Quantos jornalistas saem noites seguidas ao mar com pescadores? Quantos saem à rua, semanas ou meses seguidos, com polícias em ações de patrulha habituais no bairro difícil? Quantos passam noites e noites com trabalhadores municipais da recolha de resíduos urbanos? Quantos partilham semanas, meses e anos seguidos de convívio quotidiano com uma família ou comunidade cigana? Por aí adiante.
Como pode um jornalista conhecer o país de que fala e emitir juízos de valor sem evidências empíricas sólidas? Como pode uma classe profissional inteira fugir do país real para gravitar em torno da casta governativa?".
Não venham com a história da escassez de meios nas redacções, por favor, a opção de aceitar citar fontes anónimas, quando esse anonimato não protege a vida de ninguém, mas apenas a posição política dessa fonte que assim pode espalhar o que lhe interessa sem assumir a responsabilidade pelo que diz, é uma opção que viola os códigos da profissão e não decorre da falta de meios, decorre de uma opção pela calhandrice em detrimento do jornalismo.
É a esta calhandrice permanente, esta quadrilhice, esta intriga à volta do que alguém diz, a que alguém responde de forma igualmente anónima, que estão rendidas as secções de jornalismo político, que permite a António Costa singrar como o melhor político da sua geração, com base em tretas como a de que o seu governo foi deitado abaixo por um parágrafo, e não pela degradação institucional que sempre caracterizou a actuação política de António Costa, como instrumento para melhor tratar da sua vidinha no meio da confusão.
Não se preocupe, o PM já os está a meter na ordem, opção natural vinda de quem vem, e que pelos vistos tem inumeros apoiantes.
ResponderEliminarSe calhar desta vez o lapis vai ser laranja e não azul.
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ResponderEliminar(cont.) O problema de António Costa é que Portugal já lhe fica curto nas mangas, já não lhe serve. Sentiu que precisa de um número mais "folgado", que lhe traga... outro conforto e o deixe mover-se com mais à vontade...
ResponderEliminarpor José Luis Tavares
ResponderEliminarAqui:
https://observador.pt/opiniao/o-ps-e-dono-da-democracia/
«O partido socialista minou a Democracia portuguesa
ResponderEliminarAtendendo ao numero de deputados, a rejeição ou aceitação, como queira, serve para os dois lados.
ResponderEliminarSe atendermos a que o PS veio de um desgaste de oito anos com os ultimos dois em alta em termos de trapalhadas, o PSD podia e devia arranjar melhor para ocupar o governo.
Só os incautos ainda não perceberam que o Dr Costa tem tanto de escrupuloso como de competente, isto é....nada.
ResponderEliminarEm Portugal a profissão de jornalista é rara. Existem uns escrevinhadores que todos os dias emporcalham a nobre profissão que deveriam exercer e o seu código deontológico, porque não passam de meros propagandistas do poder, em vez do escrutinar. Fazem lembrar aqueles bonecos de ventríloquo ou papagaios do pirata. Quando se descobriu que a informação era um negócio, a verdade deixou de ser importante. Daí a assistirmos a esta decadência moral da classe.
Muitas vezes(demasiadas vezes) a única coisa verdadeira no jornal é a data...
Por isso é que existe este pavor das redes sociais.
ResponderEliminarEstá hoje comprovado que foram os socialistas os responsáveis pelo crescimento exponencial do Chega. Basta ver o que se passa com esse partido, desde que são ignorados pelo governo. O seu declínio é notório e estão em nítida perda. Fazem muito ruído, mas é apenas desespero.
ResponderEliminarRepare-se também na mudança dos socialistas: desprezam o Chega. Simplesmente deixou de lhes ser útil. Para já...
Os jornalistas manipulam de tal forma que uma familiar minha acredita piamente que a Troika veio porque o Passos Coelho a chamou, isto porque o PEC 4, coiso e tal e mais blá blá,
ResponderEliminarNão há volta a dar, o povo come o que lhe poêm à frente.
Exacto. Como diz o ditado : "todos os burros comem palha desde que lha saibam dar com habilidade.
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ResponderEliminarContinuem (PSD) a culpar o PS pelo crescimento do Chega e não façam nada para mudar a mediocridade em que estão metidos e depois não se admirem dos resultados.
ResponderEliminarJá se esqueceram que MRS ameaçou vezes sem conta a dissolução da AR face às trapalhadas do PS nos ultimos dois anos de governo? Sabem porque é que não o fez?
Não havia alternativa no PSD devido a mediocridade que o assolava. Na altura LM estava a prazo até às eleições europeias que mesmo com tudo o que aconteceu, perdeu na mesma.
E o que entretanto aconteceu?
Contra todas as expectativas o governo caiu, MRS aproveitou o motivo para dissolver a AR aliviando responsabilidades no motivo da queda do governo e houve eleições.
A medocridade do PSD rendeu os mesmos votos do PS num parlamento com maioria de direita com 50 deputados do Chega. Com um PSD capaz os deputados do Chega teriam sido ganhos pelo PSD independentemente das situações ocoridas entre PS e Chega.
ResponderEliminarContino a não perceber porque é que as pessoas falam da comunicação social como algo separado da politica..
ResponderEliminarA comunicação social é feita por pessoas, em que maioria foi para fazer politica não para fazer jornalismo. A maior parte dos jornalistas é alinhada com o PS e do Bloco de Esquerda.
A comunicação social não faz fretes á esquerda, comunicação social é a esquerda.
Há muitos no PSDois que ainda não perceberam que esse partido não é muito diferente do PS.
ResponderEliminarQuer explicar em que é que o PSD não é de esquerda ou centro esquerda?
A mediocridade do jornalismo não tem nada que ver com negócio, tem que ver com politica.
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ResponderEliminarBom proveito!
ResponderEliminarTodos os partidos de esquerda têm duas ambições:
ResponderEliminar- Agarrar o poder de forma permanente e de qualquer forma. A democracia é só um contratempo.
- Estatizar a economia.
Tanto especialista, meu Deus!!!!!!!!!!!
ResponderEliminarTanta inteligência desbaratada, neste país!!!!
Será que não conhece os que são alinhados à DIREITA ,não lhe convém, é pois certinho que temos mais um que só vê por um lado
ResponderEliminarDurante muitos anos, acusou-se o PCP de ser uma cassete, que continua a ser.. Afinal, desde há muitos anos, os restantes partidos políticos, a maioria dos militantes e simpatizantes não são mais do que "cassetes". E então os dois últimos são demais. Captam algumas palavras dos seus partidos, de factos que, muitas vezes não são verdade e descarregam, descarregam, descarregam...... .
ResponderEliminarEi companheiro, só essa ideia de subir a Calçada da Glória, entrar no SNI, (Secretariado Nacional da Informação, antiga Sede da Censura para quem não sabe), subir a escada, e ir ao GUICHT do Sr. do LÁPIS, seja de que cor for, com a Notícia, seja ela qual for me assusta e enoja.
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ResponderEliminarCaro Henrique Pereira dos Santos,
Tal como muitos, suponho, fui habituado e educado a ler jornais onde pautava a qualidade e foi da minha cabecinha pensadora que me convenci do slogan votar é não só um direito como um dever.Depois, o palhaço foi com o macaco no comboio ao circo…
Nunca, e não passa duma suposição, houve tanta gente tão feia, tão porca, tão má, tão ignorante, tão cretina, de tanta má-fé nas redações, nas instituições, no parlamento, em todo o lado.
Nomeadamente nas cúpulas, ali andam, duma seriedade contemplativa e desmesuradamente laboriosa, sempre bem montad@s menin@s de coro que se deslocam em túneis e vivem permanentemente em gabinetes bunker para discutir os reais problemas do país e do mundo e das alturas e profundezas do planeta.
É a feira das vaidades da democracia a funcionar em pleno século do ilusionismo esclarecido, com as hostes vigilantes que sustentam cada um e todos os seus apoiantes a berrar a culpa do vizinho.
Dividir para reinar… claramente visto o lume vivo.
Filhos da fruta pode dizer- se, não pode?
Filhos da fruta!
Obrigado.
É com estas ideias todas ( eu sou melhor tu não prestas fulano ´bom ) o povo Zé da Amarleja é que continua na mó de baixo e leva com esta sucata toda, sucata que já à muito tempo que devia ter ido para a reciclagem
ResponderEliminarFalta o kit gay e os wc’s unissexo. Vc faz me lembrar a extrema direita brasileira. Acorde homi. Estamos no século 21.
ResponderEliminarVerdade. É a plutocracia a funcionar. Ninguém tem coragem de sugerir o cancelamento dos advogados em prol de filósofos, professores pois então. Mas para isso, votar, alem de um direito e de um dever tb podia ser um branco mais branco não há. Mas não é. Então, a caravana passa e os cães ladram, ladram mas não mordem. E a democracia avança com a maioria dos ignaros. Platão tinha razão. Mas já ninguém o lê. Agora são os jornais.
ResponderEliminarSeja no seculo XIX, XX ou XXI, nada muda. As únicas novidades são mesmo
ResponderEliminarSem dúvida.
ResponderEliminarA única coisa que não percebo mesmo é o parágrafo assinado pela Procuradora. Se não serviu para a demissão, vamos esperar que a Justiça faça o trabalho e que desse trabalho, resulte algo que prove que o mesmo não foi descabido.
ResponderEliminarMeus amigos tudo se resumo a uma coisa muito simples MAÇONARIA pensamos que temos liberdade de acção mas eles controlam as instituições os partidos os governos os tribunais o ministérios as investigações o jornalismo e todos os media de maneira directa ou indirecta! O Marcelo e nós todos somos fantoches nas mãos dessa gente corrupta e pervertida! Os seus tentáculos estendem se a todas as dimensões do estado de direito que de direito já não tem nada, há muitas formas de máfia e infelizmente já não é preciso ir a Sicília aqui já temos um polvo bem desenvolvido implacável e potente que já ninguém vai conseguir conter e muito menos vencer agora o nosso verdadeiro livre árbitro já era!
ResponderEliminar... A prova da sua influência é o caso é a sua estratégia de cavalo de Tróia com por exemplo de Rui Rio que infiltrado no PSD sempre fez a estratégia do PS e enfraquecer a oposição, se alguém levantar a cabeça é eliminado com o Sá carneiro ou o kenedi, e para já o André Ventura é ainda útil mas quando for incómodo também cai do avião ou leva um balasio.
ResponderEliminarA prova final é que o chefe dos nossos serviços secretos é maçon, ou seja neinguem na capoeira se mexe sem que as raposas saibam!
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ResponderEliminarArranjar melhor ONDE pois se nenhum valem nada são todos uns catanhos
ResponderEliminarCada um é como é mas à alguns pior que outros mas o Eduardo esta na classe do piorio não podre mas creia de lagartas
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