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Sou, com o meu agregado familiar, um utilizador intensivo dos comboios da Linha do Estoril. Quer isto dizer que uma vez mais, na segunda-feira passada a minha vida ficou fortemente condicionada pela enésima greve da CP, uma experiência infernal a que não nos devíamos habituar, sequestrados que estamos todos por meia dúzia de sindicalistas que fazem o que querem desta empresa do Estado. E do socialismo.
Esta manhã quando me dirigia para o Cais do Sodré, qual a minha surpresa, o comboio estanca na Cruz Quebrada, com uma carruagem a deitar fumo como se fosse a carvão. Escusado será dizer que a viagem acabou ali, para frustração e fúria dos pobres passageiros impotentes que tiveram de se desenvencilhar para chegar, sabe Deus como, aos seus destinos. Escusado será dizer que os comboios, muitos deles com mais de sessenta anos, encontram-se num estado deplorável de degradação, dignos dum país de terceiro mundo como o nosso. Escusado será dizer que não se vislumbra o fim das obras nesta linha, que interrompe o percurso de Algés até Cascais e vice-versa todos os dias no período nocturno. Escusado será dizer que deste modo é impossível reduzir os engarrafamentos diários da A5 e Marginal que entopem e poluem a cidade de Lisboa. Escusado será dizer que eu, confrontado com este quadro de terror e frustração, lembro-me sempre de Pedro Nuno Santos e dos seus eufóricos anúncios e promessas de uma ferrovia idílica, “o tempo das autoestradas acabou”, comboios modernos e funcionais, uma paixão platónica como o são sempre as paixões socialistas.
Temos aquilo que merecemos, por cá os chicos-espertos incapazes nunca prestam contas dos seus fracassos.
ResponderEliminarDantes havíamos família, mesmo com adopções. Agora agregam-se-nos familiares Daí os casais… Pares de jarras feitos agregado. Já nem nos damos conta, é o que é. Por isso a noite é período «noturno», muito, muito além até do tempo das «autoestradas»? Queixa-se da ferrovia? Por junto, é o trem brasileiro que «adutamos».
Há-me de desculpar a franqueza!…
Cumpts.
Acha que devia ter usado a designação "Família Nuclear"? Tenho dúvidas, pareceu-me bem o "agregado", termo bastante antigo (testado pelo tempo). Acontece que meu entendimento de "Familia" não se limita àuquela que vive na minha casa. A minha família composta por bastante gente com moradas distintas, a quem o tema do poste não se aplicava...
ResponderEliminarEsteja sempre à vontade neste estabelecimento, caro Bic Laranja
O verdadeiro negócio da companhias ferroviárias é o transporte de mercadorias, não é o transporte de pessoas.
ResponderEliminarO transporte de pessoas nem sequer deve dar lucro, mantendo-se porque as empresas são públicas ou são subsidiadas.
É aí que está a grande paixão dos socialistas, gastar, gastar, gastar e criar condições para nova bancarrota.
"Temos aquilo que merecemos, por cá os chicos-espertos incapazes nunca prestam contas dos seus fracassos."
ResponderEliminarNão prestam contas nem lhes são pedidas.
este autor do comentário, calado era um poeta.
ResponderEliminarPara além da incompetência de todos os (ir)respponsáveis das empresas públicas envolvidas, convinha avaliar o peso dos "lobies" dos transportadores rodoviários. E mais não digo.
ResponderEliminarNão sei se se lembram mas o Passos Coelho ia privatizar os comboios (os tais que só devem dar prejuizo) acabando dessa forma com a força dos sindicatos do PCP.
ResponderEliminarFoi para impedir isso que o PCP alinhou na Geringonça.
nunca antes, mas agora ao ler o post desejo saudinha da boa aos sindicalistas, e um comboio presidencial para o autor do post...já experimentou o museu ferroviario ?
ResponderEliminarNão é de hoje. E a linha de Cascais era de longe a que melhor funcionava. Chega a todos.
ResponderEliminarQuando determinado sindicalismo deixar de ser remunerado pelo lorpas habituais (contribuintes) e passar a ser pago pelos verdadeiros interessados o 'entusiasmo' refreará.
ResponderEliminarO Cavaco foi quem mais quilómetros de ferrovia destruiu.
ResponderEliminarsindicalizados 15% dos trabalhadores.
ResponderEliminarInvestir na ferrovia é uma asneira de todo o tamanho. Bem andou o sapateiro Nuno de S. João da Madeira em dizer que sim, que ia investir, mas nada fez. Com esse seu avisado comportamento, safou-nos de virem para aqui aqueles muçulmanos franciús, que só sabem criar ninhadas de filhos como os coelhos, enxamear de chulisse a Segurança Social europeia, matar à bomda gente que se farta e a fo#er os comboios pelos quais o Nuno sapateiro tanto se bateu. Depois, admiram-se de haver Órbans, Trumps e quejandos.
ResponderEliminarQuando ouço um socialista falar em paixão por algo...meto logo a mão na carteira.
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ResponderEliminarO Cavaco foi-se embora
E o tempo p'ra mim parou
O futuro foi com ele
Para mim não mais voltou
As horas p'ra mim são dias
As horas p'ra mim são dias
Os dias p'ra mim são anos
Recordação é saudade
Recordação é saudade
Saudade são desenganos
Ó tempo volta p'ra trás
Traz-me tudo o que eu perdi
Tem pena e dá-me a vida
A vida que eu já vivi
Ó tempo volta p'ra trás
Mata as minhas esperanças vãs
Vê que até o próprio sol v
Volta todas as manhãs
Porque será que o passado
E o amor, são tão iguais
Porque será que o amor
Quando vai, não volta mais
Mas para mim, o Cavaco
Mas para mim, o Cavaco
É o eco do meu Passos
Eu tenho a saudade à espera
Eu tenho a saudade à espera
Que ele volte, que ele volte
Sem dúvida.
ResponderEliminarDepois do Cavaco foi sempre a construir.
ResponderEliminarSócrates e Costa primeiro levaram nosso país à falência e como não estavam satisfeitos o segundo desperdicou as ajudas do PDR 2030, PRR, PDR 2030 !! Nem encomendaram comboios novos para substituir as chatarras com 60 anos da CP. Pior impossível Pedro Santos lol
ResponderEliminarSócrates & Costa = Falência, sabiam ?
ResponderEliminarhttps://www.publico.pt/2024/07/28/economia/noticia/oito-anos-ferrovia-2020-nao-chegou-meio-percurso-2098306
ResponderEliminarA culpa é do Cavaco