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Sou confrontado com este print dum poste da Rita Matias do Chega na rede X e confesso que me surpreende, até pensei que era montagem. Cheguei a supor que a deputada se distinguia por algum excepcional (no sentido de excepção) bom senso e moderação naquele partido, qualidades essenciais para a discussão de um assunto tão complexo e delicado quanto o fenómeno da imigração massiva para a Europa, mas enganei-me. Exigir-se-ia alguma elevação e honestidade intelectual a alguém que se queira destacar dentro da comunidade a liderar os seus destinos, e não ser um vulgar incontinente verbal a alimentar as redes sociais com disparates – um perigo para as ambições de políticos incautos. Ou então, o objectivo de Rita Matias não é a promoção de soluções para os grandes desafios dos portugueses, mas apenas criar estardalhaço e acicatar as hostes nas suas trincheiras a apedrejarem-se mutuamente – coisa pouco cristã.
Mas vamos aos factos: o genial Kylian Mbappé, nasceu em França em 1998, mais concretamente em Paris, filho de um camaronês cristão e de uma argelina. Para a extrema-direita francesa a Argélia é França. Até Éric Zeemour, expoente máximo da direita nativista francesa é retornado da Argélia, um autêntico “Pied-noir”. Insinuar que o Mbappé não é francês, ou é ignorância ou má-fé da deputada do Chega. É assim como dizer que o Eusébio ou o Matateu não são portugueses, ou que Tito Paris ou Nelson Évora não sejam bem-vindos em Portugal.
De resto, por falar em generalizações e clichés, a França só se tornou numa potência do futebol (desporto que os “nativos” sempre desdenharam) com a imigração, onde se incluíam os portugueses. Quer-me parecer que os franceses idealizados sempre foram mais apreciadores de bons queijos, bons vinhos e motins violentos, tendo-se políticamente destacado mais a cortar cabeças que pela devoção cristã, qualidade esta última que suspeito Rita Matias valoriza. O mundo é mesmo complicado...
No último campeonato com o mesmo treinador de hoje, muitos interrogaram se a selecção era Francesa ou Africana. Pois, dos onze jogadores 9 eram negros.
ResponderEliminarBom , convenhamos que o futebolista não se encaixa na "Douce France" de Trenet...
ResponderEliminarE, a propósito de "encaixes", lá desenterraram o Léon Blum e reeditaram "Le Front Populaire" ( com a guerra Israel Hamas a dividir as comadres...).
Temos assegurados telejornais interessantíssimos...
Juromenha
O dr. Éric Zemmour é Judeu, não é um Francês étnico; o mesmo se aplica ao dr. Kylian Mbappé que é Africano, não é um Francês étnico assim como os seus Pais.
ResponderEliminarO Sr.º Eusébio, Sr.º Matateu, e o Sr.º Tito Paris, são Portugueses - embora de origem Africana - mas efectivamente são Portugueses pois nasceram nas antigas Províncias Ultramarinas que era território Português, sendo essa a diferença em relação aos Pais do dr. Kylian Mbappé e dele próprio.
O Partido Chega é uma fraude e os Portugueses já começam a abrir os olhos.
O papá LePen enterrou-se há uns anos com graçolas sobre a Bleu que depois viria a ganhar o título mundial. A lePen jr é mais esperta que isso.
ResponderEliminarFyi, ficou o Pichardo mais depressa lusitano que o Nelson Évora.
O post de Rita Matias carateriza-se, antes do mais, por não dizer nada de concreto (nem de abstrato). Cada um vê nesse post aquilo que quer, e ela pode sempre argumentar, com justiça, que não escreveu nada do que o leitor tenha visto. Em suma, Rita Matias é uma pessoa habilidosa.
ResponderEliminarA nossa não beneficiou muito da entrada do imigrante.
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ResponderEliminarNão beneficiou por enquanto, porque só recentemente começámos a receber muitos imigrantes.
Daqui a uns vinte a quarenta anos é que se verá o efeito sobre a seleção portuguesa.
ResponderEliminarDeixai a senhora falar à vontade, em nome da liberdade de expressão.
Parafraseando alguém, todos nós temos direito a beber mau vinho, a dizer disparates, a usar unhas sujas.
Cabe-nos usar o nosso tempo o melhor possível, não amplificando o ruído. Se assim fizermos, de certeza que em breve ela ficará a falar sozinha.
Boas leituras!
Evidentemente referia-me ao imigrante careca altamente qualificado
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