Esta frase, com variações, tem sido usada abundantemente para descrever a operação militar israelita que ontem libertou quatro reféns e que terá implicado a morte de 200 pessoas (enfim, não vou discutir este número, não há quaquer maneira de o verificar).
E, no entanto, a frase certa deveria ser "o Hamas não evitou um massacre".
Num território governado por um grupo terrorista que não faz eleições e elimina liminar e fisicamente os seus críticos palestinianos, estão dezenas de reféns.
Não estão em prisões, não estão em instalações militares, não estão em campos de detenção, estão espalhados por esse território, em casas de gente, guardados por fortes dispositivos militares, muitas vezes em cidades a que o grupo terrorista, e a ONU, chama campos de refugiados (note-se, refugiados palestinianos dentro de territórios governados por palestinianos, como se Portugal tivesse, desde a guerra das laranjas, um campo de refugiados portugueses fugidos de Olivença).
Israel sabe que há reféns em determinadas condições e decide libertá-los, ao contrário do Hamas que poderia libertá-los e decide mantê-los, fortemente protegidos e dissimulados no meio da população do chamado campo de refugiados.
Pode discutir-se se se deve levar a cabo uma operação de resgate que ponha em causa a vida de pessoas que não têm qualquer relação com a detenção dos reféns, mas o facto é que aquela é uma zona de guerra de que a população foi convidada a sair, quem lá está, está sabendo dos riscos que corre.
É impossível saber dos duzentos mortos (enfim, os números...) quantos seriam os que estavam envolvidos na detenção, guarda e disfarce dos reféns, mas parece-me evidente que se alguém poderia evitar estas mortes, esse alguém seria o Hamas.
A mim parece-me útil não perder de vista o Norte da bússola para evitar confundir a propaganda de um grupo terrorista com informação.
há na Net informações sobre Hamas e seus poderosos apoios entre os Sunitas e Xiitas
ResponderEliminarFelizmente temos blogs isentos para nos informar. Números, factos e afins. Não vá o jornalismo doutrinar o povo burro.
ResponderEliminarIsrael-Hamas, pessoalmente não uso cachecol de qualquer um dos clubes, vale tanto como um fcp-slb.
Claro que os burraldos, queers e outros, que apoiam o Palestine/Hamas teriam vida difícil fossem para lá fazer activismo, mas isso não implica que o outro lado é que está certo.
Agora, a questão do "boicote" a Israel. É tudo muito bonito, mas há gente que não tem noção na influência de Israel no mercado financeiro, económico e científico, directa e indirectamente. Se calhar ficavam de consciência limpa, mas com vidinha bem mais difícil. E claro, se vamos boicotar Israel por fazer maldades, porquê parar por aí? China, Arábia Saudita (qualquer paísmuçulmano, aliás), Índia (nem indo aos EUA) são constantes atropeladores dos direitos humanos, vamos pô-los de lado.
Uma das maiores conquistas do mundo digital é as pessoas pensarem que têm acesso a toda a informação, seja o assunto política, futebol ou sociedade. Como diz o careca dos penhores, nada como um pouco de informação para fazer de alguém um ignorante.
ResponderEliminarAinda há muita coisa a acontecer "behind closed doors".
ResponderEliminarAjuizar exige pelo menos ouvir ambas as partes, bem assim como investigar testemunhos de ambas as partes.
Claro que os idiotas úteis actuam com filosofias específicas. Entretanto o príncipe verde, filho mais velho do líder do Hamas, testemunha sobre esse grupo político/religioso e sobre as populações na Faixa de Gaza. Sendo geograficamente Palestina esta faixa é politicamente autónoma. Afinal eleições, votações, mesmo que democráticas não são fenómenos lineares.
https://www.foxnews.com/world/hamas-green-prince-shocked-by-college-campus-anti-israel-protests-they-dont-understand
Não há nada como um bom genocídio. Certo?
ResponderEliminarNo caso, deve ser o genocídio mais incompetente da história: ao fim de mais de 50 anos de política de genocídio, os refugiados palestinianos passaram de 600 mil para cinco milhões
ResponderEliminarHá bons, maus e assim-assim.
ResponderEliminarO Genghis Khan é um herói na terra dele, e reconhecido como um dos grandes líderes da História mundial.
Tudo na vida depende de que lado do pau estamos.
O unico genocídio é dos Judeus feito pelos Palestinianos, nenhum vive no território controlado pelo Hamas ou Fatah. Já milhares de Árabes vivem em Israel. Alguns em cargos importantes.
ResponderEliminarAs informações sobre as mortes vêm do Hamas, ou seja não há prova.
ResponderEliminarMas a mais desonesta profissão aqui já não usa o famoso "alegado"
ResponderEliminar"é que aquela é uma zona de guerra de que a população foi convidada a sair, quem lá está, está sabendo dos riscos que corre."
Aqui discordamos. Sim, a população foi convidada a sair. Mas como você bem escreve, sair para onde se o Hamas os mantêm reféns ?
Convidada a sair...
ResponderEliminarOntem fui a um casamento interessante. A noiva filha de um árabe e uma portuguesa, o noivo, com dupla nacionalidade portuguesa e alemã, judeu praticante. Ambos viveram algum tempo em Inglaterra e havia convidados de proveniência variada. A cerimónia, judaica pois a noiva converteu-se, foi celebrada em três línguas, português, inglês e hebraico, tal como o impresso distribuído que descrevia e explicava os vários momentos da cerimónia. O pai da noiva, como eu e a quase totalidade dos homens presentes, usámos o "kippah".
ResponderEliminarBem mais de uma centena de homens de "kippah" e tudo sem qualquer medida de segurança que eu notasse ( e estava atento).
Sabia, por conhecimento pessoal que na classe social e geográfica do pai da noiva, não seria possível encontrar um único indivíduo que gostasse dos Estados Unidos e muito menos de Israel. Mas o casamento , não só não foi contrariado como foi bem aceite.
Em primeiro lugar, pela personalidade do noivo, simpático, gentil, bem disposto que conquistou completamente os irmãos e pais da noiva. Depois uma destrinça que me fizeram notar (arrisquei perguntar porque, confesso, estava intrigado). Odiar os israelitas, não implicava odiar os judeus de todo o mundo.
Mas a ausência de necessidade de segurança, isso é virtude de Portugal. Só que por enquanto, receio bem.