
Dizem as más-línguas que a memória nas experiências audiófilas é como a dos peixes, sendo por isso que regra geral se aceita como boa qualquer coluna de som no formato duma lata de Coca-cola, e as novas gerações pouco se importam com o suporte em que ouvem música, desde logo pelo telemóvel, tendo a indústria da "alta-fidelidade" chegado aos dias de hoje como objecto de interesse dum restrito número de extravagantes ou novos-ricos. Porque me identifico com os primeiros (e tenho pena de não ser dos segundos), foi com um sorriso rasgado que me deparei na Porta da Loja com estas memórias, de alguém que acredita que o prazer e o requinte também se alcança pela forma como ouvimos.
O autor do portadaloja tem bom gosto.
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ResponderEliminartendo a indústria da "alta-fidelidade" chegado aos dias de hoje como objecto de interesse dum restrito número de extravagantes
Eu não percebo nada do assunto, mas questiono o seguinte. Parece que cada vez são vendidos mais discos em vinil. Ora, discos em vinil só podem (creio eu!) ser tocados num gira-discos. E quem tem um gira-discos, o qual fornece uma reprodução do som mais perfeita do que um reprodutor de CDs, terá usualmente ligada a esse gira-discos uma instalação de alta-fidelidade. Portanto, eu diria que as instalações de alta-fidelidade estarão atualmente a voltar a estar em moda.
O digital é melhor por ser mais estável e duradouro, mas o analógico reproduz melhor o som. Logo, se alguém compra um disco em vinil, é para ter um melhor som, e essa pessoa então terá também, com toda a probabilidade, uma instalação de alta-fidelidade.
Temo que o uso excessivo de "headphones" ou outro tipo de auriculares prejudique de forma precoce a capacidade auditiva o que, em certa medida, também prejudica a capacidade de uma "escuta" de qualidade.
ResponderEliminarComentarios plenos de parvoice e parolada como de costume exactamente como o parolo socialista camuflado da porta da loja que só sabe falar da merda do prec e bajula o MP, sim o tal que compra gira discos e amplificadores de 5000 aereos para ouvir o jean ferrat,Amalia e ze afonso e merdas semelhante que nem é música,sim criatura de bom gosto como diz um parolo aqui...inde lá todos rezar a missa na sibéria porque vocês inda são piores que a esquerdalha.ai ai...podridão e parolismo eterno na terreola.
ResponderEliminarBasilio xuxalhão vira casacas das hortas de sintra
Obrigado. Como costumo vir aqui ler principalmente o que o Henrique Pereira dos Santos escreve ( e também aproveito ao Domingo para ler as "Leituras" do dia do Senhor, transcritas pelo autor do postal) reparei no comentário.
ResponderEliminarBom gosto é coisa subjectiva mas sobre HiFi é mais uma compulsão auditiva, neste caso agradável e julgo que não prejudicial à saúde. Pelo menos à mental não será, antes pelo contrário.
Como costumo ler a americana Stereophile ( até a assino digitalmente e compro em papel para guardar) aqui há uns tempos numa crónica um dos seus redactores contava a história de ter entregue para reparação a um especialista, um gira-discos ( Rega Research Planar 3) este disse-lhe que o arranjava para ficar a soar como nunca o ouvira se lhe respondesse a uma pergunta ( do género que a Esfinge fez a Édipo). E a pergunta era: "porque é que não consegues deixar de ser um audiófilo?"
As sucessivas respostas não satisfaziam aquele esfíngico especialista até que por fim, o edipo feito cliente respondeu acertadamente: "porque o audio domina o meu espírito ( my soul)". Ora aí está: sou tal e qual esse cripto-édipo porque o som, o áudio, a música agradável ao ouvido, domina o meu espírito em permanência, como se fosse uma adição, uma droga de que necessito para me sentir bem.
É por isso que busco o graal da perfeição sonora, o qual julgo já ter atingido fugazmente em certas ocasiões. O curioso é que não depende só das aparelhagens e da sua qualidade, mas também do estado de espírito do momento e das circunstâncias que o rodeiam.
Uma das vezes que experimentei tal sensação de nirvana sonoro foi numa discoteca e loja de electrodomésticos, no Porto, ao cimo da 31 de Janeiro, julgo que a Melodia ou assim. Já fechou e vendia nessa altura aparelhagens Nikko. Entrei um dia nos anos oitenta e tocava algo num desses amplificadores ligados a colunas B&W da série 800, das primeiras. Fiquei de tal modo deslumbrado que o som que hoje procuro é apenas em memória dos tempos em que tal ouvi ( para referir uma canção de Milton Nascimento, Saudade dos Aviões em que fala da Coca-Cola).
Pronto. A história do gira discos e da pergunta está aqui contada:
https://portadaloja.blogspot.com/2018/03/o-som-roubado.html
Percebe pouco, balio. Aproveite a minha dica e visite este site: https://www.joselopesmarques.com/
ResponderEliminarViva José
ResponderEliminarHoje em dia uso um gira-discos RP 6 moderno e um pré + amp Quod 405 dos anos 80 e um leitor de CDs Arcam. As colunas são neste momento o meu ponto mais fraco, são umas Tannoy Revolution, que mesmo assim são competentes. Dava pano para mangas esta nossa conversa. Tenho estas minhas manias reunidas aqui: http://analogico.blogs.sapo.pt/
Valia a pena comparar o som reproduzido com isto:
ResponderEliminarGira-discos Thorens 160S, com braço Pierre Lurné e cabeça Shure VIII+ amplificador integrado Sugden A21 Signature+colunas Dali Oberon3 complementadas com subwoofer REL.
CD´s gravo-os no computador e reproduzo através de um dac externo ( iFi Neo) ligado ao amplificador.
Vou visitar com mais tempo o sítio do analógico.
A diferença sonora entre uma coluna lata de coca-cola e umas B&W 800 é tudo menos subjectiva. No entanto, o bom sistema é o que nos dá prazer. Troquei o meu em 2021, e o anterior serviu-me durante duas décadas. Continuaria a servir, mas a tecnologia actual permite-me ter todos os meus ficheiros audio sem compressão à distância dum menu, sem ter de me levantar e trocar o disco cada vez que quero ouvir outra faixa doutro artista. Ganhou a preguiça. Quanto ao vinilo, quem tem paciência que o ature.
ResponderEliminarVale a pena ver
ResponderEliminarKen Fritz - One Man’s Dream no YouTube
Poderia chamar-se excesso, mas no fundo ninguém escolhe a paixão. E depois de ver, a própria noção de excesso deixa de fazer sentido relativamente a sistemas de dezenas de milhares de euros.
De notar que tudo começa com a sala de audição, e a sala é onde a grande maioria comete o maior erro, que é sobredimensionar o sistema. Não vendi ainda o meu sistema antigo porque sou amigo do potencial comprador, e logo que vi onde o ia colocar disse-lhe que ali ia soar mesmo mal.