segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Afinal, o que correu mal?

(...) A verdade é que não foi necessário muito tempo para que aquelas desconfianças se mostrassem justificadas: de facto, os últimos meses de 2021 revelaram que a vacina não impede o contágio, limitando os seus efeitos reais à proteção da pessoa vacinada (esta última parte ainda não foi posta em causa). E com isto, toda a campanha do governo português, que ergueu orgulhosamente a bandeira do país com a percentagem mais elevada de população vacinada do mundo, esboroou-se. Ao contrário do que foi assegurado, uma taxa de vacinação que deveria ser mais do que suficiente para assegurar a imunidade de grupo revelou-se uma farsa, e a vacina que se limita a garantir uma proteção individual tem de ser reforçada a cada 6 meses. Vencer o quê? Salvar como? Libertar quem?


Afinal, o que correu mal?


Se os efeitos da vacina foram mal avaliados cientificamente, a reflexão terá de ser levada a cabo por parte dos cientistas, que devem assumir os seus erros. Se as autoridades políticas tinham conhecimento de que os efeitos não eram os divulgados e enganaram propositadamente as suas populações, terão de responder politicamente. Certo é que a tão defendida vacinação foi incapaz de produzir os efeitos desejados de eliminação do vírus, mesmo nos países em que praticamente toda a população elegível se encontra vacinada, como é o caso do nosso.


Mas as reações não têm sido no sentido de um processo de autorreflexão sobre o que correu mal e como proceder com esta nova informação. Pelo contrário, muitos governos parecem simplesmente ter decidido abandonar os valores do respeito pela autonomia individual, teimando numa lógica de controlo sanitário autoritário. (...) 


A ler na integra Patrícia Fernandes no artigo "A nostalgia das sociedades fechadas

11 comentários:


  1. Afinal, o que correu mal?


    O que corre mal é, simplesmente, que estamos perante um vírus novo, que não sabemos como reagirá às vacinas que inventámos. Tivemos esperança de que essas vacinas o pudessem eliminar, mas essa esperança não foi confirmada pela realidade.
    A realidade é o que é, e não o que gostaríamos e esperaríamos que ela fosse. Temos que aceitar a existência de doenças epidémicas e da morte por elas provocada. Esta é mais uma doença epidémica, entre outras que já existem (por exemplo, a tuberculose).

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  2. Temos de reconhecer que nem tudo correu mal. O Cabrita já se demitiu.
    Portanto em termos de previsões está tudo a correr bem, só temos é de ter fé e de pedir ao divino que nos livre das outras pragas todas

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  3. Sem dúvida. Já foi bom ter uma vacine que limita a doença grave. Mas tendo em conta as limitações da vacina, qual é o razão  para exigir o certificado de vacinação? Qual é o razão para quererem vacinar as crianças? 
    Toda esta história está muito mal explicada.

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  4. qual é a razão  para exigir o certificado de vacinação?


    A razão é simplesmente pressionar as pessoas para que elas se vacinem. Tenta-se endurecer, ou dificultar, ou tornar menos agradável a vida aos não vacinados, por forma a pressionar para que eles se vacinem.


    Eu acho que faz sentido e é legítimo. Sendo que epidemias podem facilmente sobrecarregar os serviços hospitalares, faz sentido e é legítimo exigir que as pessoas se vacinem, para que, caso contraiam o vírus, não fiquem muito mal.


    Qual é a razão para quererem vacinar as crianças?


    Aí acho que não há nenhuma razão válida. Sendo que a quase totalidade das crianças não desenvolve doença, não é correto querer que elas sejam vacinadas. As pessoas devem vacinar-se para se protegerem a si mesmas, não para protegerem os outros.

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  5. nem tudo correu mal. O Cabrita já se demitiu


    Exatamente. E soube-se a velocidade a que o carro seguia, e levantou-se uma acusação contra quem matou. Tudo isto em seis meses, que, enfim, não é excessivo. Por comparação, note-se que no caso da morte de Sara Carreira ainda nenhuma acusação foi deduzida, apesar de a morte ter ocorrido há mais tempo.


    Infelizmente, a história dos assassínios rodoviários em Portugal mostra que os juízes, demasiadas vezes, se apiedam dos criminosos e lhes dão penas ridiculamente baixas.

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  6. Faz sentido e é legítimo exigir que as pessoas se vacinem? Para no caso de contraírem o vírus, não fiquem muito mal?
    A sério?
    Ó balio e os direitos humanos não contam?
    Não fará também sentido e não será legítimo exigir que as pessoas não comam tanto para não engordarem?
    Não fará também sentido e não será legitimo exigir que as pessoas não se manifestem para não provocar desacatos?
    Ó balio, não somos já crescidinhos para decidir o que é melhor para nós? Ou agora também vai ser preciso um certificado para provar que somos adultos?

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  7. Balio, acha mesmo que 2% a 3% da população elegível que não está vacinada tem potencial para sobrecarregar o que quer que seja? Ou bem que a vacina limita a transmissão e aí pode defender-se a exclusão dos não vacinados de diversos espaços. Ou se não limita significativamente a transmissão não há nenhuma razão para exigir o certificado. 

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  8. não somos já crescidinhos para decidir o que é melhor para nós?


    Em Portugal parece que sim. Mas noutros países uma percentagem substancial da população é muito infantil e acredita que as vacinas (contra diversas doenças) não servem para nada ou, de facto, que são nocivas. Nesses países há muitíssimas pessoas que nem contra o sarampo estão vacinadas.
    (Nos Estados Unidos conheci pessoalmente uma rapariga que, com 20 anos de idade, estava a ter sarampo. Nunca fôra vacinada...)
    Não, infelizmente há muita gente que não é crescidinha para decidir o que é melhor para si.
    Se o problema fosse somente delas, não faria mal. Mas se o problema se repercute nos outros, faz.

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  9. Ou bem que a vacina limita a transmissão


    Eu acredito que limita, embora que eu saiba isso não esteja demonstrado.


    Não impede a contração e a transmissão do vírus, mas diminui-as.

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  10. O certificado de vacinação é apenas um atestado de bom comportamento, à semelhança do sistema de créditos aplicado na China. Medo. 

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  11. Eu também apanhei varicela e tinha trinta anos. A médica recusou-se a dar baixa por telefone, enervei-me, fui ao centro de saúde, assim que entrei no centro, saiu toda a gente e foi um instante enquanto fui atendido. E então, qual foi o problema?
    Você dantes quando estava constipado também andava de máscara? E também andava a pressionar os outros para tomar a vacina?
    Ó balio, e que raio de vírus é este que para saber se está infectado tem de fazer um teste?
    Não entre em histeria, se você andou na escola, sabe como funciona o corpo humano e sabe como funciona o sistema imunitário. Não somos máquinas, o nosso corpo funciona de forma dinâmica, não é estática. 
    E já viu o crime que vão fazer aos miúdos?
    O corpo humano só atinge o desenvolvimento completo aos 25 anos. Imagine agora um produto qualquer a interferir num sistema imunitário em desenvolvimento.
    Vamos ver daqui a uns tempos o resultado dos pseudo especialistas. 

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