Já cá mora a primeira dose da vacina. Uma máquina de vacinar está montada aqui no pavilhão de S. Domingos de Rana - antes assim. Éramos centenas avançando disciplinadamente em várias filas, da mesma faixa etária, com paragens em diferentes salas, sempre com publicidade estática de grandes dimensões à Câmara Municipal de Cascais, até acabar na sala de recobro com 100 cadeiras viradas para um ecrã onde o Carlos Carreiras paternal nos discursa coisas ininteligíveis intercalado com imagens de acções camarárias contra a pandemia, como a "fumigação" de passeios públicos - que como se sabe é o maior dos embustes no dito "combate" mas resulta em imagens sensacionais. Dou isso de barato, eu quero é que se vire esta página e que me deixem viver a minha vida em paz.
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ResponderEliminarA mim ontem, e por coincidência à minha mulher no mesmo dia, telefonaram a pedir o agendamento da vacinação. A minha mulher adiou para julho. Eu disse que não desejava ser vacinado.
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ResponderEliminarNoutras circunstâncias, não alimentadas a pânico e forjadas no medo da morte, talvez o mais poderoso instrumento de manipulação de massas, quem aceitasse volutariamente e de bom grado ser inoculado com um produto experimental de que a maioria das pessoas não precisa seria classificado como doido.
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ResponderEliminarisso mesmo , a vacina é uma treta : não sabem quanto tempo imuniza , continua-se a contagiar ( nada , mas enfim) , continua-se a ser contagiado ...e como li agora no Obsrv , até se morre ( a noticia é demais , uma idosa vacinada , diz o jornal , morreu com covid e uma infecção bacteriana ,morreu de ambos -:) -morreu , claro , com uma infecção hospitalar , como a maior parte dos doentes com comorbilidades que foram parar ao hospital, e da incurável velhice )
nunca pensei viver um episódio de histeria colectiva , nem acreditava que isso existisse , é péssimo.
ResponderEliminarMarina, em assuntos de carácter científico procuro não ser movido por paixões de qualquer tipo. Por isso faço pesquisa bibliográfica e leio artigos científicos, não prescindindo de fazer sempre uma análise crítica.
Neste contexto desapaixonado não se pode afirmar que as vacinas não confiram um efeito protector, que não é absoluto, tal como acontece noutros casos e com outro tipo de medicamentos. São vários os artigos científicos (não patrocinados pela indústria farmacêutica, ao contrário dos ensaios clínicos) que o demonstram ao nível dos anti-corpos e das células T, envolvendo estas - e isto é importante - memória imunológica, tal como acontece com as células B responsáveis pela produção de anti-corpos específicos (na net encontra bons textos sobre o assunto).
O que é de facto uma treta é a associação que vai sendo feita - a coberto de que interesses? - entre a diminuição das concentrações de anti-corpos e a necessidade de vacinas de reforço, ou vacinação anual, omitindo-se o decaimento natural dos anti-corpos na ausência de exposição ao agente e a memória imunológica conservada nas células T e B, na qual toda a vacinação se fundamenta. O ridículo do facto é tão enorme que, se tivéssemos sempre anti-corpos específicos contra todos os agentes infecciosos a que somos expostos ao longo da vida, chegar-se-ia a um ponto em que o nosso sangue seria sólido.
Ainda a propósito e para ficar com uma ideia de horizontes temporais de imunidade, cruzada neste caso, refira-se algo relatado no artigo científico "SARS-CoV-2-specific T cell immunity in cases of COVID-19 and SARS, and uninfected controls", já mencionado no comentário original: ao fim de 17 anos, pessoas que recuperaram da infecção pelo SARS em 2003 apresentavam ainda células T (CD4+) reactivas à proteína N do SARS-Cov-2. Infelizmente, tanto quanto é do meu conhecimento, apenas a vacina chinesa é baseada em vírus SARS-Cov-2 completos inactivados, ficando todas as outras restringidas à inoculação, ou produção pelas nossas células, da proteína S (o espigão) do vírus. E esta é, para mim, talvez a maior treta, de que quase ninguém fala, apenas cientificamente justificada pelas maiores concentrações de anti-corpos obtidas contra a proteína S, algo de duração muito limitada como já referi.
Um outro aspecto completamente escamoteado diz respeito à eficácia das vacinas, a redução de risco relativa, e à redução de risco absoluta, cujos valores rondam 1%. E isto significa que a redução de risco de contrair a doença entre vacinados e não vacinados é de apenas 1% (recomendo a leitura do artigo "Outcome Reporting Bias in COVID-19 mRNA Vaccine Clinical Trials", https://doi.org/10.3390/medicina57030199 , onde está tudo bem explicado).
A finalizar, não posso deixar de referir o desconhecimento de efeitos de longo prazo, nomeadamente no que diz respeito a fenómenos de interferência viral e de interferência com a vacina da gripe, e tabém os efeitos de reprogramação do sistema imunitário induzidos (vd. "The BNT162b2 mRNA vaccine against SARS-CoV-2 reprograms both adaptive and innate immune responses"), a que apenas o futuro pode dar resposta sendo esse o motivo pelo qual as vacinas apenas foram autorizadas condicionalmente para uso de emergência e não aprovadas.
ResponderEliminarPS - Histeria e não só... Se tiver oportunidade não perca estas leituras:
"Covid-19: politicisation, “corruption,” and suppression of science"
https://www.bmj.com/content/371/bmj.m4425
"Reconstruction of a Mass Hysteria - The Swine Flu Panic of 2009"
https://www.spiegel.de/international/world/reconstruction-of-a-mass-hysteria-the-swine-flu-panic-of-2009-a-682613.html
Muito Obrigada pelas informações , Elvimonte.
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