quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Triste sina a nossa…    

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É impressão minha ou no meio da comoção com a pandemia, o governo perdeu definitivamente qualquer coerência discursiva? Depois do "milagre português" na guerra contra o Covid-19 se ter transformado no pesadelo dos portugueses; ao mesmo tempo que se prenunciam atrasos na distribuição das vacinas na Europa começamos a perceber que a oligarquia que nos pastoreia já cuidou de garantir prioridade de vacinação aos apaniguados do costume, os que lhes garantem o poder absoluto sobre o Estado, sejam deputados, autarcas, juízes, magistrados ou funcionários públicos de diferentes organismos, uma casta de mil eleitos nesta primeira fase. Podemos esperar sentados pela nossa vez a assistir ao despudorado tráfico, ou aguardar sem surpresa que as vacinas apareçam no mercado negro. Entretanto, António Costa, de quem todos ansiavam por mais uma entrevista ou intervenção televisiva foi ontem convidado para o programa de debate "Circulatura do Quadrado", onde garantiu aos seus velhos amigalhaços que o ministro da Educação nunca disse que era proibido o ensino online e prevenido as escolas privadas que “não espreitem a excepção, que não tentem fazer diferente" e que “Esta é uma interrupção lectiva para todos”, tudo fantasias da nossa cabeça. A falta de vergonha nas aldrabices que proclama é reveladora da impunidade que o Primeiro Ministro goza por estes dias tão estranhos de confinamento mental.


Enquanto isto, para minha grande consternação, o país assiste atónito ao processo de autofagia do CDS enredado num processo de assalto ao poder, que desconfio, se não se procurarem tréguas e consensos, a facção que ganhar apenas conquistará um monte de escombros e cadáveres. Triste sina a nossa...    

5 comentários:


  1. uma casta de mil eleitos nesta primeira fase


    Deixando de parte a pouca-vergonha que isto efetivamente constitui, há que reconhecer que mil é um número relativamente pequeno, quando se tem em conta que Portugal até agora já vacinou completamente (com duas doses) 75 mil pessoas e ainda tem vacinas para muitíssimas mais.

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  2. Subscrevo o seu texto. E senti um enorme incómodo. Tudo já é um prenúncio do colapso total da moral e da decência. João Távora, estamos em presença de algo de novo e muito perigoso. 
    Triunfará o mundo deles, com a sua absoluta ausência de ética? O que há a esperar destes novos "senhores"?  

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  3. Todas as respostas dele evidenciam graves problemas de caráter. Não há uma a que responda direta ou claramente. Utiliza um discurso treinado durante anos em que faz de conta que responde nos primeiros segundos (quando ouvir ele a dizer "vamos lá ver" no início da frase pode ter a certeza que vai aldrabar ou fugir à questão) e depois desvia-se para a ladainha que traz preparada, saltitando manhosamente de assunto em assunto para distrair. Muitas vezes inventa ele próprio as perguntas que terceiros lhe poderiam colocar para logo a seguir começar a responder-lhes para se livrar das originais e queima tempo a dizer frase secas cheias de banalidades de conversa de taberna. Isto para não falar na boçalidade daquela frase que ele encaixou a martelo no meio de outra em que se referiu aos outros convidados como não podendo estar a par das coisas porque estavam habitualmente muito ocupados. O Marcelo mastiga, o povo come e quem ainda tem algum discernimento fica embasbacado com o espetáculo e o medo patente que todos têm de o enfrentar. E por que há tanto medo de confrontar a figura? Ele é perigoso?

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  4.  Este governo é um manancial de "ocorrências" e os embustes sucedem-se em catadupa. Impõe-se perguntar por onde andam os partidos que tradicionalmente faziam oposição, desmascarava  as moscambilhas e denunciavam as trapaças e os desmandos do governo?
     Andam a dormir... e depois não se queixem que alguém pegue nessas bandeiras e lhes passe a perna.
    A propósito das endróminas do Dr. Costa ontem... ´só posso mostrar indignação e o meu espanto com a atitude dos envolvidos directamente no ensino. como diz A.Homem Cisto:





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  5. Até o Polígrafo classificou as afirmações do Costa: Pimenta na Língua - "É o grau máximo de falsidade. Esta classificação só é atribuída quando a informação avaliada é escandalosamente falsa ou é uma sátira, publicada num espaço satírico."
    https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/costa-garante-que-o-ministro-da-educacao-nao-disse-que-era-proibido-o-ensino-online-dos-privados-confirma-se (https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/costa-garante-que-o-ministro-da-educacao-nao-disse-que-era-proibido-o-ensino-online-dos-privados-confirma-se) 

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