(...) É cada vez mais difícil preencher decentemente os cargos políticos, do topo à base, ou de prover os altos cargos públicos administrativos. Salários demagógicos, funções desprestigiadas, responsabilidades sem recursos, escrutínio devasso, lapidação certa — sem proveito, nem honra, nem glória. O regime não definha por falta de quem queira alçar-se às suas desconsideradas magistraturas: definha pela deserção dos que efetivamente lhes fazem falta. Os que deviam ser representantes preferem ser representados.
Joseph de Maistre, reacionário bilioso e inspirado, refocilava de gozo com o sistema representativo. Dizia que era este uma maravilha de espantar: incapaz de mobilizar os mais aptos para servir, o sistema bastava-se com a promessa de que todos os franceses poderiam ser representantes e não apenas representados, em suaves ciclos de 60 mil anos.
Estamos a dar razão ao grande advogado do antigo regime: o sistema renova-se, mas renova-se para baixo, nunca para cima.
Sérgio Sousa Pinto no Expresso
Hoje, sábado, pelas 15h, ouvi a repetição do "Governo Sombra" de ontem.
ResponderEliminarTinha como convidado Sérgio Sousa Pinto e no programa fez-se uma espécie de balanço do ano. Valeu muito a pena.
Tive assim ocasião de apreciar mais uma das suas intervenções.
E foi uma notável prestação a deste homem que se guia por valores _ e não por calculismos obscuros _ que tem a coragem de estar em "contramão", livre de submissões. Admiro este homem destemido e íntegro que obedece unicamente à sua consciência, qualidade tão rara hoje. Na vida política são poucos os homens assim, intactos e inteiros, que procuram estar do lado Certo e Justo.
Houvesse muitos assim na vida política e seríamos um país muito diferente.
Considerado uma espécie de carta fora do baralho, uma voz incómoda e crítica da sua área política, fica-se esclarecido sobre o estado actual do PS.
LS
A degradação crescente e sistemática das personalidades que sucessivamente vão surgindo no mando por cá, é fruto da aflitiva degradação da Escola Oficial, a todos os níveis, desde 25 de Abril de 1974.
ResponderEliminarA Sociedade portuguesa, em geral, menospreza ou ignora o crime que se está a cometer no ensino:
- Qualidade dos programas.
- Qualidade dos professores.
- Tempo dedicado à leccionação.
- Ideologias antipatrióticas.
- Maus exemplos.
- Indisciplina e desrespeito pelos valores maiores duma Sociedade sã.
Só podemos esperar o pior.
Maus programas e maus professores só produzirão maus alunos que no futuro, alguns virão a ser professores, numa degradação exponencial.
O agricultor quando faz um alfobre escolhe dele sempre as melhores plantas para as suas plantações e dispensa as raquíticas. A Escola devia ser um grande alfobre de Homens e Mulheres e não de gente raquítica, como acontece agora.
ResponderEliminarIsto é a gozar...Portugal é dos países onde o funcionalismo publico tem mais vantagens sobre o privado.