sábado, 7 de novembro de 2020

O diagnóstico

(...) O problema, parece-me, é que boa parte dos jornalistas e comentadores não quer observar a realidade; as pessoas deste meio falam e escrevem para outras pessoas do meio num circuito fechado e de esquerda. Ora, esta falta de honestidade intelectual era um problema em si mesmo, mas agora também é a causa de dois fogos políticos bastante graves. Primeiro, esta bolha elitista coloca em causa a autoridade dos media, porque é claro que as redações não conseguem ou não querem ver a realidade e, nesse sentido, deixam de ser a ponte entre o público e a tal realidade. Segundo, este jornalismo tão encostado à esquerda é ironicamente a maior arma da ascensão da extrema-direita, porque cria os ângulos cegos aproveitados por Trump e Le Pen. (...)


Henrique Raposo - Aqui no Expresso

4 comentários:


  1. Não é fácil compreender as eleições nos EUA, vistas na óptica eleitoral portuguesa.

    Em Portugal a riqueza nacional, basicamente a relação entre as exportações/importações, é consistentemente negativa.

    Pelo que os governos -e consequentemente o País- têm vivido endividados com os empréstimos (e alguns subsíduos a fundo perdido com o fim manter empregos e riqueza fora de portas) que vêm da União Europeia (e do FMI).

    Essa "riqueza nacional" chega poryanto lá de fora. É gerida e fica sobretudo em Lisboa, indiscutívelmente: Alimenta toda a esquerda eleitoral, vencedora, socialista. Sendo que é de essa recebida do exterior "riqueza nacional" que tem sobrevivido o endividado Estado, os partidos no poder, o País. 

    Nos EUA não é nada assim. Como esta eleições demonstram também as populações das cidades recentemente inebriadas pelas vatagens do socialismo (as prometidas, as conhecidas promessas eleitorias) votam Partido Democrata/Biden. 

    Nos EUA fora das cidades é que se cria a "riqueza nacional" em inúmeras indústrias, agro-pecuárias, extração de hidro-carbonetos .. tudo que se vende por bom valor, criando riqueza nacional. Ora os agentes de essa riqueza nacional são privados. E esses privados, bem assim como quem vive de esse sistema, uma cultura não socialista, não vai entregar facilmente este seu modo de vida ao partido democrata recém-transformado em socialismo.
    Biden, e sobretudo Kamala, se vencerem arriscam-se a ficar a falar para as paredes. Como já foi reconhecido por uma senadora democrata "em 2022 desaparecemos do mapa".

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  2. Ou se é honesto, ou não se é. Não há meio termo, não há meio-honestos.
    O jornalismo militante deu provas de desonestidade intelectual.
    As sondagens idem.
    Tudo parecia montado para a vitória de Biden.

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  3. Pois, mas não se compreende a comparação dos eleitorados de Trump e Le Pen. O programa da Le Pen é tão estatista que agrada a qualquer PC; o do Trump não tem nada a ver.

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  4. O Donald Trump vai ser substituído por quem ? A CS portuguesa tem de malhar em alguem. Será no Bolsonaro? No André Ventura?
    Já sei! Vamos gramar agora com o presidente das Philipinas Rodrigo Duterte.

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