quinta-feira, 8 de outubro de 2020

O contexto

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Toda a gente que tenha nascido antes do ano 2000 sabe que o “contexto” de um governo (chamado) de direita, quase sempre na sequência duma falência, degrada-se em menos tempo que o da legislatura, chega ao fim nas lonas - não há medida que não resulte em escândalo no ruidoso coro da maioria sociológica de esquerda que domina regime por dentro e por fora, a comunicação social, as corporações e sindicatos, as grandoladas e demais activismos, cujas agendas se sustentam dum país pobre e subjugado. A direita no poder passa a ser fascista, não há contemplações, é intruso a enxotar.


Já o “contexto” de um governo "progressista", com a conivência dessa maioria sociológica dominante, é genericamente manso e acrítico – pobres mas conformados. Isso permite aos socialistas a consolidação do controlo do Estado com que se confundem, minar qualquer réstia de escrutínio e entrave à sua captura, tornando a democracia mera letra morta. Isto tudo por um prato de lentilhas ou bacalhau a pataco. Temos aquilo que merecemos, e no topo, como uma cereja, essa coisa inútil do presidente da república.

10 comentários:

  1. «isto é o fim do mundo em cuecas»

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  2. Neste blog _ honra lhe seja! _ tem-se debatido, discutido e examinado o estado do Estado e o da Nação. São imensos os comentadores que têm dado o seu contributo sobre a qualidade desta democracia completamente prevertida.
    Pensamos muito no assunto e estamos muitíssimo preocupados com o rumo do país. Mas a verdade é que, de alguma forma, todos nos sentimos impotentes para travar. com urgência, este processo de decadência do país.
    Sempre fui, sou e continuarei a ser uma pessoa moderada, aprecio a liberdade, o pluralismo, o equilíbrio da Democracia. Mas... como disse Paulo Tunhas há tempos, "há cidadãos pacatos que provavelmente se vão atirar aos braços deste partido" por causa do estado deplorável a que levaram este  país. Nunca admitiria incluir-me nesse número de cidadãos, mas hoje, confesso que é uma probabilidade que não está posta de lado.
    Será um voto de protesto, para que a "esquerda" e o seu "contexto" mais a sua entourage entendam de uma vez que é um gesto que significa o meu arremesso de umas valentes pedradas e bengaladas. Se este É o partido por eles mais odiado, só tem um deputado!!! Pois a minha vingança será oferecer-lhes mais meia dúzia deles no "hemiciclo"!!! 

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  3. Também já deve ter reparado que neste blog se cultiva um elevado nível estético. 

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  4. (...refiro-me ao Chega! evidentemente). 
    Se todo o Estado foi tomado de assalto por este governo que nos calhou, desde as Instituições a quaisquer cargos, então temos de tirar uma conclusão: tudo está sob controlo e completamente blindado. Não há, portanto, qualquer possibilidade de fazer ruir este edifício laboriosamente planeado e montado. 
    Confesso que sinto uma certa aversão e até repulsa  por estes escândalos sucessivos e por esta gente desonesta, corrupta e com... muitos etc. etc. etc.(não vale a pena perder tempo a adjectivar e a classificar estas criaturas abomináveis). E como se isso não nos bastasse, temos ainda o rotundo falhanço dos partidos de direita moderada  e de centro, todos em frangalhos. Estamos dentro da tempestade perfeita. É um país falhado, onde muita gente não se revê e não tem quem a represente partidariamente. Sei/sabemos que nos tempos mais próximos ninguém consegue apear do poder e da governação esta "frente de esquerda". Mas sei deles também outra coisa: abominam   o   Chega!   Então, no que depender de mim, terei imenso gosto em provocá-los (e desgostá-los tanto como eles a mim) dando o meu modesto contributo para mais alguns deputados desse partido e com isso  retribuir-lhes, na mesma moeda, toda a perturbação que eles nos têm causado. Ficamos quites! Não se vislumbra, de momento, nenhuma outra forma de protesto. Não existe maneira, pois as restrições da pandemia não o permitiriam... Levam com o Chega! Simples e elementar. Será um enorme prazer sujeitar suas excelências, os donos do regime,  a esse tamanho "incómodo".

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  5. Nenhum governo eleito com maioria de direita será permitido governar pelo jornalismo que temos. Nem concorrer a eleições. Basta existir um candidato que "protestos" -palavra propaganda que os jornalistas criaram para significar violência com que concordam- começam logo.
    E a culpa é em parte da direita que deixou as ruas para esquerda.

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  6. O que fica é a importância da violência política de baixo grau para o deslizar do nosso sistema político para eleições e democracia de fachada onde um governo de direita tem de governar à esquerda para ter "paz mediática".


    O resultado óbvio é que esta violência de esquerda suportada pelo jornalismo e que dá resultados como se constata terá sempre resposta a prazo.

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  7. Totalmente de acordo sobre o elevado nível estético deste blog. 
    Se bem atingi a sua advertência, presumo que tenham ferido a sua sensibilidade "os arremessos" (de pedradas e bengaladas)? "Touché", meu caro Sr., mas tome isso, unicamente,  como um excesso de linguagem  _ uma força de expressão e nada mais _ de alguém indignado com o actual "contexto" que referiu e tenha em consideração que se deveu apenas a uma imensa vontade de devolver (metaforicamente!) as "grandoladas". Corrijo, então, e fico-me apenas pelas "bengaladas", se mo permite, para não deslustrar a qualidade deste blog. :-)  e dos textos do João Távora que muito aprecio.


    P.S. Sem querer abusar da sua benevolência, gostaria de acrescentar que o sentido estético é muito subjectivo como sabe melhor que ninguém o Sr. , pois depende de muitos factores, da Época, da perspectiva, do ângulo de observação. É apenas uma simples opinião, mas veja se concorda:  dado o aviltamento da Democracia, a raiar a grosseria moral, não acha que _ só a título de exemplo _ a linguagem "vicentina" seria uma opção estética possível, porque mais ajustada para descrever os tempos que correm? Embora não aprecie muito o "estilo", creio que não ficaria nada comprometido o seu elevado nível estético, uma vez que essa linguagem (vernácula, por vezes abusando dos plebeísmos) espelharia bem a realidade actual e se adequaria melhor ao baixo nível do "contexto" em que vivemos...   Uma espécie de "belo horrível" talvez.
    Os melhores cumprimentos
    LS

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  8. Jornalistas e Comunicação, defensores de Governo de esquerda??!! Como , se nem me permitem ter o facebook aberto, livre, a mim que sou um cidadão com pagamentos em dia ao Estado e pessoa trabalhadora, católica e apostólica neste rectângulo abençoado?!

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  9. A minha observação sobre estética tem unicamente a ver com a sua referencia ao Chega - coisa muito desagradável aos meus olhos e ouvidos. Quanto ao mais, acho qua a bengalada como metáfora enquadra-se perfeitamente nos meus limites estéticos. 

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  10. Coincidimos, João Távora. Tenciono, precisamente por isso, sujeitá-los a essa "coisa muito desagradável" obrigando-os a terem de a olhar de frente com "os olhos e ouvidos" essa "coisa" de que eles são responsáveis, posto que ajudaram a criá-la. Não duvide que a chegada desse partido não é senão um epifenómeno, uma consequência da nova realidade que a geringonça fez desencadear. Agradeçamos isso ao ACosta... que  perverteu as regras democráticas,  juntando-se a partidos radicais. Joguemos, pois, o novo jogo do regime, com as novas regras por eles estabelecidas. 
    E tenhamos esperança no regresso breve de uma Democracia saudável e limpa que nos tire do atoleiro onde nos meteram.

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