Tenho ideia de ter ouvido que o Chega já rejeitou qualquer hipótese de aliança com os “partidos do sistema”. Mas se eu mandasse no CDS dos Açores, convocava os partidos da direita com uma proposta concreta de coligação para apear a esquerda do poder que por lá já anda há demasiado tempo. É a governar que se faz a diferença, não é a arrotar postas de pescada. De resto, acho que a melhor maneira de lidar com os radicalismos é convidá-los para um banho de realidade - de certo modo foi o que aconteceu ao PCP e ao Bloco nos últimos anos.
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ResponderEliminarO João Távora está a sonhar com a direita.
Não há direita. Há cinco partidos.
O CDS, o PSD e o PPM são uma direita clássica, que talvez possam fazer uma coligação entre si - embora nos Açores, onde há poucos tachos, e pouco fundos, para distribuir pelo pessoal de três partidos, isso seja difícil. Mas a IL e o Chega são partidos novos, antissistema, e ainda por cima bastante diferentes, aliás opostos, entre si. Será muito difícil a direita clássica trazer qualquer deles para uma coligação. Ainda muito mais difícil será trazê-los a ambos simultâneamente.
E não devem desperdiçar esta oportunidade de mostrarem o que valem realmente quando no poder.
ResponderEliminarNem mais.
ResponderEliminarNão há direita nem esquerda, há partidos mais liberais nos costumes [o Bloco e o PS; charros, matar bebés (abortos) matar velhos (eutanásia) confundir casais com pares etc.] outros mais liberais na economia [CDS/PP, PSD, IL, Chega].
"É a governar que se faz a diferença", é isto, nada a acrescentar.