Por que razão dois alunos naturais de Famalicão, ambos com média de 5 valores, foram obrigados a retroceder dois anos escolares? Por causa do pai, no uso do seu direito de objecção de consciência, não ter autorizado os seus filhos a frequentarem as aulas de "Cidadania e Desenvolvimento" (o que quer que isso seja!).
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João Távora, as pessoas ainda não se apercebem ou não estão a tomar consciência dos tempos perigosos que estamos a viver. Chegou o tempo de tocar a rebate.
ResponderEliminarOs filhos não são do Estado. (Aconteceu na URSS e na Revolução cultural na China).
in Bakunin
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ResponderEliminarPergunto-me muitas vezes se as pessoas estão a entrar na fase de abdicar da sua Liberdade e de a exercer plenamente, lutando por ela até às últimas consequências, com todas as armas, como o faz este Pai e Encarregado de Educação?
ResponderEliminarAgora é a 1ª fase: doutrinação dos nossos filhos. Seguidamente, ensiná-los a espiar e denunciar os próprios pais?
ResponderEliminarImagine-se se fosse um menino de esquerda que tivesse entrado para o superior a martelo sem ter terminado os precedentes estudos.
ResponderEliminarMas com acontecimentos tão importante, prementes , de uma urgência comunicacional monopolizadora como o vieira , a ferreira e o repugnante mendicante, querem que o rebanho se interesse por coisas secundárias, comezinhas até, como a liberdade de educarmos os filhos de acordo com os nossos princípios e valores?
ResponderEliminarE , pior ainda, que apoiássemos quem teve a coragem e a dignidade de o fazer ?
Quanto às folhas-de-couve e esgotos televisivos - quinze milhões, "ring a bell"?...
JSP
ResponderEliminarFácil! Vão ao sítio https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/area-de-governo/educacao/secretarios-de-estado?i=adjuntoedaeducacao
e enviem um contacto ao salafrário! Atenção para escolherem este "secretário"!
ResponderEliminarOs meninos de esquerda não correm esse risco porque os papás dos
meninos de esquerda _ que são os actuais donos cá do sítio _ são quem defende, promove, planeia e implementa os "tais" estudos nas escolas.
E esses "precedentes estudos" são tão essenciais... mas tão essenciais, que nem quero imaginar a lacuna que será não se ter martelado toda essa ideologia, antes da entrada "para o superior".
(Nem sei como por lá se aguentaram gerações e gerações com esse tremendo handicap).
Sabe que é permitido, no nosso sistema de ensino, que haja alunos que têm transitado de ano, mesmo tendo chumbado SEMPRE, ano após ano, até nas disciplinas nucleares de Português e de Matemática? Não lhe faz impressão que; mesmo assim, possam entrar nas Universidades sem estes precedentes estudos? Parece-me que isto sim, é que é "entrar a martelo".
ResponderEliminarAh! Já me esquecia: as faltas também não contam para "chumbo" até ao 9º ano!
ResponderEliminarA decisão de chumbar os alunos parece excessiva, mas é evidente que o Estado tem neste caso razão. Um pai não pode exercer uma qualquer "objeção de consciência" em relação à educação dos filhos. As crianças têm o direito de ser educadas e, se os pais objetam, não se lhes pode dar o direito de interferir nesse direito dos filhos.
Ainda está bem vivo na minha memória que a minha avó paterna, uma pessoa extremamente inteligente, teve que sair da escola após a segunda classe por opção dos pais. Não desejo que tais tempos e repitam em Portugal.
Eu, enquanto mãe, sigo as matérias escolares dos meus filhos. Particularmente as disciplinas de cidadania e de história. Acaba por ser útil eles falarem dos assuntos todos desde que os pais saibam e possam desconstruir a narrativa em casa. Mas dito isto, acho que a disciplinas de cidadania nos moldes em que está estruturada moldes não deveria ser obrigatória.
ResponderEliminarLavoura,
ResponderEliminar1. O caso da senhora sua avó (a não ser que o queira explicar melhor é irrelevante nesta discussão
2. Os pais podem e devem interferir na educação dos filhos.
3. Os pais servem para educar a escola/o Estado para instruir, isto deveria ser claro para todos.
4. Deixemos de lado a ideologia, em vez de cidadania vamos supor que estamos a falar de educação visual (como vimos na entrevista o Estado dispensava aqueles miúdos de frequentarem educação visual) o Estado não tem razão, o Estado tentou comprar uma guerra da qual vai sair derrotado e o secretário de estado demitido (vai pedir a demissão por motivos pessoais)
5. "As crianças têm o direito a ser educadas" até aqui estamos de acordo. A diferença é que o senhor acha que os filhos devem ser arrancados dos pais atenienses e educados em Esparta. Eu não acredito nisso, como disse antes, os pais devem educar, a escola deve instruir.
LL, ai podem, podem. E certas profissões também têm essa prerrogativa, o direito de objecção de consciência, como é o caso dos médicos, por exemplo. Veja também o caso de algumas minorias étnicas: os pais exercem o poder parental _ e sem que ninguém os impeça_ retirando as filhas da escola para se casarem aos 13 anos (uma infracção face às leis vigentes, para além do abandono escolar). Neste caso, invocam a tradição, e as especificidades culturais. Honestamente, alguma vez viu o ME tomar medidas de força, vergando estes pais?
ResponderEliminarDeve perguntar-se porque o está a fazer agora. Os filhos não são pertença do Estado. Este tem o dever de assegurar a instrução, mas não pode imiscuir-se na esfera da educação que é da competência dos pais/ família/ e daqueles que eles, pais, entenderem.
Contudo, os pais que concordem com a disciplina de CD têm o direito de a escolher, e o mesmo deve acontecer àqueles que dela discordam_ o direito a excluí-la, se assim o entenderem, não delegando na escola certos temas que entendem dever ser abordados em casa, na esfera privada.
Acabava-se com esta polémica se as aulas fossem facultativas.
Há países, todos conhecemos, que ajustam os curriculos escolares de forma a não chocarem com as diferentes culturas, crenças e posturas dos diferentes alunos. Até no que diz respeito às ementas escolares são oferecidas várias opções. Ninguém é perseguido por ser e pensar diferente.
Assim, este país não vai lá...
ResponderEliminarOs pais servem para educar a escola/o Estado para instruir, isto deveria ser claro para todos.
Não é nada claro.
Uma criança (ou jovem) é educada por tudo e todos. Todas as interações sociais que a criança tem são educativas (ou deseducativas, na opinião de alguns). As interações na escola, com os pais, com os avós (os quais frequentemente educam ao contrário dos pais), com os amigos, etc.
O Estado serve para instruir mas também para educar, em particular para transmitir às crianças os valores da comunidade - valores esses que as pessoas de direita tanto gostam de invocar, com apreço, quando se trata de dizer que não gostam dos imigrantes nem dos muçulmanos. Valores como os direitos humanos, a laicidade do Estado, a igualdade de direitos de mulheres e homens, etc.
Há alguns pais que, felizmente, contribuem para educar as crianças nesses valores. Outros, porém, não educam, e outros ainda, deseducam. Por isso a intervenção educativa do Estado é essencial.
No dia em que a "objeção de consciência" fôr permitida nestes campos, lá teremos os pais, sei lá, muçulmanos ou hindus a declarar a sua objeção de consciência a que o Estado eduque os seus filhos nesses valores.
Espero que a objeção de consciência se estenda a geografia (terra plana), a biologia e astronomia (criação biblica) e português (acordo ortográfico).
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