quinta-feira, 2 de abril de 2020

Estado de sítio (15)

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Coronavírus hoje em Portugal – 9.034 casos, 209 vítimas mortais


Fiquei muito impressionado ontem à noite quando num zapping entre os noticiários, depois duma notícia com Jair Bolsonaro (devidamente depreciado pela jornalista) nos seus modos grosseiros a relativizar os efeitos do coronavírus na saúde das pessoas, me deparo com uma outra vinda da India, onde também foi decretado o estado de emergência e o confinamento. A reportagem documentava a brutalidade da polícia armada de chibatas a expulsar os miseráveis feirantes num mercado, e milhares de trabalhadores sazonais subitamente sem emprego a retornarem aos seus locais de origem; uns aos magotes a tentarem entrar nos comboios e outros ainda mais pobres, a palmilharem esse caminho a pé com uma trouxa às costas. Com este murro no estômago fiquei a perceber melhor o discurso absurdo do presidente brasileiro: em certos países com muita pobreza, em que grande parte da população vive de expedientes diários para se alimentar, por causa do confinamento a fome e a miséria prenunciam-se dantescas. 

Cá por casa a vida confinada continua, e esta manhã cruzei-me na sala com a minha filha que assistia no seu computador portátil a uma aula de direito das sucessões, vestida com pijama e pantufas nos pés. Não me pareceu apropriado.

9 comentários:

  1. De facto, onde é que já se viu, uma mulher em casa de pantufas nos pés! Que horror! as pantufas só se usam no quarto de dormir! No resto da casa usa-se sempre sapatos de sair à rua!

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  2. Eu tenho dado aulas universitárias por computador, e não faço ideia se os estudantes que a elas assistem estão de pijama ou de fato e gravata, nem isso me interessa - eu não os vejo a eles, nem eles se vêem uns aos outros, somente eu, o professor, estou visível.
    A única coisa que se pede ao estudante é que não faça ruído com o microfone ligado. Afora isso, pode estar onde quiser e vestido como quiser, que isso em nada incomodará a aula.

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  3. Hoje em dia já volta a ser muito atrevimento uma senhora apresentar-se na sala sem luvas.

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  4. Acha então que o importante do Post é as pantufas da filha do João Távora?
    J. R. Soares

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  5. Se não era importante, por que raio o escreveu o J. Távora?
    Se ele escreveu, é porque o considerou importante!

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  6. Ironia!, Não entender ironia é prova de fraco QI!

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  7. Traduzir uma piada é coisa que ninguém faz por piedade com o burrinho.

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  8. Foi uma tentativa (pelos vistos frustrada) de fazer ironia, Luís. Experimente conjugar os dois parágrafos. 

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  9. como anda tudo mascarado, ninguém sabe quem é, come tudo da mesma panela...
    é uma pandemia desgraçada.

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