O pó sobre a cabeça faz-nos ter os pés assentes na terra: recorda-nos que viemos da terra e, à terra, voltaremos; isto é, somos débeis, frágeis, mortais. Somos um bocado de pó no universo. Mas somos o pó amado por Deus. Amorosamente o Senhor recolheu nas suas mãos o nosso pó e, nele, insuflou o seu sopro de vida. Por isso somos um pó precioso, destinado a viver para sempre. Somos a terra sobre a qual Deus estendeu o seu céu, o pó que contém os seus sonhos. Somos a esperança de Deus, o seu tesouro, a sua glória. A cinza, que recebemos na testa, abala os pensamentos que temos na cabeça e obriga-nos a reconsiderar as nossas prioridades. Se vivo só para arrecadar algum dinheiro e divertir-me, procurar um certo prestígio, fazer carreira, então estou a viver de pó. Se julgo má a vida, só porque não sou tido suficientemente em consideração, ou não recebo dos outros o que acho merecer, estou ainda com o olhar no pó. Não estamos no mundo para isso. Valemos muito mais, vivemos para muito mais: para realizar o sonho de Deus, para amar.
Da homilia do papa Francisco na quarta-feira de cinzas de 2020.
Parecem ter sido escritas pelo Cardeal Tolentino.
ResponderEliminarSábias palavras.
ResponderEliminarPéra lá...
Francisco, Papa, será por opção dele ao escolher o Nome quando eleito. Não é Jorge, Papa. Nem Chico.
O dito Cardeal será sempre "de Mendonça"... e não o Tino da Madeira.
ao
ResponderEliminarPretexto para uma curiosa questão:
Qual será mais importante/valioso: nome ou apelido? Nom ou prénom?
E será que podemos verdadeiramente escolher o nosso nome? Ou há que reconhecer que um nome é sempre um dado? Chamo-me ou sou chamado?
E o sr. Tino de Rãs? Nunca se vê por aí, referência a este senhor. Apesar de ser simples é pessoa de carácter.
ResponderEliminarHá sempre injustiças...