segunda-feira, 7 de outubro de 2019

A minha douta análise aos resultados eleitorais


  • IL – Descontado as questões de costumes, a este triste país, um comprimidozito de liberalismo só pode fazer bem.

  • Livre - Agora com a Joacine em S. Bento o parlamento vai ter de mudar o regulamento de tempo para número de palavras proferidas.

  • Chega – Não acho perigoso um deputado de extrema-direita num parlamento com várias dezenas do outro extremo. Ventura quererá desafiar o CDS.

  • CDS – Os trabalhos de hércules necessários para a sua recuperação, dispensariam a guerra civil que se prepara. Como caiu no chão qual papel amarrotado, agora qualquer tontinho acha que lhe pode pegar.

  • Bloco de Esquerda – Em bicos de pés para obter outro protagonismo no suporte à nova geringonça. Ou muito me engano ou vai querer lugares no governo.

  • PCP – Um partido em consistente processo de extinção. Não tenho pena nenhuma.

  • PSD – Vai ser precisa muita pancada para tirar Rui Rio do frasco - se fosse uma bolha era mais fácil. A federação das direitas terá que esperar por melhores dias.

  • PS – António Costa vai precisar de muito equilibrismo e habilidade para suster uma geringonça. O diabo estará aí.

  • Abstenção - se em parte é da responsabilidade dos partidos que não reformam o sistema, por outro lado é sinal da proverbial irresponsabilidade dos portugueses.

4 comentários:


  1. O segundo mandato de Sócrates durou dois anos e pum!, rebentou.
    Será que A.Costa consegue bater o record do ex-amigo?.

    Como esta União está, duvída-se.

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  2. Relativamente ao último ponto, o povo abdica da pouca liberdade que usufrui pela irresponsabilidade. A opção natural será sempre não votar ou votar em partidos de esquerda.

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  3. O segundo mandato de Guterres também durou dois anos. E o governo de Soares em 1983, idem.

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  4. O liberalismo sem questões de costumes não é liberalismo.
    Aquilo que alguns falsos liberais em Portugal defendem, e a que chamam "liberalismo económico", não é liberalismo, porque não tem por objetivo central dar liberdade às pessoas. É apenas oportunismo - defender algumas ideias que nos favorecem pessoalmente, não defender uma teoria política geral.
    Há que distinguir bem entre defender uma teoria política geral - por exemplo, ser monárquico, porque se acha que um rei é bom para o país - e defender algo apenas porque nos beneficia pessoalmente - por exemplo, ser monárquico porque se herdou um título de conde ou duque.
    As questões de costumes são essenciais no liberalismo, porque decorrem diretamente da ideia-base dessa teoria política - a de que todos os homens são iguais e que têm o direito de usufruir da sua liberdade e de a utilizar plenamente para desenvolverem ao máximo as suas aptidões e vocações.
    Liberalismo somente económico não é liberalismo, é oportunismo.

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