sábado, 6 de julho de 2019

É esta a questão de fundo

Há, por outro lado, a ofensiva de uma nova esquerda que reinventa, atomizados e extremados, os valores de 68, no hiperindividualismo de tábua rasa que quer fazer do homem um novo “bom selvagem” laboratorial, sem raízes, sem família, sem pátria, sem Deus, livre até de determinantes biológicas, que quer impor como optativas. Hiperindividualista e por isso também hiperglobalista, alienado da sua dimensão moral de origem, obcecado pela “tolerância” e contaminado pela correcção política, o liberalismo tradicional deixou de representar os valores metapolíticos em que deve basear-se uma sociedade livre e justa.


 


Jaime Nogueira Pinto, hoje no Expresso.

1 comentário:

  1. Agora chamam ao neoliberalismo, Esquerda? É verdade que nos idos 60-70 do século passado os anarco-capitalistas andavam de mão dada com os da Escola de Chicago.


    Julgava que era a Direita neo-liberal que gosta(va) de fazer a apologia da Competição virtuosa darwinista (o progresso pela eliminação dos menos aptos; a destruição criativa), do Individualismo (contra o Estado), que cantava provirem as virtudes públicas dos vicios privados...a tal Direita que pede, ainda, menos Estado, menos Regulação, após os escândalos financeiros actuais e de 2008 (vejam-se os EUA, com a Enron e os cooking books, por exemplo). Parece que é a Direita que ainda acredita irrazoavelmente em Rosseau.

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