domingo, 28 de julho de 2019

Domingo

Leitura do Livro do Génesis 



Naqueles dias, disse o Senhor: «O clamor contra Sodoma e Gomorra é tão forte, o seu pecado é tão grave que Eu vou descer para verificar se o clamor que chegou até Mim corresponde inteiramente às suas obras. Se sim ou não, hei-de sabê-lo». Os homens que tinham vindo à residência de Abraão dirigiram-se então para Sodoma, enquanto o Senhor continuava junto de Abraão. Este aproximou-se e disse: «Irás destruir o justo com o pecador? Talvez haja cinquenta justos na cidade. Matá-los-ás a todos? Não perdoarás a essa cidade, por causa dos cinquenta justos que nela residem? Longe de Ti fazer tal coisa: dar a morte ao justo e ao pecador, de modo que o justo e o pecador tenham a mesma sorte! Longe de Ti! O juiz de toda a terra não fará justiça?». O Senhor respondeu-lhe: «Se encontrar em Sodoma cinquenta justos, perdoarei a toda a cidade por causa deles». Abraão insistiu: «Atrevo-me a falar ao meu Senhor, eu que não passo de pó e cinza: talvez para cinquenta justos faltem cinco. Por causa de cinco, destruirás toda a cidade?». O Senhor respondeu: «Não a destruirei se lá encontrar quarenta e cinco justos». Abraão insistiu mais uma vez: «Talvez não se encontrem nela mais de quarenta». O Senhor respondeu: «Não a destruirei em atenção a esses quarenta». Abraão disse ainda: «Se o meu Senhor não levar a mal, falarei mais uma vez: talvez haja lá trinta justos». O Senhor respondeu: «Não farei a destruição, se lá encontrar esses trinta». Abraão insistiu novamente: «Atrevo-me ainda a falar ao meu Senhor: talvez não se encontrem lá mais de vinte justos». O Senhor respondeu: «Não destruirei a cidade em atenção a esses vinte». Abraão prosseguiu: «Se o meu Senhor não levar a mal, falarei ainda esta vez: talvez lá não se encontrem senão dez». O Senhor respondeu: «Em atenção a esses dez, não destruirei a cidade». 



Palavra do Senhor. 

5 comentários:

  1. Que querido é este Senhor. Em compensação, não hesitou em lançar sobre o Egito sete pragas, que no total terão matado um número não despiciendo de justos egípcios, só para poder tirar de lá o seu povo mais amado. Isto, fora outras barbaridades genocidas que vêem detalhadamente descritas na Bíblia.

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  2. RECONTAR A HISTÓRIA DO MUNDO
    "Uma vez ouvi o sociólogo Zygmunt Bauman refletir sobre a história da humanidade a partir do pronome «nós». Quando o termo foi inicialmente utilizado, não incluiria mais de 150 pessoas, na época em que os homens eram caçadores e recoletores. Aos poucos, esse número foi aumentando, aplicando-se  sucessivamente à tribo, à aldeia, à cidade, ao estado ou aos impérios. Mas em todas essas etapas o uso do pronome «nós» tinha um elemento em comum: formulava-se em contraposição aos «outros», num regime de inclusão versus exclusão. E isto construiu a história do modo que conhecemos.
        Hoje, porém, vive-se um novo lumiar. Num mundo cosmopolita e globalizado, o «outro» tradicional deixou de existir, porque descobrimo-nos todos dependentes uns dos outros. O grande problema qual é? Na opinião de Bauman, é vivermos numa época inédita, mas insistirmos em utilizar as velhas antinomias de sempre.
         Por isso, segundo ele, faríamos bem em escutar os três conselhos que repetidamente, por palavras e gestos, tem dado o Papa Francisco: 1) Antes de tudo, a necessidade de instaurarmos uma cultura de diálogo, para assim reconstruirmos o tecido da sociedade; 2) Depois, fazermos valer a equidade na distribuição dos frutos da terra e do trabalho, deixando para trás esta economia líquida; 3) Por fim, compreendermos que temos de confiar mais na educação, nos processos longos que requerem de nós planificação, paciência e coerência".

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  3. O mais grave ainda foi quando lançou o Espírito Santo em forma de línguas de fogo!
    O perigo que foi com os incêndios que andam...

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  4. Esse cara de Abraão era mesmo melga. O outro tinha paciência de Jo.

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  5. Línguas de fogo?! Quero ver se passa aqui o Dr. Henrique Pereira dos Santos, o  do ambiente.Isto só mesmo com cabras sapadoras é que acaba...

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